Com medo da prisão, Sarney implora por foro privilegiado

Blog JM Cunha Santos – O instituto do foro privilegiado vai desabar nesse país e não demora muito. Porque se trata de uma excrescência jurídica destinada unicamente a proteger a corrupção. E nesse aspecto chegamos ao limite de nossas forças. É um cancro generalizado, um câncer seminal provocando falência múltipla dos órgãos públicos e a desgraça do povo brasileiro.

É preciso dizer: todo corrupto quer ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal porque ali quase corrupto nenhum jamais é condenado e os poucos condenados quase sempre respondem em casa pelos crimes, ou seja, tiram férias, não muito longas, da corrupção.

O blog do jornalista John Cutrim publicou o pedido de Sarney para que as investigações decorrentes da delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, sejam julgadas pelo STF ou pela Justiça Federal, em Brasília. Sarney foi acusado por Machado de receber R$ 18,5 milhões em propina, dos quais R$ 16 milhões em dinheiro vivo e, por determinação do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, é investigado também por obstrução da Justiça. Sem mandato, não tem foro privilegiado e fica sob a jurisdição do juiz Sérgio Moro, o terror dos corruptos no Brasil. As investigações da Lava Jato atingem tantos figurões que o escritor Mário Vargas Llosa considera um milagre que Sérgio Moro ainda esteja vivo.

Sarney está vendo muitos colegas seus indo parar na prisão e isso o apavora. Além disso, os movimentos de defesa à margem da Justiça nunca dão certo: Romero Jucá teve que desistir de seu projeto de blindar os presidentes da Câmara e do Senado nesse processo; Lobão está em queda livre na CCJ depois das denúncias que o envolvem e a seu filho, Márcio Lobão; o destino do projeto de lei de abuso de autoridade, que pretende punir juízes que decidam contra a corrupção, é um cofo de caranguejos e mais nenhum outro lugar.

O mundo desaba em torno do ex-presidente e o único caminho que lhe resta é implorar a clemência de uma Justiça a cada dia mais implacável com a corrupção.

Lobão prevê pelo menos 7 horas para sabatina de Moraes

O Globo – O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Edison Lobão (PMDB-MA), disse ao GLOBO que vai presidir nesta terça-feira a sessão da sabatina de Alexandre de Moraes, indicado para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e prevê que ela será longa. Investigado na Lava-Jato, Lobão repetiu que foi eleito presidente da CCJ e que não há constrangimento.

A oposição, segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), quer que Lobão se considere impedido de comandar a sessão. Assim como Lobão, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), aposta numa sabatina demorada. Mas não tão longa como a do ministro Luiz Edson Fachin, que durou 12 horas.

Lobão lembrou que, contabilizando que cada senador terá direito a falar dez minutos, com resposta do sabatina, tréplica e réplica, serão 30 minutos para cada arguição. O senador prevê cerca de sete horas. A ideia é que no final da tarde a CCJ tenha acabado e que o nome de Moraes seja levado diretamente ao plenário do Senado.

— Não acredito que seja uma sabatina tão longa como as últimas, mas nem tão rápida assim. Se a sessão se prolongar, está dentro do regimento. Vou presidir a sessão. Não tenho nenhum nenhum impedimento para presidir. Fui eleito presidente da CCJ. Não há nenhum membro que tenha sido condenado — disse Lobão, lembrando que já foi inocentado em dois inquéritos, sendo alvo de mais dois na Lava-Jato.

Lobão disse que encaminhou ao senador Eduardo Braga (PMDB-AM), relator do caso Moraes na CCJ, o abaixo-assinado protocolado nesta segunda-feira por estudantes contra a sua ida de Moraes para o Supremo. Braga poderá questionar o indicado sobre a postura dos estudantes, se quiser.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), também previu uma sessão demorada, alegando que todos os senadores – aliados do governo ou oposição – irão querer falar. E Jucá reagiu à postura de Randolfe de não querer que Lobão presida a sessão.

— Se for assim (Lobão não poder presidir), então antes o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) não podia se manifestar ou votar porque era investigado e agora pode porque foi inocentado (O STF arquivou a denúncia)? E a senadora Gleisi, que é investigada, vai fazer pergunta? A previsão é que haja uma sabatina longa. Alguns setores tentarão politizar o debate, mas quem é indicado para ser ministro do STF debe estar preparado para isso — disse Jucá, outro investigado na Lava-Jato.

Projeto Travessia completa um ano e garante direitos e cidadania

Joaquim Haickel expõe motivos para apoiar Weverton

Sobre o post ‘A proeza de Weverton: reunir o apoio de dinistas e sarneisistas‘, Joaquim Haickel enviou uma carta elencando os motivos que o fizeram declarar apoio à pré-candidatura do deputado Weverton Rocha ao Senado. De forma muito elegante e respeitosa, Haickel coloca seu argumentos. Por isso, o publicaremos na íntegra, uma vez que esta espaço, democrático como sempre foi, preza sobretudo pela liberdade de expressão e o respeito ao contraditório.

COMENTÁRIO

O caro amigo John Cutrim sabe que eu o respeito e admiro, mas nem por isso me sinto obrigado a concordar consigo em tudo!

Não sei de onde o nobre jornalista tirou a equivocada ideia de que eu precise de carta branca de alguém para me posicionar politicamente.

Minhas posições sempre foram claras. Nunca deixei que alguém pudesse se enganar quanto ao que penso, pois digo abertamente minhas opiniões, que quase sempre desagradam algumas pessoas. O que é pior ultimamente caro amigo, é que meus posicionamentos políticos estão desagradando pessoas dos dois lados da política maranhense. Isso serve pelo menos como parâmetro, pois se desagrado a ambos os lados é porque eu estou certo! Os errados devem ser eles, cada um por seus próprios motivos.

Mesmo militando nas hostes Sarneyzistas, sempre deixei claro para todos, que a minha consciência só tem um dono: Eu! E é por isso que afirmei e reafirmo que, um dos meus dois votos para senador em 2018 será dado a Weverton Rocha.

Você não me perguntou, mas eu explico. Vejo no deputado líder da bancada nacional do PDT, o arrojo que faltou em alguns importantes parlamentares de nosso estado.

Weverton em muito pouco tempo ocupou um enorme espaço! Ele tem características gasosas na melhor concepção do termo. Ele sabe ocupar todo o espaço que conquista e ele ainda não conheceu retrocesso.

Ele tem partido e grupo, coisas indispensáveis na política. Ele sabe jogar o jogo da política, mesmo ainda sendo muito jovem para voos mais altos.

