Categoria: Política

Edivaldo continua investimento em drenagem para enfrentar período chuvoso em São Luís

Na primeira gestão do prefeito Edivaldo, o investimento na expansão da rede de drenagem da capital foi fundamental para que o período chuvoso não implicasse em transtornos ainda maiores para a população de São Luís. Segundo informado pela Prefeitura, foram implantados 22km de rede de canais e galerias entre os anos de 2013 e 2016.

A atividade preventiva prossegue na atual administração. A Prefeitura de São Luís está realizando a limpeza de galerias e aperfeiçoando o trabalho de drenagem superficial na Avenida Jerônimo de Albuquerque, na altura da Curva do 90. A medida preventiva da administração Edivaldo Holanda Júnior é para evitar o alagamento da via, garantindo o escoamento adequado das águas pluviais e a continuidade do fluxo normal de veículos na via mesmo durante as chuvas.

A via é uma das mais importantes e de maior tráfego da capital maranhense. Neste sábado (18) máquinas e operários trabalham na desobstrução de bueiros às margens da via, removendo resíduos fruto do descarte irregular e até mesmo materiais volumosos, como troncos de árvores.  O trabalho, coordenado pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) também consistiu na reconstrução da parede de contenção do aterro da pista, avariada com as chuvas dos últimos dias. Sacos de concreto também estão  sendo colocados para fazer a contenção e evitar o transbordamento do córrego existente no local.

Dilma: ‘Não descarto candidatura como senadora ou deputada’

Dilma Rousseff em entrevista à agência AFP

Em Brasília para um evento da ala feminina do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff comentou as circunstâncias do seu afastamento da presidência do País. “Não serei candidata a presidente da República, se essa é a pergunta. Agora, atividades políticas não vou deixar de fazer. Não descarto a possibilidade de uma candidatura para cargos como senadora ou deputada”, disse na tarde deste sábado, 18, em entrevista à agência AFP.

Dilma disse não guardar rancores das pessoas que articularam sua destituição, nem mesmo do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. “Não tenho nada contra Eduardo Cunha, nenhum sentimento de vingança ou coisa parecida. Não tive nem com os meus torturadores”, disse, em referência ao período em que esteve presa durante a Ditadura Militar.

Na entrevista, a ex-presidente também comentou os esquemas de propina envolvendo a Petrobrás. “Esses processos são extremamente complicados. Ninguém no Brasil conhece todos os casos de corrupção que ocorre hoje”, disse ela, que ainda mantém no Twitter a frase “presidenta eleita do Brasil”.

Dilma citou ainda uma possível candidatura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ao Planalto em 2018, que está bem cotado nas pesquisas eleitorais. “Apesar de todos as tentativas de destruir sua pessoa, sua história, Lula segue em primeiro lugar, segue sendo espontaneamente o mais votado”, que afirmou existir um “segundo golpe” em andamento para criminalizá-lo.

“As pedras de Brasília e as Emas do Alvorada sabiam que estavam inventando um motivo para me tirar do poder. Foi a chamada justiça do inimigo: não se gosta, se destrói”, disse.

Rotina. Atualmente, a ex-presidente reside em um apartamento de 130 m² no bairro Tristeza, zona sul de Porto Alegre. Sua renda provém de um salário recebido como funcionária afastada do Estado do Rio Grande do Sul (R$ 5.300) e do aluguel de quatro imóveis. À agência, afirmou não ter nenhuma nostalgia da vida que tinha no Palácio da Alvorada.

“São muitos metros. Um palácio não é um lugar adequado para viver. É impossível viver em um palácio a menos que você tenho patins. Ou um skate, como tenho um neto”, brincou, em referência aos 7.300 m² do espaço. Sobre a piscina do local, diz ter entrado apenas duas vezes. “Só fico com pena porque o meu neto gostava dela.”

De acordo com a agência, a ex-presidente parece estar mais relaxada do que no período em que ocupava o cargo executivo. Hoje, ela mantém uma agenda de conferências na Europa e nos Estados Unidos, além de viagens ao Rio de Janeiro para visitar a mãe. Sobre a crescente onda de antipetismo no País, diz temer alguma violência na rua. “Nada impede que alguém me agrida”. (Estadão)

“Levei mala de dinheiro para Lula”

“Levei mala de dinheiro para Lula”

A TESTEMUNHA-BOMBA Davincci Lourenço de Almeida diz que ordem partiu de Fernando Botelho, da Camargo Corrêa

Isto É – O personagem que estampa a capa desta edição de ISTOÉ chama-se Davincci Lourenço de Almeida. Entre 2011 e 2012, ele privou da intimidade da cúpula de uma das maiores empreiteiras do País, a Camargo Corrêa. Participou de reuniões com a presença do então presidente da construtora, Dalton Avancini, acompanhou de perto o cotidiano da família no resort da empresa em Itirapina (SP) e chegou até fixar residência na fazenda da empreiteira situada no interior paulista. A estreitíssima relação fez com que Davincci, um químico sem formação superior, fosse destacado por diretores da Camargo para missões especiais. Em entrevista à ISTOÉ, concedida na última semana, Davincci Lourenço de Almeida narrou a mais delicada das tarefas as quais ficou encarregado de assumir em nome de acionistas da Camargo Corrêa: o transporte de uma mala de dinheiro destinada ao ex-presidente Lula. “Levei uma mala de dólares para Lula”, afirmou à ISTOÉ. É a primeira vez que uma testemunha ligada à empreiteira reconhece ter servido de ponte para pagamento de propina ao ex-presidente.

Ele não soube precisar valores, mas contou que o dinheiro foi conduzido por ele no início de fevereiro de 2012 do hangar da Camargo Corrêa em São Carlos (SP) até a sede da Morro Vermelho Táxi Aéreo em Congonhas, também de propriedade da empreiteira. Segundo o relato, a mala foi entregue por Davincci nas mãos de um funcionário da Morro Vermelho, William Steinmeyer, o “Wilinha”, a quem coube efetuar o repasse ao petista. “O dinheiro estava dentro de um saco, na mala. Deixei o saco com o dinheiro, mas a mala está comigo até hoje”, disse. Dias depois, acrescentou ele à ISTOÉ, Lula foi ao local buscar a encomenda, acompanhado por um segurança. “Lula ficou de ajudar fechar um contrato com a Petrobras. Um negócio de R$ 100 milhões”, disse Davincci de Almeida. A atmosfera lúdica do desembarque de Lula na Morro Vermelho encorajou funcionários e até diretores da empresa a posarem para selfies com o ex-presidente. De acordo com Davincci, depois que o petista saiu com o pacote de dinheiro, os retratos foram pendurados nas paredes do hangar. As imagens, porém, foram retiradas do local preventivamente em setembro de 2015, quando a Operação Lava Jato já fechava o cerco sobre a empreiteira. Na entrevista à ISTOÉ, Davincci diz que o transporte dos dólares ao ex-presidente não foi filho único. Ele também foi escalado para entregar malas forradas de dinheiro a funcionários da Petrobras. Os pagamentos, segundo ele, tiveram a chancela de Rosana Camargo de Arruda Botelho, herdeira do grupo Camargo Corrêa. “O Fernando me dizia que a “baixinha”, como ele chamava Rosana Camargo, sabia de tudo”, disse Davincci.

A imersão de Davincci no submundo dos negócios, não raro, nada republicanos tocados pela Camargo Corrêa foi obra de Fernando de Arruda Botelho, acionista da empreiteira morto há cinco anos num desastre aéreo. Em 2011, Davincci havia virado sócio e uma espécie de faz-tudo de Botelho. A sintonia era tamanha que os dois tocavam de ouvido. Foi Botelho quem lhe disse que a mala que carregava teria como destino final o ex-presidente Lula: “A ordem do Fernando Botelho era entregar para o presidente. Ele chamava de presidente, embora fosse ex”. Numa espécie de empatia à primeira vista, os dois se aproximaram quando Arruda Botelho se encantou com uma invenção de Davincci Lourenço de Almeida: um produto revolucionário para limpeza de aviões, o UV30. O componente proporciona economias fantásticas para o setor aéreo. “Com apenas cinco litros é possível limpar tão bem um Boeing a ponto de a aeronave parecer nova em folha. Convencionalmente, para fazer o mesmo serviço, é necessário mais de 30 mil litros de água”, afirmou Davincci.

