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Análise: Lua de mel com Bolsonaro durou pouco

POR BERNARDO MELLO FRANCO

Durou pouco a lua de mel de Jair Bolsonaro. A aprovação do presidente caiu 15 pontos desde janeiro. O percentual de eleitores que consideram o governo bom ou ótimo recuou de 49% para 34%, informou ontem o Ibope. É a pior largada de um presidente eleito para o seu primeiro mandato desde a redemocratização do país.

Bolsonaro conseguiu uma proeza: encolheu sem a ajuda da oposição. O derretimento é resultado de erros e confusões criadas no campo governista. O caso Queiroz, o laranjal do PSL, as trapalhadas dos primeiros-filhos e os laços do clã com as milícias aceleraram o desgaste. O presidente deu a sua cota com declarações desastradas e caneladas virtuais. A aposta na polêmica rendeu frutos na campanha, mas começa a mostrar limitações no exercício do poder.

A diretora-executiva do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari, diz que Bolsonaro também alimentou a esperança de que resolveria problemas num passe de mágica. “Como as coisas não mudam rapidamente, há um sentimento de frustração”, observa. Ela vê risco de o presidente continuar descendo a ladeira nos próximos meses. “A curva é perigosa”, alerta.

O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, ressalta outro dado da pesquisa. O percentual de brasileiros que confiam em Bolsonaro caiu, mas ainda é maior que o de eleitores que não confiam nele (49% a 44%). Tirando os que não opinaram, a diferença é quase idêntica ao resultado do segundo turno, quando o presidente venceu por 55% a 45% em votos válidos.

Os números são uma má notícia para a equipe econômica, que contava com a popularidade do chefe para forçar as mudanças na Previdência. Agora ficará mais caro convencer o Congresso a encampar a reforma, que vai mexer com o bolso do eleitor.

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Uma resposta para “Análise: Lua de mel com Bolsonaro durou pouco”

  1. Aston Beckman disse:

    Uma das frases mais manjadas de Bolsonaro diz “que seu governo não manterá relações com regimes que desrespeitam a democracia!” Isso pode ser apenas uma borracha para tentar deletar da crença popular que ele é um ditador. Assim como aquele deputado negão, Paulo Lopes, que agora virou bolsa â tira colo de Bolsonaro; só para provar, de araque, que o ex-capitão não é racista. E o critério para o presidente acatar ou recusar aquelas nações, por ele rotuladas de democráticas ou antidemocráticas, atende à relação custo/benefício. Aquelas que o capitão entende como aversas à democracia, se tiver importâcia irrisória para o Brasil, e foi alinhada ao PT; será inexoravelmente preterida. Consta da “roda dos expostos ou roda dos rejeitados”: Venezuela, Cuba e talvez ainda Angola.
    No caso da China, mais uma aliada do Partido dos Trabalhadores. Quem gostaria de perder um “negócio da China?” Nem louca, filha! Aí já se trata de um caso a pensar: sai caro demais para rejeitar um simpatizante de Lula, Dilma e companhia; de quamanha envergadura.
    Bolívia: esta teve seu presidente convidado para a posse de Bolsonaro. Ou seja, o convite foi um prêmio ao amigo que virou inimigo dos petistas, embora seja também uma ditadura disfarçada de democracia. Entre odiar quem confiscou o patrimônio nacional lá instalado (refinarias da Petrobras), e recompensar quem brigou com o PT (Evo Morales): o presidente preferiu a primeira opção.
    Equanto isso, Zé Povinho vai acreditando que o “home” é, deveras, um democrata ferrenho! Mas, por favor, não esqueçam de lembrar: Papai Noel também existe! E que D. Trump foi eleito pelo sufrágio popular, e vem esforçando-se para se afirmar como

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