Não me ache arrogante ou prepotente. O amigo bem sabe que as características concernentes a esses adjetivos não cabem no que diz respeito a mim, mas vislumbro que em 2018 cada lado contendor da política maranhense elegerá um senador. Eu, no entanto, pretendo eleger dois. Um deles deverá ser Weverton Rocha. O outro ainda não sei. Nem mesmo os possíveis candidatos ainda o sabem! Pode ser Roseana, Edinho ou Zequinha, vai depender deles decidirem quem será verdadeiramente o candidato.

Voltando aos motivos que me levaram a escolher Weverton Rocha como meu candidato ao senado, enumero os seguintes: Ele demonstrou grande capacidade política e eleitoral desde que assumiu o mandato de deputado; Em 2016 foi o único político que jogou certo e posicionou suas peças nos pontos decisivos do tabuleiro desse intrincado jogo de xadrez; Ele é o único político que eu tenho notícia, não se curva aos devaneios do PC do B, se colocando sempre em posição de respeito, mas exigindo em contrapartida, a devida reciprocidade desse respeito; Ele me convidou para uma conversa e pediu que eu lhe dissesse o que eu achava do panorama político do estado, tanto o daquela ocasião, quanto as possibilidades de futuro; Ele atende ao telefone quando as pessoas lhe ligam, ou retorna as ligações quando não pode atender, coisa rara nos dias de hoje; Ele não nega seus pontos fracos e reconhecendo-os demonstra uma qualidade rara, presente nas pessoas que são suficientemente humildes e estão dispostas a aprender.

Bem amigo, declaro-me mais uma vez seu leitor, mas confesso que não é o fato de lê-lo que me fará concordar consigo em tudo, até porque vejo que o amigo comete o mesmo erro que cometem os jornalistas engajados partidariamente do lado oposto ao seu, estão comprometidos com uma tendência e em apoio a ela, perdem a capacidade do bom discernimento.

Grande abraço,
Joaquim Haickel.

Afinal, o que Andrea Murad sabe de Rogério Cafeteira?

A deputada Andrea Murad (PMDB), filha do ex-secretário Ricardo Murad (apontado pela Polícia Federal como “mentor da organização criminosa” acusada de desviar R$ 1,2 bilhão dos cofres da Saúde), mais uma vez tentou constranger o líder do governo, deputado Rogério Cafeteira (PSB).

Quando fazia um discurso na sessão desta segunda-feira (20), Andrea criticava uma licitação de medicamentos na secretaria de Saúde alegando existir superfaturamento nos preços. De imediato, Rogério interveio e tentou explicar o que ocorreu. Só que a filha de Ricardo, como se soubesse algo de Cafeteira, tentou intimidá-lo e não o deixou falar.

– Eu conheço V. Ex.ª. Quem conhece V. Ex.ª e bem, sou eu. Conheço! – afirmou Andrea, em tom de sarcástico.

Afinal, o que Andrea sabe de Rogério Cafeteira?

Tudo bem que Rogério foi por muitos anos do grupo Sarney e vivia constantemente na casa de Ricardo Murad, mas agora exerce muito bem a função de líder do governo Flávio Dino com equilíbrio e eficiência. Só que o deputado precisa, de uma vez por todas, acabar com as chantagens e intimidações de Andrea na tribuna no intuito de desmoralizá-lo.

A proeza de Weverton: reunir o apoio de dinistas e sarneisistas

Weverton Rocha é o único dos pré-candidatos ao senado capaz de uma proeza: reunir o apoio tanto de dinistas quanto de sarneisistas no seu palanque. E isso certamente lhe garantirá a vitória na eleição do próximo ano.

No último final de semana, Weverton Rocha esteve em Codó na luxuosa casa empresário Francisco Carlos de Oliveira, pai do prefeito da cidade, Francisco Nagib. Um dos homens mais ricos do Maranhão, Oliveira reuniu um banquete para declarar total apoio a Weverton. Lá estavam prefeitos e lideranças políticas do estado.

Para quem não sabe, o bem sucedido Francisco Oliveira, até outro dia, era o principal aliado da família Sarney em Codó. Em novembro de 2014, a então governadora Roseana Sarney esteve pessoalmente na inauguração da expansão da sua fábrica na cidade. A FC Oliveira é uma das maiores fábricas de sabões, detergentes, desinfetantes, sabonetes e embalagens descartáveis do Norte e Nordeste. (veja na imagem ao lado)

E Francisco Oliveira não foi o único sarneisista, neste final de semana, que declarou voto em Weverton Rocha. O ex-secretário do governo Roseana Sarney e membro fervoroso do clã Sarney, o escritor, cineasta e também empresário Joaquim Haickel ‏fez questão de anunciar que votará em Weverton Rocha em 2018. Se Haickel chegou a esse ponto de já fazer campanha publicamente pró-WR, é porque ele, assim como os demais membros do grupo Sarney, têm carta branca do clã para isso. O deputado Victor Mendes, filho do ex-prefeito de Pinheiro, Filuca Mendes (afilhado de Sarney) também fechou apoio a WR.

Além deles, outra dezena de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e deputados sarneisistas já aderiram à candidatura de Weverton Rocha. Ah, não poderíamos esquecer da família Bringel (também apoiadores de Weverton), onde a prefeita de Santa Inês, Vianey Bringel se referia a Flávio Dino e aos comunistas nas redes sociais nos mesmos termos do senador Roberto Rocha. Aliás, Weverton foi a ponte de adesão de um grande número de sarneisistas ao governo Flávio Dino.

E já que são duas vagas ao Senado, os sarneistas chegaram à conclusão e definiram: Weverton Rocha e mais um, que pode ser Roseana ou Sarney Filho. No campo do governador Flávio Dino, também não se discute, o deputado do PDT é unanimidade no tocante Senado. A outra opção ao senado entre os dinistas é o ex-governador José Reinaldo.

Em síntese, Weverton Rocha pode ter todos os defeitos na visão de seus adversários (os reais e imaginários), entretanto todos têm de reconhecer: o rapaz é habilidoso, um mestre na arte de fazer política. Deveriam pegar umas aulas. Podem anotar, uma vaga de senador já é sua.

Sarney pede ao STF para retirar investigações de Sérgio Moro

Poder 360 e blog John Cutrim- O ex-senador José Sarney (PMDB-AP) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que retire da jurisdição do juiz federal Sérgio Moro as investigações sobre ele decorrentes da delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. O pedido está na pauta desta 3ª feira (21.fev.2017) da 2ª turma do STF.

O peemedebista quer que as investigações relativas à delação de Sérgio Machado sejam conduzidas pelo STF ou então pela Justiça Federal em Brasília, ao invés de Sérgio Moro.