PARCERIA Botelho (esq) e Davincci (dir) eram sócios na fabricação de produtos para limpeza de aviões

Interessado no produto químico inventado por Davincci, o UV30, Botelho abriu com ele uma empresa de capital aberto, a Demoiselle Indústria e Comércio de Produtos Sustentáveis Ltda. Na sociedade, as cotas ficaram distribuídas da seguinte forma: 25% para Fernando de Arruda Botelho, 25% para Rosana Camargo de Arruda Botelho, herdeira do grupo Camargo Corrêa, 25% para Davincci de Almeida e 25% para Alberto Brunetti, parceiro do químico desde os primórdios do UV30. Pelo combinado no fio do bigode, o casal Fernando e Rosana entraria com o dinheiro. Davincci e Alberto, com o produto. Em janeiro de 2012, a Camargo Corrêa lhe propôs o encerramento da empresa. Simultaneamente, a construtora, segundo a testemunha, fez um depósito de US$ 200 milhões nos Estados Unidos, no Bank of América, em nome da Demoiselle. O dinheiro tinha por objetivo promover o produto no exterior e fechar parcerias com a Vale Fertilizantes, Alcoa, CCR, e outras empresas interessadas na expansão do negócio. A operação intrigou Davincci. Mas o pior ainda estaria por vir.

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Acidente ou assassinato?

As negociatas também foram reveladas em depoimento ao promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, que ouviu Davincci em quatro oportunidades. Blat encaminhou os depoimentos à força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba. À ISTOÉ, o promotor disse acreditar que a Camargo Corrêa possa ter usado Davincci como “laranja”. Outro trecho bombástico da denúncia de Davincci à ISTOÉ, reiterado ao Ministério Público, remonta ao acidente fatal sofrido pelo empresário Fernando Botelho no dia 13 de abril de 2012, durante um voo de demonstração, a bordo de um T-28 da Segunda Guerra Mundial, a empresários africanos, com os quais o acionista da Camargo havia negociado o UV30 em viagem à África dias antes. Segundo Davincci, Botelho foi assassinado. O avião, de acordo com ele, foi sabotado numa trama arquitetada pelo brigadeiro Edgar de Oliveira Júnior, assessor da Camargo e um dos gestores das propriedades da empreiteira. Conforme o depoimento, convencido de que o brigadeiro havia lhe dado um aplique, depois de promover uma auditoria interna, Botelho o demitiu na manhã do acidente durante uma tensa reunião, regada a gritos, socos na mesa e bate-bocas ferozes, testemunhada por diretores da Camargo. “O Fernando foi assassinado e o crime tramado pelo brigadeiro Edgar. O avião foi sabotado”, assegura o químico.

Uma sucessão de estranhos acontecimentos que cercaram a tragédia chamou a atenção do Ministério Público. Por exemplo: o caminhão de bombeiros comprado por Botelho exatamente para atender a eventuais emergências no aeródromo de sua propriedade estava trancado no hangar. “Tive que jogar meu carro contra a porta para estourar os cadeados. Peguei o caminhão e fui para o local. Ao chegar lá, as chamas estavam tão altas que não pude chegar muito perto”, afirmou Davincci. Mas o então sócio de Arruda Botelho se aproximou o suficiente para conseguir resgatar o GPS, que havia se descolado da parte externa da aeronave. Porém, o aparelho, essencial para municiar as investigações com informações sobre o voo, não pôde ser conhecido pelas autoridades, segundo Davincci, a pedido do brigadeiro Edgar. “Ele tomou o aparelho das minhas mãos, dizendo que poderia ficar ruim para a família se entregássemos à investigação, e ainda me obrigou a mentir num primeiro depoimento à delegacia”. Com a morte de Fernando de Arruda Botelho, o brigadeiro acabou não tendo seu desligamento da empreiteira oficializado. Já o ex-sócio, desde então, enfrenta um calvário. “Sofri 11 ameaças de morte”, contou.

Motivado pelos depoimentos de Davincci, o caso que havia sido arquivado pela promotora Fernanda Amada Segato em março de 2013 foi reaberto em setembro do ano passado por ordem da promotora Fábia Caroline do Nascimento. As novas investigações estão a cargo do delegado José Francisco Minelli. “Estou na fase da oitiva das testemunhas”, disse à ISTOÉ o delegado. Dois dos quatro irmãos de Fernando de Arruda Botelho, Eduardo e José Augusto, suspeitam de que pode ter havido mais do que um acidente. “Vou ajudar a descobrir a verdade sobre o que aconteceu. Mas um conhecido ligado ao Exército procurou meu irmão (José Augusto) para dizer que estavam convencidos que não foi acidente”, disse Eduardo Botelho em mensagem, ao qual ISTOÉ teve acesso, enviada em janeiro para Davincci.78

Irmão de Botelho atesta relato

Por telefone, de sua fazenda em Itirapina, Eduardo Botelho revelou à reportagem de ISTOÉ comungar dos indícios apontados pelo ex-sócio do irmão morto em 2012. “O nível de nojeira da equipe que comandava os negócios do meu irmão era muito grande. Tudo o que aconteceu naquele dia do acidente aéreo foi estranhíssimo. Meu irmão estava sendo roubado. Como ele não tinha controle do que acontecia com o avião, ele pode ter sido sabotado sim. Era fácil sabotar o avião. Ele era da Segunda Guerra. Podem ter mexido no avião no dia da queda”, disse Eduardo Botelho. “Se ele não tivesse morrido naquele dia, iria fazer uma limpeza gigantesca nas fazendas da Camargo”, asseverou o irmão, que rompeu relações com Rosana Camargo, a viúva, há algum tempo. “Uma máfia cercava meu irmão. Como pode um gerente de fazenda que ganha R$ 4 mil comprar quatro casas num condomínio fechado em São Carlos?”, perguntou Eduardo. Sobre Davincci, confirmou que ele e seu irmão eram realmente muito próximos e que, desde a morte de Fernando de Arruda Botelho, os antigos sócios dedicam-se a tentar tomar a empresa dele. “Ele (Davinci) morou na minha casa aqui na fazenda. Meu irmão dizia que eles iriam fazer chover dinheiro com o produto. Depois que meu irmão morreu, tentaram quebrar a patente, criaram outras empresas similares à Demoiselle. Tudo para tirá-lo da jogada”, confirmou.73

Uma das empresas às quais o irmão do ex-acionista da Camargo se refere está sediada em São Paulo. No endereço mora Rosana, a bilionária herdeira da segunda maior construtora do País, que, por meio de seus advogados, se disse alvo de “crimes de calúnia, difamação e injúria por parte de Davincci”. “Ele responde a diversas ações judiciais, já tendo sido obrigado pela Justiça a cessar a divulgação de ameaças”, afirmou o advogado Celso Vilardi. A Muniz e Advogados Associados, que também representa a Camargo Corrêa, diz que Edgard de Oliveira Júnior, em razão dos desentendimentos entre os sócios, deixou espontaneamente a sociedade que mantinha com Davincci. “A empresa foi dissolvida, liquidada e a patente colocada à disposição”, afirma. Procurada para confirmar a negociação intermediada por Lula, conforme depoimento de Davincci, no valor de R$ 100 milhões, a Petrobras não respondeu até o fechamento desta edição. William Steinmeyer, da Morro Vermelho, confirma que conhece Davincci (“um cara excêntrico”), mas jura que não recebeu qualquer encomenda dele.

acrobacias interrompidas Fernando Botelho pilotava seu aviâo da Segunda Guerra quando bateu num barranco e explodiu

Desde o último mês, a empreiteira se prepara para incrementar sua delação premiada ao Ministério Público Federal. As novas – e graves – revelações, trazidas à baila por ISTOÉ, deverão integrar o glossário de questionamentos aos executivos da empreiteira pelos procuradores da Lava Jato.

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Humberto Costa: é hora de assumir a corrupção do PT

Humberto Costa

O senador Humberto Costa (PT-­PE) foi ministro da Saúde do governo Lula, esteve no olho do furacão durante a prisão de Delcídio do Amaral, o ex-petista preso tentando obstruir a Lava-Jato, e durante o traumático processo de impeachment da correligionária Dilma Rousseff. Atuou na linha de frente para amparar o que restou do PT e era o líder do partido no Senado até duas semanas atrás. É, portanto, um petista do núcleo duro da legenda — e, também, a primeira voz autorizada a dizer publicamente, como fez em entrevista a VEJA, que chegou a hora de o PT admitir que se envolveu em corrupção, pedir desculpas à sociedade pelos erros que cometeu, abandonar o discurso de “denúncia do golpe” e apresentar propostas econômicas para tirar o país do atoleiro. “A autocrítica é necessária, essencial, mas não é suficiente”, afirma.

Família Lobão em maus lençóis

Mais uma mentira dos Sarneys! Governo Flávio Dino prova que comprou lancha para Cajari

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Ao contrário do que foi publicado por blogs que fazem o jogo sujo da família Sarney, uma lancha enviada ao município de Cajari foi adquirida com recursos do tesouro estadual e será doada esta semana ao município.

Desinformados, sarneisistas que fazem oposição sem coerência, respaldo e consistência ao governo Flávio Dino chegaram a dizer que a lancha a ser usada para fazer o transportes de alunos em Cajari foi enviada pelo governo federal. Mais um factoide daqueles que não se dão ao mínimo trabalho de checar a informação. Para os capangas do conglomerado mafiomidiático sarneisista da PI (Picaretagem da Informação), vale mesmo é mentir, manipular, deturpar para agradar os patrões.

Adeptos do jornalismo de mercadoria, o sistema de comunicação dos Sarneys deixou de lucrar alto com o Governo do Estado. Por isso respondem com agressões, achincalhes e mentiras contra Flávio Dino, estratégia patranha que não mais funciona por falta de credibilidade do jornalismo torpe praticado por eles. Andam tão desacreditados pela população quanto a família de políticos a qual servem.

A verdade: documentos de um convênio da secretaria de Estado da Educação atestam que o governo do estado comprou, com recursos próprios, duas lanchas, uma para Cajari e outra para a cidade de Penalva. A finalidade é garantir a locomoção dos alunos das áreas rurais para as escolas em localidades longínquas.

E agora, o que trupe dos Sarneys e seu grupo de Al Capones da notícia vão inventar? É muito cinismo!

Filho de Lobão é descrito como um bom negociador de arte

Operação Research da PF

Márcio Lobão é figura conhecida no meio das artes do Rio. Sua coleção inclui obras de artistas contemporâneos dos mais valorizados do Brasil, como Adriana Varejão e Beatriz Milhazes, além do modernista Volpi (1896-1988). O filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA) que teria recebido propina pela obra da Usina de Belo Monte, conforme delações feitas à Lava Jato, apurou seu gosto pela arte brasileira com o sogro, o advogado Sergio Fadel.

Anteontem, a Polícia Federal localizou a coleção de Lobão, alvo da Operação Leviatã. O número de itens divulgado foi de 1.200, mas galeristas consideram esse montante equivocado – ele não teria tantas obras assim. A defesa de Lobão diz que ele não praticou ato ilícito, ressalvando que não teve acesso “aos fundados do mandado de busca”.

Negociador

Presidente da Brasilcap, empresa do grupo Banco do Brasil, Lobão é descrito como um bom negociador de arte, contaram ao Estado galeristas que atendem a elite carioca. “Acha tudo caríssimo, como se o dinheiro dele fosse muito suado, difícil de ganhar. É muito vaidoso”, disse um profissional.

Lobão é visto em leilões e exposições, e escolhe o que comprar com base no gosto pessoal, contou outro. Curadores já pediram obras emprestadas para exposições. “Ele formou uma coleção importante de arte contemporânea. É eclética, o que é comum entre colecionadores jovens. Não tem muitas peças do mesmo artista, mas reúne coisas interessantes. Circula no meio sempre com a mulher, muito sofisticada”, contou um amigo da família.

O casamento com a advogada Marta Martins Fadel Lobão, em 2001, foi suntuoso, e atraiu políticos como o então presidente do STF, ministro Marco Aurélio Mello, e o então vice-presidente da República, Marco Maciel, um dos padrinhos. A cerimônia foi na Igreja da Candelária e a festa, no Forte de Copacabana. Marta ganhou de presente um cargo no gabinete do sogro, no Senado. (Com Estadão Conteúdo)

Prefeitura de Ribamar garante reabertura de estádio

A Prefeitura de São José de Ribamar, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer (SEMTUR), garantiu a reabertura do estádio municipal Dário Santos, neste domingo, 19, quando o Peixe Pedra enfrenta o time do Imperatriz, em partida válida pelo campeonato maranhense de futebol.

O estádio, que estava fechado por falta de manutenção, reabre as portas a partir das 16h, para a primeira partida do ano em solo ribamarense. De acordo com Edson Calixto (SEMTUR), foi necessária uma força tarefa para a reabertura do equipamento esportivo.

“Encontramos um estádio totalmente abandonado, sem condições adequadas de proporcionar com segurança e conforto as torcidas, a disputa de partidas de futebol. Atendemos não apenas as exigências na estrutura física do Estádio, como também aos requisitos apontados pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Vigilância Sanitária, para liberação dos laudos”, detalhou o secretário confirmando a partida.

Reforma do Estádio 

Entre as intervenções realizadas no estádio Dário Santos, foram executados os serviços de adequação da inclinação da rampa de acesso, colocação de extintores de incêndio, luminárias de emergência, implantação de sinalização de emergência (saída de emergência), adequação das portas de entrada e saída, obedecendo o sentido do fluxo, além do reforço no guarda corpo da arquibancada, recuperação do sistema de para-raios, revisão e recuperação das instalações hidro sanitárias, com substituição de louças e metais.

SSP apresenta armas de grosso calibre apreendidas em Grajaú

Ação conjunta das polícias Civil e Militar resultou em apreensão de armas de alto calibre e dinamite com grande poder de destruição. O material foi interceptado no Povoado Gato Preto, município de Grajaú, durante operação realizada na madrugada de quinta-feira (16). As apreensões e detalhamento da operação foram apresentados em coletiva na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), na Vila Palmeira, nesta sexta-feira (17).

A quadrilha especializada em arrombamentos a instituições financeiras e carros fortes nos estados do Maranhão, Mato Grosso e Goiás, pretendia executar um plano ousado neste final de semana no interior do Maranhão. A ação criminosa foi interceptava pela operação policial. Eram cinco os integrantes da quadrilha, que entraram em confronto com a polícia, sendo que três vieram a óbito.

Com os criminosos a polícia apreendeu quatro fuzis, incluindo ‘AK-47’, ‘M.16’ e ‘.50’, este de alto poder destrutivo; quatro pistolas, sendo uma de calibre ‘.40’; munições de fuzil e pistola; 10 carregadores; sete bananas de dinamite, entre grandes e médias; chapas de aço para colete; e uma furadeira. A quadrilha tentava cometer o mesmo crime de anos atrás e na mesma região, usando armas de grosso calibre e uma metralhadora utilizada em guerras e com poder de perfurar carro forte, destacou o secretário de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), Jefferson Portela, na coletiva.

“A ação dos nossos grupamentos especiais neutralizou a quadrilha e culminou com a tomada de vasto armamento que poderia ser repassado a outros grupos. É uma ação fundamental e segue a linha do sistema de trabalhar para impedir a ação destes grupos criminosos”, reiterou Portela. Em março de 2014, a quadrilha foi interceptada pela polícia quando tentava ataque contra um carro-forte, em Sítio Novo, que está nas proximidades de Grajaú. O secretário enfatizou, ainda, que operações policiais desses tipos são rotineiras e que elas serão intensificadas ao ponto de extinguir crimes contra instituições financeiras no Maranhão. “Vai prevalecer a força do Estado”, disse Portela com relação as elucidações de tais crimes ocorridos neste ano, responsáveis pela prisão de 35 suspeitos.

“Esta foi mais uma expressiva apreensão que realizamos com a apoio do grupo especializado de combate a assaltos a banco. É fruto de um plano de ação coordenado do sistema de Segurança e que mais uma vez mostra sua eficácia impedindo o êxito destas quadrilhas”, enfatizou o titular da Superintendência Especial de Investigação Criminal (Seic), Tiago Bardal. Contra o grupo pesam acusações de ataques a banco no interior do estado, tendo como característica o uso da violência e de grosso armamento.