O nome de José Sarney é citado 49 vezes na delação de Sérgio Machado. O delator diz ter direcionado R$ 18,5 milhões ao peemedebista nos anos em que chefiou a Transpetro (2003-2014).

Segundo Machado, parte dos pagamentos a Sarney (R$ 2,25 milhões) foram feitos por meio de doações oficiais das empreiteiras Camargo Correa e Queiroz Galvão. O restante foi pago “mediante entregas de dinheiro em espécie”.

Além de possivelmente Sarney ter seu nome citado nas delações da Odebrecht que listam pagamento de propina, o ministro Edson Fachin, novo relator da Operação Lava Jato no STF, determinou abertura de inquérito para investigá-lo. Ao pedir autorização do STF para a instauração de inquérito destinado a apurar o crime de embaraço à Operação Lava Jato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot se refere ao grupo formado por Sarney como ‘quadrilha’ e ‘organização criminosa’. Em delação premiada o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado revelou que Sarney recebeu propina de contratos da Transpetro durante nove anos, no valor total de R$ 18,5 milhões.

Leia aqui a íntegra da delação de Sérgio Machado (parte 1 e parte 2)

Uma das menções a José Sarney na delação de Sérgio Machado

A pauta da 2ª turma do STF também inclui uma petição do filho de Sérgio Machado, Daniel Firmeza. Os casos são relatados pelo ministro Edson Fachin, que assumiu a relatoria da Lava Jato após a morte de Teori Zavascki.

Senadores articulam para Lobão não presidir sabatina de Moraes

Senadores da base do governo e também da oposição articulam para que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Edison Lobão (PMDB-MA), não presida a sessão desta terça-feira, 21, dedicada à sabatina de Alexandre de Moraes para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é evitar críticas ao processo, já que Lobão é investigado na Lava Jato.

“O senador Lobão poderia fazer um grande serviço ao Brasil e se julgar suspeito para conduzir essa sabatina. Como o relator revisor da Lava Jato terá sua sabatina conduzida por um investigado?”, indagou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Nos bastidores, corre a mesma preocupação entre os senadores da base do governo. O temor é de que a sabatina perca credibilidade ao ser conduzida por Lobão.

Não seria a primeira vez que o peemedebista seria poupado de presidir uma sessão polêmica. Na semana anterior, quando a base do governo operou para antecipar a sabatina de Moraes, a sessão da CCJ foi conduzida pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que tem bom trânsito com a oposição. Na ocasião, inclusive, Anastasia decidiu contra a antecipação da sabatina.

O assunto ainda será levado à cúpula do PMDB e ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Caso os senadores decidam por evitar Lobão na sabatina, a decisão não deve ser alardeada. O presidente da comissão deverá apenas faltar à sessão, assim como ocorreu na semana anterior.

Autofagia no PMDB: bancada quer demissão de filho de Lobão

Alvo da Polícia Federal, Márcio Lobão pediu afastamento do comando da BrasilCap, mas para parlamentares não é o suficiente

Nas hostes do PMDB, Lobão defende o filho, mas Planalto não quer desagradar ao restante.

Que credibilidade passa ao mercado uma empresa, estatal ou privada, cujo presidente foi alvo da Polícia Federal com busca e apreensão de documentos na própria sede?

Essa é a pergunta lançada por deputados do PMDB ao presidente Michel Temer. Eles cobram a demissão de Márcio Lobão, presidente da BrasilCap, do Banco do Brasil. Fonte: Último Segundo

Paz Positiva, por Célio Pezza

De acordo com o Institute for Economics & Peace (IEP), conceituado órgão de pesquisas com sedes na Austrália, Estados Unidos e México, que quantifica a paz e seus benefícios pelo mundo, uma definição de paz é a situação existente pela ausência da violência ou do medo da violência. O medo da violência é chamado de Paz Negativa, ao passo que a Paz Positiva é baseada em oito pilares, que criam o ambiente favorável para o florescimento da paz sem medo da violência em um país:

– Ambiente empresarial sólido

– Alto nível do capital humano (educação, competência, etc.)

– Baixos níveis de corrupção

– Livre acesso à informação verdadeira

– Bom relacionamento com os vizinhos

– Aceitação dos direitos dos outros

– Bom funcionamento dos órgãos governamentais

– Melhor distribuição de recursos

O IEP mede a paz no mundo há dez anos e divulgou em 2016 o seu décimo relatório chamado Global Peace Index (Índice Global da Paz), onde infelizmente conclui que o mundo piorou nos últimos dez anos. O impacto econômico da violência mundial em 2015 foi de US$ 13,6 trilhões ou seja 13,3 % do PIB. Isso equivale a US$ 5 por dia de cada habitante do mundo. É um gasto absurdo, que se tivesse outra orientação, poderia trazer a paz ao mundo nas próximas gerações. Só para termos uma ideia, uma redução de 10% no impacto econômico da violência anual, produz o equivalente a toda exportação de comida do mundo, neste mesmo período. É preciso reverter esse processo nos países que só aumentam a violência no mundo e fatalmente vão causar a nossa destruição ou a do planeta. Isso não é impossível, pois existem países que já estão com um alto índice de Paz Positiva, ao passo que outros pioram a cada ano. É só seguir o exemplo daqueles que deram certo, semear agora e colher no futuro. Esse relatório analisou 163 países e concluiu que os melhores em termos de Paz Positiva são a Islândia, a Dinamarca, Áustria e Nova Zelândia. Já os piores são Síria, Sudão, Iraque e Afeganistão. O Brasil está em 105º. lugar, perto dos Estados Unidos, que aparece em 103º. O Japão aparece em 9º. lugar. Esse Índice Global da Paz é um estudo bem amplo, com reconhecimento mundial, que mostra claramente a estupidez do ser humano em viver na violência.

*Célio Pezza é colunista, escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, A Palavra Perdida e o seu mais recente A Tumba do Apóstolo. Saiba mais em www.facebook.com/celio.pezza

SINDUEMA altera o Estatuto

Na última sexta, 17, os professores da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL) em Assembleia Geral realizada no Cento de Educação, Ciências Exatas e Naturais (CECEN) aberta a todos os professores das universidades estaduais públicas, decidiram pela alteração do estatuto do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Maranhão (SINDUEMA). Na alteração, o Sindicato dos Docentes das Universidades Públicas Estaduais do Maranhão, mantém a sigla. A nova denominação do SINDUEMA é uma ampliação da base sindical.