O titular do Departamento de Combate a Crimes contra Instituições Financeiras (DCRIF-Seic), delegado Luís Jorge Santos Matos, pontua o significado da operação para somar na diminuição das ocorrências deste crime. “Essa quadrilha é considerada de alto grau de periculosidade e estava na mira de nossas equipes. O resultado desta operação é a recompensa pelo trabalho firme que vínhamos promovendo para prendê-los e impedir mais atos violentos”, disse o delegado. A polícia está na busca para captura dos outros dois integrantes.

Participaram, ainda, da operação efetivo do Centro Tático Aéreo (CTA), da equipe da Seisc por meio do Grupo de Resposta Tática (GRT) e do Grupo de Operações Especiais (GOE), de Barra do Corda. Estavam presentes na coletiva o delegado-geral de Polícia Civil, Lawrence Melo; o comandante geral da Polícia Militar, coronel Frederico Pereira; o subcomandante de Polícia Militar, coronel Jorge Luongo; e o superintendente de Polícia Civil do Interior (SPCI), Dircival Rodrigues.

Ação especializada

A operação contou com o efetivo da Companhia de Operações de Sobrevivência em Área Rural (Cosar-PM), grupo treinado especificamente para combater ocorrências deste tipo no interior do Estado. O cronograma da formação é bastante intenso e com foco em atividades em áreas remotas e de difícil acesso.

O grupo age em apoio às polícias destas regiões impedindo assaltos em agências bancárias, correios, lotéricas e estabelecimentos afins. Criado em 2015, o Cosar integra o planejamento do governo Flávio Dino para conter esses casos no interior do Maranhão e tem como modelo o grupo militar de Pernambuco, que é referência no país.

Filho de Lobão pede para sair

Márcio Lobão, alvo da Operação Leviatã, pediu “afastamento temporário” da presidência da Brasilcap, acaba de informar a Época.

Márcio disse que vai cuidar de sua defesa, segundo O Antagonista.

De acordo com as investigações, Edison Lobão (ex-ministro de Minas e Energia e investigado na Lava Jato) indicou seu filho Márcio Lobão para receber os pagamentos ilícitos envolvendo as obras de Belo Monte e da usina nuclear de Angra 3.

Entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões foram repassados ao senador Edison Lobão pelas obras de Angra 3 e R$ 600 mil da usina hidrelétrica. De acordo com o delator, o valor relacionado a Belo Monte, uma parcela, de R$ 600 mil, foi entregue em dinheiro na residência de Márcio Lobão no Rio de Janeiro, no final de 2011.

Na busca e apreensão na residência de Márcio Lobão no Rio, a Polícia Federal apreendeu cerca de 1.200 quadros. Durante as buscas os agentes não levaram os quadros, mas catalogaram peça por peça. Eles também acharam dinheiro em espécie na residência e no escritório de Márcio, num total de 40 mil reais em várias moedas.

Na Brasilcap, braço dos planos de capitalização do Banco do Brasil, houve meses em que o filho de Lobão chegou a ganhar R$ 70 mil de salário. Márcio Lobão passou a última década na presidência da Brasilcap. Em 2008, foi promovido à chefia da empresa justamente quando o pai, Edison Lobão, negociava a saída do DEM, partido de oposição, para o PMDB, então base aliada do governo petista. O advogado tomou posse em 24 de setembro de 2007 no que foi considerado à época uma clara indicação do senador ao posto na empresa, que, embora privada, guardava forte influência do BB — 49,99% de seu capital.

Sarney tem data para falar ao juiz Sérgio Moro

O ex-presidente José Sarney (PMDB-AL) e senador Renan Calheiros (PMDB-AL), dois dos caciques peemedebistas atingidos pela Operação Lava Jato, já têm data e hora para o primeiro contato com o juiz federal Sérgio Moro.

Sarney vai depor como testemunha de defesa do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, às 9h30 do dia 8 de março, por videoconferência de Brasília. Assim como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, José Sarney deve ser indagado pelos advogados de Okamotto a respeito do armazenamento dos objetos que acumulou durante seus cinco anos no Planalto.

Além de possivelmente Sarney ter seu nome citado nas delações da Odebrecht que listam pagamento de propina, o ministro Edson Fachin, novo relator da Operação Lava Jato no STF, determinou abertura de inquérito para investigá-lo. Ao pedir autorização do STF para a instauração de inquérito destinado a apurar o crime de embaraço à Operação Lava Jato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot se refere ao grupo formado por Sarney como ‘quadrilha’ e ‘organização criminosa’. Em delação premiada o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado revelou que Sarney recebeu propina de contratos da Transpetro durante nove anos, no valor total de R$ 18,5 milhões.

Já Renan Calheiros, alvo de nove inquéritos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), foi arrolado como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ação penal em que o petista é réu pela suposta posse de um tríplex no Guarujá (SP), construído e reformado pela OAS, além da manutenção de seu acervo presidencial pela empreiteira. O líder do PMDB no Senado falará a Moro também por videoconferência na Justiça Federal do Distrito Federal no dia 15 de março, às 11h.

Astro reúne com Flávio Dino e pede apoio para a cultura

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Astro de Ogum (PR), esteve reunido com o governador Flávio Dino, na última quinta-feira, (16), ocasião em que conversaram sobre assuntos diversificados, mas a pauta marcante esteve focada em temas relacionados com a cultura.

Num bate papo descontraído, os dois falaram sobre as festividades do carnaval, e na oportunidade Astro de Ogum pediu apoio do governador para a cultura, notadamente no tocante a permanência da sede da Federação de Cultura do Maranhão – Fefcema no Parque Folclórico da Vila Palmeira. Flávio Dino ouviu as ponderações de Astro de Ogum e futuramente deverá se manifestar sobre a reivindicação.

“Foi um encontro bastante proveitoso, e senti a sensibilidade do governador Flávio Dino ao nosso pleito”, declarou Astro de Ogum para completar: “após essa conversa fiquei com a expectativa de atendimento ao nosso pedido, já que parte de um segmento significativo de nossa sociedade, como o movimento cultural, principalmente o ligado as manifestações da cultura popular”.

CAFÉ DA MANHÃ – Na ocasião Astro de Ogum agendou com Flávio Dino uma visita na Câmara Municipal para o próximo dia 13 de março, quando o chefe do Poder Executivo maranhense participará de um café da manhã com os vereadores. “Será uma excelente oportunidade de estreitarmos mais ainda os laços entre o Legislativo de São Luís com o governo do Estado, bem como para o governador conversar com todos nós vereadores e ouvir o que temos para lhe transmitir sobre os problemas que enfrentam a cidade e a sua população”, finalizou Astro de Ogum.

Alguém sente saudades do atraso, da miséria e corrupção deixados por Roseana no MA?

Fora de si e com outros interesses expostos nas entrelinhas da declaração que deu nesta sexta-feira (17) a uma emissora de sua família, o ministro do governo Temer, Sarney Filho, sem o menor remorso do mal que fizeram ao povo do Maranhão e da dívida deixada com o estado, disse que o povo sente saudades de Roseana.

No contexto da afirmação, é importante situar que Sarney Filho é candidato ao Senado. Nos bastidores do clã, há uma guerra fratricida pela disputa da vaga de senador. O grupo Sarney sabe da possibilidade escassa de voltar ao governo do Maranhão, haja vista as denúncias de corrupção que pesam sobre a família como também as gestões desastrosas que fizeram quando estiveram no governo. A única chance, então, seria reunir forças em uma das vagas ao senado. Por isso o interesse de Sarney Filho em incensar Roseana para uma candidatura “kamikaze” ao governo do estado. Mesmo Roseana sendo derrotada, a união do grupo faria Sarney Filho conquistar uma das vagas à câmara alta.

Nesse aspecto, o ministro de Temer está certíssimo, pois do ponto de vista político há de se considerar que todo o grupo Sarney coeso as chances de chegarem ao senado seriam reais. Agora quanto a esdruxula declaração de que o povo sente saudades de Roseana, essa é mais uma das fantasias delirantes que permeiam o desejo incontrolável do clã voltar a se locupletar do poder.

Ora, será se o povo do Maranhão sente mesmo saudades do legado de miséria, atraso e retrocesso deixado por Roseana? A única herança dos governos da Branca, sem medo de errar, é a pobreza, o desemprego e a caos da insegurança (quem não lembra dos presos degolados em Pedrinhas?).

Apenas para refrescar a memória de alguns, Roseana Sarney deixou, nos seus quatro mandatos, 2 milhões de maranhenses abaixo da linha de miséria (renda per capita de R$ 70 por mês); 64% da população passando fome e as três piores cidades do país em renda per capita. Outra herança maldita da filha de Sarney foi 6,5% dos municípios maranhenses com rede de esgoto e dos 15 municípios brasileiros com as menores rendas, segundo o IBGE, dez situados no Maranhão (é o estado brasileiro com maior percentual de miseráveis).

Até o governo de Roseana Sarney, 64% da população passava fome, 19% era analfabetos, a mortalidade infantil afetava 39 bebês em cada 1000 nascimentos e apenas 7,8% dos domicílio tinha computador.

Em 2012, no governo de Roseana Sarney, o Maranhão tinha a segunda maior taxa de analfabetismo de jovens e adultos, com 20,8% da população de 15 anos ou mais sem saber ler e escrever e altas taxas de mortalidade infantil. Não dá para esquecer que o estado, nas gestões da filha do ex-senador José Sarney, viveu seus piores momentos, foram dias de fome, insegurança, desemprego, ciclo de mazelas aterrorizante encerrado com a saída de Roseana do Palácio dos Leões em 2014.

Em 2015, a renda per capita média do brasileiro chegou a R$ 1113,00, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE. Enquanto o Distrito Federal ficou em primeiro, com R$ 2.252,00, o Maranhão amargou o último lugar, com R$ 509,00.

Outras lembranças péssimas que, sem dúvidas, a população maranhense não sente saudades é do engodo da Refinaria da Petrobras em Bacabeira, que não saiu do papel; o golpe do pólo têxtil de Rosário, que levantou 24 milhões de dólares de empréstimos da SUDENE junto ao BNB e enganou cerca de 4 mil homens e mulheres humildes da região do Munin; e o caso Usimar, que contou com o decisivo apoio da governadora Roseana Sarney. O Conselho Deliberativo da SUDAM aprovou um projeto no valor global de U$ 1,38 bilhão e liberou uma parcela inicial de 44 milhões de dólares para a instalação de uma fábrica de autopeças no Distrito Industrial de São Luís. A empreiteira Planor construiu um barracão no local, mas o empreendimento nunca saiu do papel e o dinheiro liberado desapareceu.

Sem falar do embuste da tal reserva de gás em Capinzal do Norte, Trizidela do Vale e Santo Antônio dos Lopes, o que seria a salvação/redenção do Maranhão. Festejado pelos Sarneys que suas empresas (OGX E EBEX) haviam descoberto a ‘meia Bolívia’ de gás natural no interior do Maranhão, o empresário Eike Batista, agora preso, foi incensado e promovido a semideus por José Sarney, Roseana e integrantes do seu grupo, mas logo viu seu império cair. Nada de exploração de gás no Maranhão e os milhares de empregos que seriam gerados não passaram de fantasia. Ficou a miséria dos maranhenses enganados por Eike e Roseana Sarney.

Quanto aos casos de corrupção, vale lembrar que a ex-governadora Roseana Sarney é acusada pelo Ministério Público e pela Justiça de ter cometido 4 graves crimes pelos quais pode ser condenada a pelo menos 6 anos de prisão. Há uma ação ingressada pelo Ministério Público do Maranhão de improbidade por um suposto rombo de R$ 1 bilhão nos cofres estaduais no esquema de fraudes em isenções fiscais quando Roseana era governadora.

Roseana aparece nas planilhas da Odebrecht que listam pagamento de propina, segundo publicação do site Congresso em Foco. A empresa é acusada de pagar propina para políticos e funcionários da Petrobras.

A pergunta que fica a Sarney Filho: será que os maranhenses querem mesmo retornar a esse tempo sombrio, à ‘idade das trevas’ do Maranhão de opressão, insegurança e sofrimento promovido por Roseana quando tínhamos os piores indicadores sociais?

Investigação aponta que filho de Lobão repassou propina

Polícia Federal deixa a residência do ex-senador Luiz Otávio carregando malotes após cumprimento de busca e apreensão, no Lago Sul, em Brasília

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão da Operação Leviatã, nova fase da Lava Jato (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

A Polícia Federal apertou o cerco contra o PMDB ao realizar nesta quinta-feira, nova fase da Lava Jato autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. A investigação apura corrupção nas obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. Batizada de Leviatã, em alusão ao livro do filósofo Thomas Hobbes, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas e nos escritórios do filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), Márcio Lobão, e do ex-senador e apadrinhado político de Jader Barbalho (PMDB-PA), Luiz Otávio Campos.

Na busca e apreensão na residência de Márcio Lobão no Rio, a Polícia Federal apreendeu cerca de 1.200 quadros. O filho de Lobão é presidente da Brasilcap, braço de planos de capitalização do Banco do Brasil, há 10 anos. Sua mulher, Marta Martins Fadel, chegou a ser lotada no gabinete de Lobão no Senado, entre 2001 e 2003. Ela é filha do advogado Sergio Fadel, um dos maiores colecionadores de arte do país.

Durante as buscas os agentes não levaram os quadros, mas catalogaram peça por peça. Eles também acharam dinheiro em espécie na residência e no escritório de Márcio, num total de 40 mil reais em várias moedas. Na residência do ex-senador do PMDB Luiz Otávio Campos, policiais federais encontraram 135 mil reais em espécie.

A investigação que deu origem à investida de ontem teve início com a delação premiada do senador cassado Delcídio Amaral. Em seu acordo, Delcídio afirmou que 1% do valor do contrato da usina de Belo Monte ficou com o PMDB. Na colaboração, ele citou repasses também para o PT, mas a operação de ontem se concentrou em nomes ligados ao PMDB. A investigação sobre os petistas tramita na Justiça Federal no Paraná.

Apesar de ser o novo relator da Lava Jato no STF desde a morte de Teori Zavascki, Fachin já era o responsável pela relatoria das investigações sobre Belo Monte – que ficaram desmembradas na Corte das demais apurações que envolviam o esquema na Petrobrás.

Segundo Delcídio, Jader e Lobão exerciam influência sobre várias estatais e grandes obras, entre elas, a usina no Rio Xingu, no Pará. Márcio e Luiz Otávio, por sua vez, foram citados na delação do ex-executivo da Andrade Gutierrez Flávio Barra como destinatários de pagamentos realizados pela empreiteira pelas obras de Belo Monte e também pela usina de Angra 3.

Conforme relator do ex-diretor da Andrade Gutierrez, integrante do consórcio construtor de Belo Monte, entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões foram repassados ao senador Edison Lobão pelas obras de Angra 3 e R$ 600 mil da usina hidrelétrica. De acordo com o delator, o valor relacionado a Belo Monte foi entregue, em espécie, na casa de Márcio Lobão.

O filho do ex-ministro de Minas e Energia nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff também foi citado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Em acordo de delação premiada, Machado disse que os valores destinados a Edison Lobão eram entregues em um escritório no Rio indicado por Márcio.

Inquérito
De posse dessas informações, Fachin concordou com os pedidos propostos pela Polícia Federal e autorizou o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em Brasília (DF), Belém (PA) e no Rio de Janeiro (RJ). Segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No inquérito, são investigados, além de Lobão e Jader, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Todos negam participação nas irregularidades.

A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal investigam, neste inquérito, se foi feito pagamento de propina de 1% sobre o valor dos contratos assinados pelas obras de Belo Monte a partidos políticos envolvidos na liberação do projeto da hidrelétrica. A suspeita é de que as empresas que integram o consórcio responsável pela obra fizeram o pagamento.

(Com Estadão Conteúdo)

Ex-subchefe da Casa Militar dá explicações sobre colete encontrado com envolvido no ‘caso Décio Sá’

Coronel Reinaldo Elias Francalanci, ex-subchefe do gabinete militar no governo Roseana Sarney

O Informante – O coronel Reinaldo Elias Francalanci, ex-subchefe do gabinete militar no governo Roseana Sarney, prestou depoimento, hoje, à tarde, na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), sobre a citação do seu nome por Fábio Aurélio do Lago e Silva, o “Buchecha”, envolvido no assassinato do jornalista Décio Sá, em abril de 2012. Preso na quarta-feira, 15, por suspeita de integrar um bando especializado em roubar, clonar e negociar carros roubados na capital maranhense, ‘Buchecha disse, ao ser indagado pela Polícia sobre um colete da Polícia Militar encontrado com ele e ‘Jhonata Boy’, que o acessório pertencia ao coronel Reinaldo Francalanci.