De acordo com o presidente do SINDUEMA, Prof. Dr. João Coelho, a nova denominação é uma demanda necessária em razão da criação da UEMASUL pelo governo Flávio Dino. O sindicato amplia a perspectiva de defesa da categoria dos professores do ensino superior público do Estado, ampliando a base sindical e mantendo o objetivo da sua fundação, de um instrumento organizador de lutas e debates amplos e plurais, visando melhorar a situação dos professores efetivos, aposentados e substitutos, servidores e estudantes das Universidades Estaduais Públicas do Maranhão, no sentido de fortalecer e projetar as universidades para o desenvolvimento do Estado.

O SINDUEMA foi criado ocupando um espaço político inexistente na UEMA, que foi um sindicato para representar os docentes, firmando compromisso com os professores, técnicos administrativos e estudantes, que são os princípios de existência das Universidades Maranhenses, e com a sociedade. Colaborando na estruturação das Universidades e seus perfis de inclusão social, destacando estas como matriz de desenvolvimento e criadoras de inovação. Um sindicato democrático, amplo de ideias, debates e discussão.

O SINDUEMA tem o desafio de fortalecer a entidade e propor mudanças efetivas para as universidades existentes, discutir se existe ou não a necessidade de novas Universidades, além de inserir a categoria no debate de construção do ensino superior público e na formação de tecnologia para o Estado, assim fortalecendo o papel da categoria docente no desenvolvimento da sociedade Maranhense.

Entre as demandas imediatas do SINDUEMA está o prosseguimento do debate iniciado com o Ex-Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Deputado Estadual Bira do Pindaré, sobre a criação da categoria de associado na carreira do Magistério Superior das Universidades Estaduais do Maranhão. Este pleito não tem objeção do Governo, restando somente a discussão interna com a categoria dos docentes e com a Reitoria, buscando a elaboração de uma minuta para o projeto de lei.

Os problemas de Roseana com a justiça e o povo

Apesar das viúvas do sarneisismo fazerem de tudo para convencê-la a disputar novamente um mandato, Roseana Sarney pode nem ser candidata em 2018. Acusada pelo Ministério Público de improbidade por um suposto rombo de R$ 1 bilhão nos cofres estaduais no esquema de fraudes em isenções fiscais quando governadora, Roseana pode ter em breve o mesmo destino de Sérgio Cabral e Eike Batista.

Roseana aparece também nas planilhas da Odebrecht que listam pagamento de propina, segundo publicação do site Congresso em Foco. A empresa é acusada de pagar propina para políticos e funcionários da Petrobras.

Fora as acusações de corrupção, a filha de José Sarney enfrenta outro problema: o desgaste provocado pela malfada gestão à frente do governo do Maranhão. A insegurança e os indicadores sociais de miséria e atraso marcaram negativamente a imagem de Roseana. E isto não sairá tão fácil da cabeça da população nem mesmo com milhões em marketing. A estratégia de “A guerreira está voltando” não convence mais nem um menino de sete anos.

A equação é simples. Numa comparação entre o presente e o passado, dificilmente o eleitor optará por voltar ao retrocesso do caos, da estagnação e do subdesenvolvimento dos governos dos Sarneys.

A contribuição de dona Beta

Site Elias Lacerda – Acometida por uma Esclerose Lateral Amiotrófica, doença que degenerativa do sistema nervoso, que acarreta paralisia motora progressiva, a ex-primeira dama de Timon, dona Maria Bernadete de Sousa, a dona Beta, deve sofrer muito por não poder está colaborando com a administração do filho, o prefeito Luciano Leitoa. Sempre com forte influência na construção do grupo político dos Leitoas ajudando o marido Chico Leitoa enquanto estava podendo, dona Beta foi braço forte na fundação do grupo de mulheres do PDT e até mesmo chegou a ser Secretária Municipal de Assistência Social.

Mulher de bom trato e observadora atenta das questões políticas, ela fez algumas descobertas de valor para o grupo. Foi assim com o professor e agora advogado Luis José, militante histórico do PDT. Nos idos anos de 1984, quando o militante ainda era dirigente do sindicato dos comerciários em Teresina, dona Beta foi quem o descobriu para posterior ingresso no PDT.

Ao assistir o dirigente sindical numa entrevista na TV Clube, dona Beta provocou o marido Chico Leitoa que estava ao seu lado: “Este rapaz não é o nosso vizinho que mora aqui do lado?”, indagou ela.

-“É sim”, respondeu Chico Leitoa. “Porque você não o convida para se filiar no PDT?”, emendou dona Beta despertando o marido para a incorporação de Luis José no PDT, partido que ele permanece até hoje como filiado.

Esta foi apenas uma das várias histórias de colaboração da ex-primeira dama…

Maranhão é citado como bom exemplo em artigo Folha de SP

O Maranhão foi destaque em artigo publicado pelo jornal Folha de São Paulo. O estado, governado por Flávio Dino, é exemplo de boa gestão financeira diante da crise que assola o país. Confira a íntegra do artigo escrito por Marcos Lisboa.

Os dois Brasis

Nem tudo vai mal. Alguns Estados têm controlado o crescimento do gasto ao mesmo tempo em que aperfeiçoam as políticas públicas. Os bons exemplos surpreendem.

Os Estados sofrem com o crescimento da folha de pagamentos, de ativos, aposentados e pensionistas, e o custo dos incentivos fiscais.

Alagoas e Maranhão historicamente apresentam preocupantes indicadores econômicos e sociais. Em meio à crise que afeta o país, no entanto, esses Estados têm implantado reformas e controle dos gastos enquanto aperfeiçoam a política pública, como na segurança, em Alagoas, e no controle de desvios tributários, no Maranhão.

O mesmo ocorre no Ceará, Espírito Santo, Goiás e Paraná. Todos esses Estados pagam a folha de pagamentos em dia.

A crise do Rio Grande do Sul é das mais graves entre os Estados. Recentemente, porém, o governo adotou medidas de ajuste, em contraste com outros em situação semelhante.

Os bons exemplos vão além do ajuste. A política pública não deve ser avaliada pelo montante de recursos, mas sim pela qualidade dos serviços, como educação e saúde, e há casos de avanços relevantes nesses Estados.

Os resultados no ensino fundamental em Sobral, no Ceará, constrangem as cidades mais ricas, e o governo dissemina seu exemplo no Estado. O Espírito Santo apresentou notável melhora no Pisa, que mede a qualidade de educação. Goiás inova na saúde e o Paraná, no ambiente de negócios.

As corporações reagem ao ajuste, como ocorreu no Paraná, que começou essa agenda no fim de 2014. A crise da segurança no Espírito Santo mostra até onde podem ir alguns grupos para obter aumentos salariais.

Há um Brasil velho que acredita que pode transferir a conta para Brasília, como na criatividade esperta dos juros simples para recalcular as dívidas do Estados.

Alguns defendem, inclusive, ceder às corporações esquecendo que o resultado pode ser uma crise social ainda maior, como nos Estados que não conseguem sequer pagar a folha de pagamentos.