No depoimento prestado na sede da DRFV, o militar alegou ter feito negócio de um veículo com os acusados e que teria esquecido o colete no interior desse automóvel. “O coronel foi procurado e prestou depoimento explicando as circunstâncias que fizeram o colete chegar às mãos dos suspeitos. Agora nós passamos para o aprofundamento das investigações que mostrarão se o coronel tem ligação ou não com a quadrilha”, explicou o delegado Fernando Guedes, que apura o caso.

“Buchecha” foi um dos presos na Operação Detonando, da polícia maranhense, em junho de 2012, que também levou para a cadeia os agiotas José de Alencar Miranda de Carvalho e Gláucio Alencar Pontes Carvalho (pai e filho), além de José Raimundo Chaves Júnior, o “Júnior Bolinha” (suposto intermediário), suspeitos de mandar matar o jornalista Décio Sá.

“Buchecha” teria apresentado o matador confesso de Décio, o paraense Jhonathan Sousa Silva, para “Júnior Bolinha”.

Em julho de 2013, a prisão de “Buchecha” foi revogada pela Justiça maranhense, após o próprio Ministério Público do Estado relatar não ver indícios para levar o acusado a júri.

 

Alvo da Polícia Federal, filho de Lobão foi sócio de acusado de desvios em fundo de pensão

Marcio Lobão, presidente da Brasilcap (Foto: Divulgação/Brasilcap)

Época – Alvo da Operação Lava Jato nesta quinta-feira (16), Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), tem em seu currículo episódios que, hoje, preferiria esquecer. Ele foi sócio, por exemplo, de Alexej Predtechensky, ex-presidente do fundo de pensão dos Correios, o Postalis, entre 1994 e 2009, numa loja de revenda de carros: a Prestige Auto Importadora de Carros Ltda. O estabelecimento funcionava em Brasília. ÉPOCA revelou a sociedade de Lobão e Predtechensky em maio de 2014.

Em julho de 2016, Predtechensky, cujo apelido é Russo, foi denunciado pelo Ministério Público Federal por fraudes no Postalis que superam R$ 400 milhões. A tempo: Russo chegou ao Postalis pelas mãos do senador Edison Lobão.

Russo sempre negou as acusações de irregularidades no Postalis.

Ação contra Edmar Cutrim no STJ é arquivada

Em decisão proferida no último dia 10, o ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou o arquivamento de uma ação movida pelo diretório nacional do PMDB contra o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, Edmar Cutrim.

A ação foi proposta em 2014 e o partido, através de seus advogados, alegou suposto abuso de poder político praticado por Cutrim quando este, à época, exercia o cargo de presidente da Corte de Contas.

Decano do STJ e relator do processo, Felix Fischer seguiu parecer do Ministério Público Federal que afirmou, após a realização de inúmeras diligências, “não ter encontrado nos autos elementos que vinculem o conselheiro as condutas que deram origem à investigação, nem elementos que justifiquem a continuidade da apuração”.

“Ante as razões expostas pelo Ministério Público Federal, determino o arquivamento da presente sindicância”, cravou o ministro.

A decisão do ministro, além de restabelecer a verdade dos fatos, é mais uma prova concreta de que o conselheiro e ex-presidente do TCE sempre exerceu suas funções de forma idônea e imparcial.

Ainda em 2014, Fischer já havia negado liminar solicitada pelo PMDB na qual o partido pleiteava o afastamento de Edmar Cutrim da presidência do Tribunal.

O ministro, à época, baseou sua decisão no entendimento do próprio Ministério Público Federal, que considerou a “ilegitimidade da legenda partidária para pleitear medida cautelar de natureza processual penal em face de delito de ação pública incondicionada, mormente não sendo encampada pelo Parquet, por falta de evidências”.

Maior legado da oligarquia foi deixar o Maranhão mais pobre, diz deputado Othelino Neto

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) rebateu, na sessão desta quinta-feira (16), a oposição que tentou explorar, politicamente, a sessão especial com o secretário estadual de Infraestrutura, Cleyton Noleto, para tratar do programa “Mais Asfalto”. Em resposta, o vice-presidente da Assembleia Legislativa lembrou ao deputado Adriano Sarney (PV) que o maior legado da oligarquia foi ter deixado o Maranhão como o Estado mais pobre e mais injusto da Federação.

“Esse é o legado que vocês carregam nas costas como um carimbo que o tempo passa e não sai, porque receberam um Estado próspero e entregaram-no com os piores indicadores do Brasil, com o povo mais pobre do país. Mandaram no Maranhão, na República e entregaram o Estado na pior situação possível, e isso ninguém vai conseguir tirar, nem a força do império de comunicação tem como tirar. Vocês vão carregar para sempre e para toda a história a mácula de ter entregue um Estado, visivelmente, muito mais pobre do que receberam”, comentou.

Durante o seu pronunciamento, Othelino Neto disse que Cleyton Noleto atendeu a um convite, fruto de um requerimento do deputado Edilázio Júnior (PV). O vice-presidente da Assembleia explicou que não se tratou de uma convocação e que o secretário, prontamente, veio na maior boa vontade ao parlamento para tratar do programa “Mais Asfalto” e não esperava ser recepcionado por interesses, meramente, político-eleitoreiros.

“Se medo tivesse de falar das ações de sua secretaria ou do programa Mais Asfalto, poderia não ter vindo. Poderia ter protelado a vinda. Nós sabemos que esta Casa tem uma ampla maioria governista e, num debate interno, poderia  ser indeferido o requerimento de convocação do secretário. Mas o líder do governo, deputado Rogério Cafeteira, inclusive, propôs que transformasse em convite para que ele garantisse a vinda do secretário aqui. Na data em que nós marcamos, ele veio”, disse.

Othelino destacou que Cleyton Noleto se prontificou e ficou, durante cerca de seis horas, tempo necessário, para ouvir todas as intervenções dos 13 deputados que foram à tribuna para se manifestar e fazer questionamentos. Segundo o vice-presidente, que conduziu a sessão especial, dos 13 deputados que foram à tribuna, seis são de oposição, alguns com mais veemência, outros de forma mais comedida, todos fizeram as suas críticas, as suas perguntas e o secretário Clayton respondeu a todas. “Ele foi, inclusive, corajoso ao ponto de aceitar uma sistemática não usual, proposta pelo deputado Braide,  que foi mais ou menos como fazer um ping pong”, comentou.

Segundo Othelino, os deputados da oposição perderam uma boa oportunidade de mostrar para a sociedade que não estão com “dor de cotovelo” e que concordam com o programa “Mais Asfalto”, porque ser contra uma ação, que leva pavimentação para as ruas das pessoas, não se pode atribuir a isso outra coisa, porque só é contra o asfalto quem nunca comeu poeira na sua casa.

“Olha, tomem cuidado, porque, possivelmente, os eleitores de vocês estão escutando isso. Pode ter, lá no município de Bequimão, onde o deputado Adriano Sarney foi muito bem votado, um eleitor que não gostou do comentário. Pode ter, lá em Timon, onde o Edilázio foi votado, alguns eleitores que receberam os benefícios do Mais Asfalto e não gostaram de ouvi-lo protestando contra o programa aqui. As ações do Mais Asfalto aconteceram no período eleitoral, como aconteceram antes do período eleitoral”, afirmou.

Othelino Neto disse ainda que os números  citados pelo secretário colocaram abaixo os argumentos de que o “Mais Asfalto” tem um viés eleitoral. Segundo o deputado, o investimento do programa foi maior em 2015 do que em 2016.

Mais Asfalto

No pronunciamento, Othelino disse que se a oposição mandar fazer uma pesquisa vai perceber  que o governo Flávio Dino está muito bem avaliado no Maranhão. Segundo ainda o deputado, as obras do governo não pararam após as eleições passadas. “Se você observar, inclusive São Luís, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, no dia seguinte a sua reeleição, estava visitando obras na cidade. Agora, se você for olhar a capital agora, claro que o ritmo das obras diminuiu, porque nós estamos em pleno período chuvoso. Vai jogar dinheiro público fora?”, indagou.

Operação da PF inviabiliza Lobão em sabatina, avaliam senadores

Foi recebida com extrema preocupação, tanto no Planalto como no Senado, a operação de busca e apreensão da Polícia Federal nesta quinta-feira (16) que teve como foco Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão.