Esse filme não é novo. O nacional desenvolvimentismo do General Geisel, o descontrole das contas públicas e os atalhos tentados pelos governos seguintes resultaram em uma década perdida, elevada inflação e aumento da desigualdade de renda.

Há, também, um Brasil novo que propõe enfrentar os problemas com responsabilidade fiscal e melhor gestão pública, medida pela qualidade dos serviços, além de aperfeiçoar as regras contábeis para garantir maior transparência das contas públicas, o que colabora com o debate democrático.

A depender da travessia em 2017, talvez o debate em 2018 seja entre o Brasil velho e o Brasil novo, que surge onde menos se espera.

A jararaca vive. Mas algo pende sobre sua cabeça

Lula 2018? A pesquisa é boa para ele. Mas algo pende sobre a sua cabeça

No mesmo dia em que foi conduzido a depor na Operação Lava Jato, em março de 2016, o ex-presidente Lula lançou mão de um daqueles arroubos retóricos que só ele é capaz de produzir: “Se quiseram matar a jararaca, não fizeram direito, pois não bateram na cabeça, bateram no rabo. Porque a jararaca está viva”. Quase um ano depois, Lula figura como réu em três processos da Lava-Jato, além de aparecer com destaque nas delações da Odebrecht. Mesmo assim, a jararaca continua como há quase um ano atrás: vivíssima, como mostra uma pesquisa da CNT/MDA divulgada na semana passada. O líder petista, que já estava na frente nos cenários no primeiro turno, mas perdia no segundo, agora vence também na rodada decisiva. O principal desafio de Lula, no entanto, é conseguir chegar a 2018 em condições legais de ser candidato. Ele pode ser condenado em primeira instância ainda neste ano, mas só a confirmação da sentença por um órgão colegiado impediria a sua candidatura nos termos da Lei da Ficha Limpa.

Flávio Dino inaugura IEMA e entrega reforma de escolas

O governador Flávio Dino cumpre agenda no interior do Estado entregando obras de construção e reforma de escolas nas cidades de Axixá e Icatu, nesta segunda-feira (20). As solenidades contam, ainda, com a presença de secretários de Estado e autoridades locais.

Em Axixá, a partir das 8h30, o governador entrega o prédio do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema). O prédio do Iema conta com laboratórios, salas de aula, auditório, refeitório, vestiários, quadra poliesportiva e banheiros, que atenderão aos alunos do ensino em tempo integral. Serão oferecidos cursos técnicos em Informática, Cooperativismo, Agricultura Orgânica e Eletrotécnica.

A obra recebeu investimento de R$ 2,5 milhões. A implantação da unidade integra o plano de expansão da rede e tem como objetivo melhorar a qualidade do ensino, além de oportunizar a formação técnico-profissionalizante aos estudantes maranhenses.

Em Icatu, a comunidade acadêmica recebe totalmente reformada e equipada a nova unidade do Centro Educacional Matias Costa. A escola estava desativada há nove anos e com a medida do Governo do Estado teve toda a estrutura recuperada e ampliada. A unidade ganhou, entre outras melhorias, mais duas salas de aula, salas de secretaria, de informática e banheiros.

A reforma do CE Matias Costa integra o programa de recuperação das escolas estaduais que vai beneficiar outros 59 prédios em mais 35 municípios. A cerimônia de entrega do prédio à população é a partir das 10 horas, no Povoado Itapera.

Mais uma da série ‘devaneios de Adriano Sarney’

Cria do grupo oligárquico que durante décadas foi responsável pelo atraso do Maranhão, o deputado estadual Adriano Sarney (PMDB) afirmou em sessão da Assembleia Legislativa que o grupo Sarney vai reassumir o governo do Estado em 2018. O devaneio de Adriano só perdeu para o delírio ensandecido do pai, o ministro Sarney Filho que chegou a declarar esta semana que o povo maranhense sente saudades da ex-governadora Roseana.

Em seu discurso o deputado deu a entender que a sua tia, a ex-governadora Roseana Sarney (pode ser presa por conta do desvio de R$ 1 bilhão durante seu governo) pode concorrer nas próximas eleições para governador do Estado, o que pode indicar um embate direto com o atual governador Flávio Dino, que tem como quase certa a sua candidatura para 2018.

Sem citar nomes, o parlamentar falou ainda que “pesquisas apontam que o desejo da maioria da população é o retorno do verdadeiro progresso ao Maranhão”, e que a oposição estará fortalecida no próximo pleito. Pesquisas apócrifas, por sinal, que ninguém viu os números e nem o instituto que realizou.

A fala do deputado vem no momento de maior encolhimento do grupo, que além de perder o governo do Estado nas eleições de 2014, em um resultado histórico, viu o número de prefeitos eleitos ligados à oligarquia cair diante da ascensão do PCdoB, partido que mais elegeu gestores municipais ano passado.

Outro fator que torna pouco provável a volta da ex-governadora é o fato de que Roseana, ao deixar o governo após uma crise sem precedentes na área de segurança pública, dispunha de apenas pouco mais de 30% de aprovação, decorrente do caos da sua gestão marcada por pobreza, atraso e miséria. Cenário bem diferente do encarado pelo governador Flávio Dino que, entrando em seu terceiro ano de governo, tem a sua gestão aprovada por mais de 60% dos maranhenses. (Com informações do blog do Jeisael Marx)

Márcio Lobão escondeu obras de arte da sua coleção

A PF listou 1.200 obras de arte no apartamento de Márcio Lobão, quando fez a busca e apreensão de documentos na quarta-feira passada como parte da Lava-Jato.

É muito, certo? Mas havia mais: em junho, quando o seu nome apareceu nas delações, o filho de Edson Lobão tirou de casa algumas obras valiosas. (O Globo)

Edivaldo continua investimento em drenagem para enfrentar período chuvoso em São Luís

Na primeira gestão do prefeito Edivaldo, o investimento na expansão da rede de drenagem da capital foi fundamental para que o período chuvoso não implicasse em transtornos ainda maiores para a população de São Luís. Segundo informado pela Prefeitura, foram implantados 22km de rede de canais e galerias entre os anos de 2013 e 2016.

A atividade preventiva prossegue na atual administração. A Prefeitura de São Luís está realizando a limpeza de galerias e aperfeiçoando o trabalho de drenagem superficial na Avenida Jerônimo de Albuquerque, na altura da Curva do 90. A medida preventiva da administração Edivaldo Holanda Júnior é para evitar o alagamento da via, garantindo o escoamento adequado das águas pluviais e a continuidade do fluxo normal de veículos na via mesmo durante as chuvas.