Integrantes do PMDB avaliam que Lobão perde as credenciais para comandar a sabatina da próxima terça-feira (21) de Alexandre de Moraes, indicado para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Já há um movimento entre os próprios senadores para que Lobão não participe da sessão, deixando a função com o vice-presidente da CCJ, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Para uma ala de senadores do PMDB, se Lobão insistir em presidir a sabatina, a sessão terá de ser adiada.

No Palácio do Planalto, a percepção é que, depois da operação da PF, causaria grande constrangimento a Alexandre de Moraes ser submetido a uma sabatina comandada por Lobão.

Embora Lobão não tenha sido alvo direto dessa operação, a investigação do esquema de propina na construção da usina de Belo Monte já envolve Lobão, como receptor de recursos destinados a campanhas do PMDB.

Lobão tem negado qualquer participação nesse esquema de desvio de recursos de Belo Monte. (Gerson Camarotti)

Márcio Lobão se diz inocente

O Globo – Fora dos holofotes que o mostraram no centro da cena política na última semana, quando foi alçado à presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Edison Lobão (PMDB-MA) preferiu o silêncio sobre a operação da Policia Federal que tem como alvo um de seus filhos, Márcio Lobão. Procurado, mandou que se procurasse os advogados. Já o filho, através dos advogados, se disse inocente e chamou a Operação Leviatã de “drástica medida judicial”.

A operação mirou também o ex-senador Luiz Otávio, ligado ao mesmo grupo políticos dos Lobão e do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). O presidente da CCJ não apareceu hoje no Senado.

— Não vou me manifestar. Sobre esse assunto fala o advogado do meu filho, que é Aristides Junqueira — mandou dizer o senador Edison Lobão, através da assessoria.

Procurado, Junqueira divulgou uma nota em nome de Márcio Lobão, que disse desconhecer as razões que levaram a busca e apreensão em sua residência hoje cedo.

“A respeito da busca e apreensão realizada hoje na residência de Márcio Lobão, no Rio de Janeiro, ele, por intermédio de seus advogados que subscrevem a nota, reitera que nenhum ilícito cometeu, apesar de não ter conhecimento das razões que justificam a drástica medida judicial”, diz a nota assinada por Aristides Junqueira e Luciana Moura Alvarenga.

Com o Senado já esvaziado, a operação teve pouca repercussão na Casa. Mas o presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE), ressaltou a normalidade do funcionamento das investigações da Operação Lava-jato.

— (A operação Leviatã) Mostra que as instituições estão funcionando — declarou Eunício.

Já o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que perdeu a disputa do comando da CCJ para o grupo comandado pelo líder do PMDB Renan Calheiros (AL) e o ex-senador José Sarney, foi quem pareceu mais satisfeito com os holofotes da Polícia Federal na família Lobão.

 

Filho de Lobão tem uma dezena de empresas

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, durante coletiva sobre apagão que atingiu sete estados

Veja – A Polícia Federal vai ter trabalho para esquadrinhar todos os negócios de Márcio Lobão, o filho do senador Edison Lobão que levou a PF às ruas hoje de manhã.

Márcio tem nada menos do que dez CNPJs para chamar de seus. Ele é sócio minoritário do irmão, Edison Lobão Filho, na EML Projetos Assessorias e Participações.

A EML, por sua vez, possui nacos de uma dezena de empresas. Tem de um tudo: de imobiliária à agência de publicidade, passando por reflorestadora e até distribuidora de medicamentos.

Investigadores, como os que agora vasculham a vida de Marcio, costumam dizer que quanto maior o número de CNPJs à sua disposição, mais facilidade o sujeito terá para levar seus ganhos provenientes de maracutaias.

Delator da Andrade Gutierrez levou PF ao esquema de Lobão

Isto É – O ex-presidente da Andrade Gutierrez Energia e delator da Lava Jato, Flávio David Barra, foi quem apontou o senador Edison Lobão (PMDB/MA) como o suposto responsável por coordenar o recebimento de propinas para o PMDB envolvendo as obras de Belo Monte e da usina nuclear de Angra 3.

Segundo o delator, foi Lobão quem indicou seu filho Márcio Lobão e, posteriormente, o ex-senador Luiz Otávio Campos – apadrinhado do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) – para receber os pagamentos ilícitos envolvendo as obras de Belo Monte e da usina nuclear de Angra 3.

Tanto Márcio Lobão quanto Luiz Otávio foram alvos de mandados de busca e apreensão da Operação Leviatã, deflagrada nesta quinta-feira,16, por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo o relato, o filho de Lobão e o ex-senador Luiz Otávio foram apresentados às empresas que participavam do consórcio como sendo os responsáveis por arrecadar as propinas do PMDB.

Em relação à propina de Belo Monte, as empresas participantes teriam acertado o pagamento de 1% do valor do contrato para o PT e para o PMDB.

O responsável por arrecadar os valores do PT seria o então tesoureiro do partido João Vaccari Neto, já preso e condenado na Lava Jato, e, por parte do PMDB, o responsável seria o senador Edison Lobão.

Parte da propina, segundo Barra, foi paga por meio de doações oficiais aos diretórios nacionais das duas siglas em 2010, 2012 e 2014 e uma parcela, de R$ 600 mil, foi entregue em dinheiro na residência de Márcio Lobão no Rio, no final de 2011.

Aditivo

Flávio Barra contou ainda que, de 2013 até meados de 2014, os pagamentos de propinas foram suspensos devido às discussões sobre um aditivo no contrato de Belo Monte. Encerradas as discussões e fechado o aditivo, Edison Lobão teria avisado Barra: “Nesse contexto, Edison Lobão disse ao declarante que o intermediário do recebimento de vantagens indevidas destinadas ao PMDB não mais seria Márcio Lobão, mas sim Luiz Otávio Campos, ex-senador pelo PMDB-PA”, relatou o executivo em sua delação.

Com essa delação, e outros elementos colhidos ao longo da investigação, a Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito no Supremo para investigar se integrantes da cúpula do PMDB receberam propina pela obra da usina de Belo Monte. Foi no âmbito deste inquérito que a Operação Leviatã foi deflagrada.

As buscas da PF foram feitas nas residências e escritórios de Márcio Lobão e Luiz Otávio. Os investigados podem responder por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No inquérito, são investigados, além de Lobão e Barbalho, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

O senador Edison Lobão e seu filho Márcio Lobão – este alvo da Operação Leviatã – negam taxativamente envolvimento com esquema de propinas para o PMDB. O espaço está aberto para outras manifestações.

Outro delator

Outro delator das irregularidades em Belo Monte, Luis Carlos Martins, da Camargo Corrêa, que também integrou o consórcio, disse que R$ 2 milhões foram repassados a Lobão por meio de falsos contratos de consultoria e de “doações eleitorais” ao PMDB. Segundo Martins, o valor que cabia ao PMDB foi pago por meio de contratos falsos de consultoria com a empresa AP Energy – um de R$ 1,2 milhão e outro de R$ 1,268 milhão. Outro executivo da empresa, Dalton Avancini, teria ficado responsável por providenciar os pagamentos ao PT. Juntos, PT e PMDB teriam dividido 1% do valor da obra da usina.

A AP Energy fica em Santana do Parnaíba (SP) num endereço já conhecido pela Lava-Jato por abrigar outras empresas de fachada descobertas pelo esquema de fraudes na Petrobras. Segundo relatório da Polícia Federal, nas eleições de 2010, 2012 e 2014, as empresas que fizeram parte do consórcio construtor de Belo Monte doaram R$ 159 milhões a candidatos do PMDB por meio de seus diretórios e comitês financeiros. Em sua colaboração, o ex-senador Delcídio Amaral afirmou que a propina de Belo Monte teria como destino caciques do PMDB no Senado: Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho e Valdir Raupp.

Codó: Justiça mantém sentença de improbidade contra Biné

A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve sentença do Juízo da Comarca de Codó, que condenou a Fundação Projeto Comunitário Alimentar e quatro pessoas, entre elas o ex-prefeito Benedito Francisco da Silveira Figueiredo (Biné Figueiredo), por atos de improbidade administrativa, que consistiram em desvios de medicamentos, carteiras escolares e merenda escolar pertencentes ao município.