A via é uma das mais importantes e de maior tráfego da capital maranhense. Neste sábado (18) máquinas e operários trabalham na desobstrução de bueiros às margens da via, removendo resíduos fruto do descarte irregular e até mesmo materiais volumosos, como troncos de árvores.  O trabalho, coordenado pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) também consistiu na reconstrução da parede de contenção do aterro da pista, avariada com as chuvas dos últimos dias. Sacos de concreto também estão  sendo colocados para fazer a contenção e evitar o transbordamento do córrego existente no local.

Dilma: ‘Não descarto candidatura como senadora ou deputada’

Dilma Rousseff em entrevista à agência AFP

Em Brasília para um evento da ala feminina do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff comentou as circunstâncias do seu afastamento da presidência do País. “Não serei candidata a presidente da República, se essa é a pergunta. Agora, atividades políticas não vou deixar de fazer. Não descarto a possibilidade de uma candidatura para cargos como senadora ou deputada”, disse na tarde deste sábado, 18, em entrevista à agência AFP.

Dilma disse não guardar rancores das pessoas que articularam sua destituição, nem mesmo do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. “Não tenho nada contra Eduardo Cunha, nenhum sentimento de vingança ou coisa parecida. Não tive nem com os meus torturadores”, disse, em referência ao período em que esteve presa durante a Ditadura Militar.

Na entrevista, a ex-presidente também comentou os esquemas de propina envolvendo a Petrobrás. “Esses processos são extremamente complicados. Ninguém no Brasil conhece todos os casos de corrupção que ocorre hoje”, disse ela, que ainda mantém no Twitter a frase “presidenta eleita do Brasil”.

Dilma citou ainda uma possível candidatura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ao Planalto em 2018, que está bem cotado nas pesquisas eleitorais. “Apesar de todos as tentativas de destruir sua pessoa, sua história, Lula segue em primeiro lugar, segue sendo espontaneamente o mais votado”, que afirmou existir um “segundo golpe” em andamento para criminalizá-lo.

“As pedras de Brasília e as Emas do Alvorada sabiam que estavam inventando um motivo para me tirar do poder. Foi a chamada justiça do inimigo: não se gosta, se destrói”, disse.

Rotina. Atualmente, a ex-presidente reside em um apartamento de 130 m² no bairro Tristeza, zona sul de Porto Alegre. Sua renda provém de um salário recebido como funcionária afastada do Estado do Rio Grande do Sul (R$ 5.300) e do aluguel de quatro imóveis. À agência, afirmou não ter nenhuma nostalgia da vida que tinha no Palácio da Alvorada.

“São muitos metros. Um palácio não é um lugar adequado para viver. É impossível viver em um palácio a menos que você tenho patins. Ou um skate, como tenho um neto”, brincou, em referência aos 7.300 m² do espaço. Sobre a piscina do local, diz ter entrado apenas duas vezes. “Só fico com pena porque o meu neto gostava dela.”

De acordo com a agência, a ex-presidente parece estar mais relaxada do que no período em que ocupava o cargo executivo. Hoje, ela mantém uma agenda de conferências na Europa e nos Estados Unidos, além de viagens ao Rio de Janeiro para visitar a mãe. Sobre a crescente onda de antipetismo no País, diz temer alguma violência na rua. “Nada impede que alguém me agrida”. (Estadão)

“Levei mala de dinheiro para Lula”

“Levei mala de dinheiro para Lula”

A TESTEMUNHA-BOMBA Davincci Lourenço de Almeida diz que ordem partiu de Fernando Botelho, da Camargo Corrêa

Isto É – O personagem que estampa a capa desta edição de ISTOÉ chama-se Davincci Lourenço de Almeida. Entre 2011 e 2012, ele privou da intimidade da cúpula de uma das maiores empreiteiras do País, a Camargo Corrêa. Participou de reuniões com a presença do então presidente da construtora, Dalton Avancini, acompanhou de perto o cotidiano da família no resort da empresa em Itirapina (SP) e chegou até fixar residência na fazenda da empreiteira situada no interior paulista. A estreitíssima relação fez com que Davincci, um químico sem formação superior, fosse destacado por diretores da Camargo para missões especiais. Em entrevista à ISTOÉ, concedida na última semana, Davincci Lourenço de Almeida narrou a mais delicada das tarefas as quais ficou encarregado de assumir em nome de acionistas da Camargo Corrêa: o transporte de uma mala de dinheiro destinada ao ex-presidente Lula. “Levei uma mala de dólares para Lula”, afirmou à ISTOÉ. É a primeira vez que uma testemunha ligada à empreiteira reconhece ter servido de ponte para pagamento de propina ao ex-presidente.

Ele não soube precisar valores, mas contou que o dinheiro foi conduzido por ele no início de fevereiro de 2012 do hangar da Camargo Corrêa em São Carlos (SP) até a sede da Morro Vermelho Táxi Aéreo em Congonhas, também de propriedade da empreiteira. Segundo o relato, a mala foi entregue por Davincci nas mãos de um funcionário da Morro Vermelho, William Steinmeyer, o “Wilinha”, a quem coube efetuar o repasse ao petista. “O dinheiro estava dentro de um saco, na mala. Deixei o saco com o dinheiro, mas a mala está comigo até hoje”, disse. Dias depois, acrescentou ele à ISTOÉ, Lula foi ao local buscar a encomenda, acompanhado por um segurança. “Lula ficou de ajudar fechar um contrato com a Petrobras. Um negócio de R$ 100 milhões”, disse Davincci de Almeida. A atmosfera lúdica do desembarque de Lula na Morro Vermelho encorajou funcionários e até diretores da empresa a posarem para selfies com o ex-presidente. De acordo com Davincci, depois que o petista saiu com o pacote de dinheiro, os retratos foram pendurados nas paredes do hangar. As imagens, porém, foram retiradas do local preventivamente em setembro de 2015, quando a Operação Lava Jato já fechava o cerco sobre a empreiteira. Na entrevista à ISTOÉ, Davincci diz que o transporte dos dólares ao ex-presidente não foi filho único. Ele também foi escalado para entregar malas forradas de dinheiro a funcionários da Petrobras. Os pagamentos, segundo ele, tiveram a chancela de Rosana Camargo de Arruda Botelho, herdeira do grupo Camargo Corrêa. “O Fernando me dizia que a “baixinha”, como ele chamava Rosana Camargo, sabia de tudo”, disse Davincci.

A imersão de Davincci no submundo dos negócios, não raro, nada republicanos tocados pela Camargo Corrêa foi obra de Fernando de Arruda Botelho, acionista da empreiteira morto há cinco anos num desastre aéreo. Em 2011, Davincci havia virado sócio e uma espécie de faz-tudo de Botelho. A sintonia era tamanha que os dois tocavam de ouvido. Foi Botelho quem lhe disse que a mala que carregava teria como destino final o ex-presidente Lula: “A ordem do Fernando Botelho era entregar para o presidente. Ele chamava de presidente, embora fosse ex”. Numa espécie de empatia à primeira vista, os dois se aproximaram quando Arruda Botelho se encantou com uma invenção de Davincci Lourenço de Almeida: um produto revolucionário para limpeza de aviões, o UV30. O componente proporciona economias fantásticas para o setor aéreo. “Com apenas cinco litros é possível limpar tão bem um Boeing a ponto de a aeronave parecer nova em folha. Convencionalmente, para fazer o mesmo serviço, é necessário mais de 30 mil litros de água”, afirmou Davincci.

PARCERIA Botelho (esq) e Davincci (dir) eram sócios na fabricação de produtos para limpeza de aviões

Interessado no produto químico inventado por Davincci, o UV30, Botelho abriu com ele uma empresa de capital aberto, a Demoiselle Indústria e Comércio de Produtos Sustentáveis Ltda. Na sociedade, as cotas ficaram distribuídas da seguinte forma: 25% para Fernando de Arruda Botelho, 25% para Rosana Camargo de Arruda Botelho, herdeira do grupo Camargo Corrêa, 25% para Davincci de Almeida e 25% para Alberto Brunetti, parceiro do químico desde os primórdios do UV30. Pelo combinado no fio do bigode, o casal Fernando e Rosana entraria com o dinheiro. Davincci e Alberto, com o produto. Em janeiro de 2012, a Camargo Corrêa lhe propôs o encerramento da empresa. Simultaneamente, a construtora, segundo a testemunha, fez um depósito de US$ 200 milhões nos Estados Unidos, no Bank of América, em nome da Demoiselle. O dinheiro tinha por objetivo promover o produto no exterior e fechar parcerias com a Vale Fertilizantes, Alcoa, CCR, e outras empresas interessadas na expansão do negócio. A operação intrigou Davincci. Mas o pior ainda estaria por vir.

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Acidente ou assassinato?

As negociatas também foram reveladas em depoimento ao promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, que ouviu Davincci em quatro oportunidades. Blat encaminhou os depoimentos à força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba. À ISTOÉ, o promotor disse acreditar que a Camargo Corrêa possa ter usado Davincci como “laranja”. Outro trecho bombástico da denúncia de Davincci à ISTOÉ, reiterado ao Ministério Público, remonta ao acidente fatal sofrido pelo empresário Fernando Botelho no dia 13 de abril de 2012, durante um voo de demonstração, a bordo de um T-28 da Segunda Guerra Mundial, a empresários africanos, com os quais o acionista da Camargo havia negociado o UV30 em viagem à África dias antes. Segundo Davincci, Botelho foi assassinado. O avião, de acordo com ele, foi sabotado numa trama arquitetada pelo brigadeiro Edgar de Oliveira Júnior, assessor da Camargo e um dos gestores das propriedades da empreiteira. Conforme o depoimento, convencido de que o brigadeiro havia lhe dado um aplique, depois de promover uma auditoria interna, Botelho o demitiu na manhã do acidente durante uma tensa reunião, regada a gritos, socos na mesa e bate-bocas ferozes, testemunhada por diretores da Camargo. “O Fernando foi assassinado e o crime tramado pelo brigadeiro Edgar. O avião foi sabotado”, assegura o químico.

Uma sucessão de estranhos acontecimentos que cercaram a tragédia chamou a atenção do Ministério Público. Por exemplo: o caminhão de bombeiros comprado por Botelho exatamente para atender a eventuais emergências no aeródromo de sua propriedade estava trancado no hangar. “Tive que jogar meu carro contra a porta para estourar os cadeados. Peguei o caminhão e fui para o local. Ao chegar lá, as chamas estavam tão altas que não pude chegar muito perto”, afirmou Davincci. Mas o então sócio de Arruda Botelho se aproximou o suficiente para conseguir resgatar o GPS, que havia se descolado da parte externa da aeronave. Porém, o aparelho, essencial para municiar as investigações com informações sobre o voo, não pôde ser conhecido pelas autoridades, segundo Davincci, a pedido do brigadeiro Edgar. “Ele tomou o aparelho das minhas mãos, dizendo que poderia ficar ruim para a família se entregássemos à investigação, e ainda me obrigou a mentir num primeiro depoimento à delegacia”. Com a morte de Fernando de Arruda Botelho, o brigadeiro acabou não tendo seu desligamento da empreiteira oficializado. Já o ex-sócio, desde então, enfrenta um calvário. “Sofri 11 ameaças de morte”, contou.

Motivado pelos depoimentos de Davincci, o caso que havia sido arquivado pela promotora Fernanda Amada Segato em março de 2013 foi reaberto em setembro do ano passado por ordem da promotora Fábia Caroline do Nascimento. As novas investigações estão a cargo do delegado José Francisco Minelli. “Estou na fase da oitiva das testemunhas”, disse à ISTOÉ o delegado. Dois dos quatro irmãos de Fernando de Arruda Botelho, Eduardo e José Augusto, suspeitam de que pode ter havido mais do que um acidente. “Vou ajudar a descobrir a verdade sobre o que aconteceu. Mas um conhecido ligado ao Exército procurou meu irmão (José Augusto) para dizer que estavam convencidos que não foi acidente”, disse Eduardo Botelho em mensagem, ao qual ISTOÉ teve acesso, enviada em janeiro para Davincci.78

Irmão de Botelho atesta relato

Por telefone, de sua fazenda em Itirapina, Eduardo Botelho revelou à reportagem de ISTOÉ comungar dos indícios apontados pelo ex-sócio do irmão morto em 2012. “O nível de nojeira da equipe que comandava os negócios do meu irmão era muito grande. Tudo o que aconteceu naquele dia do acidente aéreo foi estranhíssimo. Meu irmão estava sendo roubado. Como ele não tinha controle do que acontecia com o avião, ele pode ter sido sabotado sim. Era fácil sabotar o avião. Ele era da Segunda Guerra. Podem ter mexido no avião no dia da queda”, disse Eduardo Botelho. “Se ele não tivesse morrido naquele dia, iria fazer uma limpeza gigantesca nas fazendas da Camargo”, asseverou o irmão, que rompeu relações com Rosana Camargo, a viúva, há algum tempo. “Uma máfia cercava meu irmão. Como pode um gerente de fazenda que ganha R$ 4 mil comprar quatro casas num condomínio fechado em São Carlos?”, perguntou Eduardo. Sobre Davincci, confirmou que ele e seu irmão eram realmente muito próximos e que, desde a morte de Fernando de Arruda Botelho, os antigos sócios dedicam-se a tentar tomar a empresa dele. “Ele (Davinci) morou na minha casa aqui na fazenda. Meu irmão dizia que eles iriam fazer chover dinheiro com o produto. Depois que meu irmão morreu, tentaram quebrar a patente, criaram outras empresas similares à Demoiselle. Tudo para tirá-lo da jogada”, confirmou.73