A ação civil pública foi proposta pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), por intermédio da Promotoria de Justiça de Codó. Sustentou que, no dia 26 de maio de 2009, um caminhão da Líder Agropecuária, acompanhado por um veículo que conduzia Eliane Costa Carneiro Figueiredo, ex-primeira dama e companheira do ex-prefeito, foi abordado por policiais militares, no entrocamento das rodovias MA-026 e BR-316.

Acrescentou que o motorista, que no dia prestava serviços para a empresa Cosama, afirmou ter trabalhado como motorista na Secretaria de Esportes da prefeitura, quando era administrada pelo ex-prefeito. O MPMA disse ter verificado que tanto a Cosama quanto a Líder eram empresas do Grupo Figueiredo, de propriedade de Benedito Figueiredo.

Segundo a ação, o motorista, após ter se recusado a abrir o compartimento de carga, teria fugido do local, levando as chaves. O delegado regional e o comandante da PM teriam, então, decidido remover o caminhão para o posto fiscal, por meio de ligação direta.

Antes disso, porém, Flora Maria Oliveira Reis teria comparecido ao local com as chaves, afirmando que a carga consistia em carteiras pertencentes à Fundação Alimentar, apresentando nota fiscal emitida por uma empresa de móveis.

Narra a ação que, após a abertura do baú do veículo pelos fiscais da Secretaria da Fazenda (Sefaz), foram encontradas carteiras escolares, merenda escolar e medicamentos, todos do município, conforme termo de encaminhamento de mercadorias apreendidas.

SENTENÇA

Recuperada a carga e após o trâmite regular do processo, a sentença da Justiça de 1º Grau julgou a ação parcialmente procedente. Benedito Francisco da Silveira Figueiredo e Eliane Costa Carneiro Figueiredo foram condenados, cada um, a oito anos de suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o Poder Público pelo mesmo prazo; Flora Maria Oliveira Reis e Eudix Tereza Carneiro da Silva receberam a mesma condenação, só que por 5 anos, período igual ao que a Fundação Alimentar foi proibida de contratar com o Poder Público.

Os apelantes recorreram ao TJMA, alegando cerceamento de defesa, falta de descrição adequada das condutas atribuídas a eles e, no mérito, sustentaram que a decisão foi totalmente equivocada e afastada das provas nos autos.

O desembargador Marcelino Everton (relator) disse que o despacho que determinou a expedição das cartas precatórias foi devidamente publicado, assim como descritas, adequadamente, as condutas imputadas a cada um dos apelantes, citando jurisprudências do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do TJMA.

No mérito, o magistrado entendeu que os elementos constantes dos autos demonstram a existência de atos de improbidade, com depoimentos de testemunhas e prova material (auto de apreensão).

O desembargador Paulo Velten e o desembargador eleito, juiz-substituto de 2º Grau, José Jorge Figueiredo dos Anjos, também votaram pelo desprovimento do recurso dos apelantes, de acordo com parecer do Ministério Público.

Márcio Lobão, vinhos e obras de arte

Lauro Jardim, O  Globo – Márcio Lobão, um dos alvos de hoje da Lava-Jato, apareceu pela primeira vez nos malfeitos ligados ao pai senador em junho de 2016, quando tornou-se pública a delação de Sérgio Machado.

Era Marcio quem recebia, em mãos, um mensalão de R$ 300 mil, conforme Machado.

Márcio Lobão é conhecido por ser amante de bons vinhos tintos franceses (dá preferência aos de Bordeaux). Participa de várias confrarias de amantes de boas safras. É dono de uma adega de qualidade.

Notabilizou-se também, desde que foi morar no Rio de Janeiro, há pouco mais de uma década, por colecionar obras de arte. Tem um excelente acervo. Parte deles adorna paredes até dos banheiros e lavabos do seu apartamento de frente para o mar do Leme.

O casamento do filho de Lobão com Marta Fadel, em 2001, parou o Rio de Janeiro.

A cerimônia ocorreu na Igreja da Candelária e a pajelança, no Forte Copacabana. Os 1,3 mil convidados esbaldaram-se com a Orquestra Sinfônica Brasileira e Jorge Ben Jor. Nas mesas, o clã Lobão ofereceu jantar com direito a caviar, champagne francês e vinhos que não falam português.

Há exatamente dez anos Márcio Lobão assumiu a presidência da BrasilCap, empesa do Banco do Brasil e do Icatu. Uma indicação, naturalmente, do seu pai senador.

FAMÍLIA LOBÃO NA MIRA DA PF

A participação da família do senador Edison Lobão na distribuição de propina da Usina de Belo Monte foi detalhada por Flávio Barra, executivo da Andrade Gutierrez que assinou acordo de delação premiada. Em depoimento em junho de 2016, Barra contou que a maior parte do dinheiro de propina destinada ao PMDB foi paga por meio de doações eleitorais. Segundo ele, Edison Lobão indicou o filho, Márcio Lobão, como o contato para receber dinheiro destinado ao partido.

Em outubro do ano passado, o GLOBO mostrou que o ex-ministro Antonio Palocci foi apontado por Otávio Azevedo, ex-presidente da holding Andrade Gutierrez, como o responsável pela negociação da propina nas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para o PT e também para o PMDB. Palocci, que não é alvo da ação de hoje, é suspeito de ter movimentado R$ 128 milhões em propinas da Odebrecht,

Em depoimento de delação premiada, Azevedo disse que Palocci pediu 1% do valor da obra a ser dividido entre os dois partidos e indicou que as quantias deveriam ser pagas a João Vaccari Neto, do PT, e Edison Lobão, do PMDB, então Ministro de Minas e Energia. O pedido teria sido feito durante um encontro num apartamento na Asa Norte de Brasília, a convite do ex-ministro, logo depois de a então ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, comunicar que a proposta técnica da empresa havia sido escolhida para tocar as obras da usina, e que a Andrade Gutierrez seria a líder do consórcio, com participação de 18%.

O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado disse em delação premiada que Márcio Lobão, filho de Lobão, recebia em nome do pai R$ 300 mil mensais em propinas, em dinheiro vivo. No total, entre remessas com as descritas acima e outras modalidades, Machado conta que direcionou R$ 20 milhões para Lobão.

Casamento de filho de Lobão teve caviar e champagne francês

Revista Veja – Márcio Lobão, o herdeiro de Edison Lobão que hoje tem a Polícia Federal em seu encalço,  há tempos não economiza para se divertir. Seu casamento com Marta Fadel, em 2001, parou o Rio de Janeiro.

A cerimônia ocorreu na Igreja da Candelária e a pajelança, no Forte Copacabana. Os 1,3 mil convidados esbaldaram-se com a Orquestra Sinfônica Brasileira e Jorge Ben Jor.

Nas mesas, o clã Lobão ofereceu jantar com direito a caviar, champagne francês e vinhos que não falam português.

Márcio Lobão é conhecido por ser amante de bons vinhos tintos franceses (dá preferência aos de Bordeaux). Participa de várias confrarias de amantes de boas safras. É dono de uma adega de qualidade.

Notabilizou-se também, desde que foi morar no Rio de Janeiro, há pouco mais de uma década, por colecionar obras de arte. Tem um excelente acervo. Parte deles adorna paredes até dos banheiros e lavabos do seu apartamento de frente para o mar do Leme.

FILHO DE LOBÃO ALVO DA PF

Agentes da Polícia Federal cumprem nesta quinta-feira (16) seis mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin nesta quinta-feira (16) no Rio de Janeiro, Belém e em Brasília.

Os alvos são o filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA) Márcio Lobão e o ex-senador Luiz Otávio Campos (PMDB-PA).

Edison Lobão foi eleito presidente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), uma das mais poderosas do Senado. É alvo de dois inquéritos vinculados à Lava Jato, tendo sido citado em algumas delações como um dos beneficiários do esquema de fraude na Petrobras articulado por um grupo do PMDB. Em outro, ele é investigado por desvios de dinheiro nas obras das usinas de Angra 3 e Belo Monte. Na época, ele ocupava o cargo de ministro de Minas e Energia, durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

Márcio Lobão foi citado na delação do empreiteiro Flávio Barra, ligado à Andrade Gutierrez. Ele declarou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que deixou R$ 600 mil em espécie na casa de Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia do governo Dilma. Segundo Barra, a propina seria relativa a obras da Usina de Belo Monte.

Barra declarou ainda que entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões em propina também foram repassados a Lobão pela Usina de Angra 3.

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