Uma das empresas às quais o irmão do ex-acionista da Camargo se refere está sediada em São Paulo. No endereço mora Rosana, a bilionária herdeira da segunda maior construtora do País, que, por meio de seus advogados, se disse alvo de “crimes de calúnia, difamação e injúria por parte de Davincci”. “Ele responde a diversas ações judiciais, já tendo sido obrigado pela Justiça a cessar a divulgação de ameaças”, afirmou o advogado Celso Vilardi. A Muniz e Advogados Associados, que também representa a Camargo Corrêa, diz que Edgard de Oliveira Júnior, em razão dos desentendimentos entre os sócios, deixou espontaneamente a sociedade que mantinha com Davincci. “A empresa foi dissolvida, liquidada e a patente colocada à disposição”, afirma. Procurada para confirmar a negociação intermediada por Lula, conforme depoimento de Davincci, no valor de R$ 100 milhões, a Petrobras não respondeu até o fechamento desta edição. William Steinmeyer, da Morro Vermelho, confirma que conhece Davincci (“um cara excêntrico”), mas jura que não recebeu qualquer encomenda dele.

acrobacias interrompidas Fernando Botelho pilotava seu aviâo da Segunda Guerra quando bateu num barranco e explodiu

Desde o último mês, a empreiteira se prepara para incrementar sua delação premiada ao Ministério Público Federal. As novas – e graves – revelações, trazidas à baila por ISTOÉ, deverão integrar o glossário de questionamentos aos executivos da empreiteira pelos procuradores da Lava Jato.

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Humberto Costa: é hora de assumir a corrupção do PT

Humberto Costa

O senador Humberto Costa (PT-­PE) foi ministro da Saúde do governo Lula, esteve no olho do furacão durante a prisão de Delcídio do Amaral, o ex-petista preso tentando obstruir a Lava-Jato, e durante o traumático processo de impeachment da correligionária Dilma Rousseff. Atuou na linha de frente para amparar o que restou do PT e era o líder do partido no Senado até duas semanas atrás. É, portanto, um petista do núcleo duro da legenda — e, também, a primeira voz autorizada a dizer publicamente, como fez em entrevista a VEJA, que chegou a hora de o PT admitir que se envolveu em corrupção, pedir desculpas à sociedade pelos erros que cometeu, abandonar o discurso de “denúncia do golpe” e apresentar propostas econômicas para tirar o país do atoleiro. “A autocrítica é necessária, essencial, mas não é suficiente”, afirma.

Família Lobão em maus lençóis

Mais uma mentira dos Sarneys! Governo Flávio Dino prova que comprou lancha para Cajari

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Ao contrário do que foi publicado por blogs que fazem o jogo sujo da família Sarney, uma lancha enviada ao município de Cajari foi adquirida com recursos do tesouro estadual e será doada esta semana ao município.

Desinformados, sarneisistas que fazem oposição sem coerência, respaldo e consistência ao governo Flávio Dino chegaram a dizer que a lancha a ser usada para fazer o transportes de alunos em Cajari foi enviada pelo governo federal. Mais um factoide daqueles que não se dão ao mínimo trabalho de checar a informação. Para os capangas do conglomerado mafiomidiático sarneisista da PI (Picaretagem da Informação), vale mesmo é mentir, manipular, deturpar para agradar os patrões.

Adeptos do jornalismo de mercadoria, o sistema de comunicação dos Sarneys deixou de lucrar alto com o Governo do Estado. Por isso respondem com agressões, achincalhes e mentiras contra Flávio Dino, estratégia patranha que não mais funciona por falta de credibilidade do jornalismo torpe praticado por eles. Andam tão desacreditados pela população quanto a família de políticos a qual servem.

A verdade: documentos de um convênio da secretaria de Estado da Educação atestam que o governo do estado comprou, com recursos próprios, duas lanchas, uma para Cajari e outra para a cidade de Penalva. A finalidade é garantir a locomoção dos alunos das áreas rurais para as escolas em localidades longínquas.

E agora, o que trupe dos Sarneys e seu grupo de Al Capones da notícia vão inventar? É muito cinismo!

Filho de Lobão é descrito como um bom negociador de arte

Operação Research da PF

Márcio Lobão é figura conhecida no meio das artes do Rio. Sua coleção inclui obras de artistas contemporâneos dos mais valorizados do Brasil, como Adriana Varejão e Beatriz Milhazes, além do modernista Volpi (1896-1988). O filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA) que teria recebido propina pela obra da Usina de Belo Monte, conforme delações feitas à Lava Jato, apurou seu gosto pela arte brasileira com o sogro, o advogado Sergio Fadel.

Anteontem, a Polícia Federal localizou a coleção de Lobão, alvo da Operação Leviatã. O número de itens divulgado foi de 1.200, mas galeristas consideram esse montante equivocado – ele não teria tantas obras assim. A defesa de Lobão diz que ele não praticou ato ilícito, ressalvando que não teve acesso “aos fundados do mandado de busca”.

Negociador

Presidente da Brasilcap, empresa do grupo Banco do Brasil, Lobão é descrito como um bom negociador de arte, contaram ao Estado galeristas que atendem a elite carioca. “Acha tudo caríssimo, como se o dinheiro dele fosse muito suado, difícil de ganhar. É muito vaidoso”, disse um profissional.

Lobão é visto em leilões e exposições, e escolhe o que comprar com base no gosto pessoal, contou outro. Curadores já pediram obras emprestadas para exposições. “Ele formou uma coleção importante de arte contemporânea. É eclética, o que é comum entre colecionadores jovens. Não tem muitas peças do mesmo artista, mas reúne coisas interessantes. Circula no meio sempre com a mulher, muito sofisticada”, contou um amigo da família.

O casamento com a advogada Marta Martins Fadel Lobão, em 2001, foi suntuoso, e atraiu políticos como o então presidente do STF, ministro Marco Aurélio Mello, e o então vice-presidente da República, Marco Maciel, um dos padrinhos. A cerimônia foi na Igreja da Candelária e a festa, no Forte de Copacabana. Marta ganhou de presente um cargo no gabinete do sogro, no Senado. (Com Estadão Conteúdo)

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