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Temer, o novo Sarney?

Por Marco Antônio Villa

José Sarney governou o Brasil por cinco anos (1985-1990). Adotou três planos de estabilização econômica — todos fracassados —, lutou para que a Assembleia Nacional Constituinte lhe concedesse cinco anos de mandato — e conseguiu — e ao longo da sua Presidência foram denunciados diversos casos de corrupção envolvendo diretamente auxiliares do governo ou membros da sua base governamental no Congresso Nacional. Deixou como legado do seu quinquênio um governo caracterizado pelo caos político e econômico, tanto que, na eleição de 1989, nenhum dos 22 postulantes à Presidência quis o seu apoio e os dois que restaram no segundo turno — Collor e Lula — deixaram bem claro a rejeição a Sarney. Temendo processos após à saída do governo, buscou foro privilegiado. Acabou postulando o Senado pelo recém-criado estado do Amapá e forjando um domicílio eleitoral em Macapá — no Maranhão, dificilmente seria eleito pois seria renovada apenas uma cadeira.

Michel Temer vive uma situação parecida. Em 2018 nenhum candidato à Presidência da República vai desejar o seu apoio. Em pouco mais de um ano acabou se transformando em zumbi político. Seu governo terminou a 17 de maio, quando o Brasil tomou conhecimento da delação da JBS, e foi sepultado a 2 de agosto, quando a Câmara impediu que o STF pudesse apreciar a denúncia da PGR de corrupção passiva que pesa sobre Temer. Até 31 de dezembro de 2018 — se é que chegará até lá — vai lutar contra as denúncias de corrupção que pesam sobre ele e seus principais auxiliares, além de enfrentar baixíssimos índices de popularidade. Deve se sustentar estabelecendo como permanente a política do “é dando que se recebe” com o Congresso Nacional e apoiado pelo mercado, que o vê como a solução possível em um cenário de tantas incertezas.

A questão que fica é se o Brasil vai suportar a sarneyzação da gestão do Estado no momento da mais grave crise econômica da história do Brasil republicano. Nada pior do que a cada semana o País tomar conhecimento de uma nova delação premiada ou de uma bombástica denúncia. Não há governo, no sentido lato do conceito, quando todas as ações tem como principal objetivo simplesmente a sua sobrevivência. O custo para o Brasil é fantástico, tanto no plano econômico, como no político. E mais, o Estado democrático de Direito é desmoralizado, o que poderá gerar consequências imprevisíveis.

Ele deve se sustentar estabelecendo como permanente a política do “é dando que se recebe” com o Congresso Nacional

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4 respostas para “Temer, o novo Sarney?”

  1. […] Leia mais: http://jornalpequeno.blog.br/johncutrim/temer-o-novo-sarney/#ixzz4pYO2I4oE […]

  2. Mandioca disse:

    BOMBA, BOMBA BOMBA
    BANDIDOS À SOLTA, LADRÕES
    POLICIA, POLICIA, POLICIA
    PEGA LADRÃO, PEGA LADRÃO……………….
    Mais uma gritante roubalheira mergulhou do lodaçal pútrido que é o governo deste ,equetrefe incompetente, vejam só, acreditem se quiserem….
    “”””O governo Flávio Dino (PCdoB) paga, desde agosto de 2016, R$ 90 mil por mês pelo aluguel de um prédio onde deveria funcionar uma clínica ortopédica, no bairro do Jardim Eldorado, em São Luís. Mas a Clínica Materno-Infantil Eldorado está fechada.
    Neste período ( mais de um ano) , os cofres públicos já bancaram, fora o aluguel, outros R$ 903.165,56 com reformas.

    O curioso é que no próprio Extrato do contrato, publicado no Diário Oficial do Estado em 9 de agosto de 2016, constam como se todas as acomodações estivessem prontas e os equipamentos instalados.
    O contrato 125.940/2016/SES foi assinado pela Secretaria de Saúde e pela direção da Clínica Materno-Infantil em 2 de agosto de 2016. O contrato tem vigência de 12 meses, prorrogáveis por igual período, até o limite de 60 meses, “incluindo equipamentos e mobiliários”.
    De acordo com o documento, a clínica dispõe de 60 leitos de enfermaria e UTI, 18 dos quais com quatro salas de centro cirúrgico; 10 consultórios médicos equipados para acompanhamento ambulatorial; instalações administrativas; duas recepções; um laboratório, cinco salas de exame; um banco de sangue; 12 leitos com banheiros separados, com canalização de oxigênio e sala de reanimação neonatal; três leitos de recuperação pós-anestésico e estacionamento””””””””
    A pergunta que ninguem quer calar é:
    DE QUEM É CASA?
    Aguardem, se o bem informado Cutrim NÃO souber informar, vou dizem de quem é e, dos 90 que o dono recebe, quanto sai de CPF ( comissão por fora)
    John, diz pra gente, dizzzzzz……….

  3. Todo dois zumbis se merece um ao outro duas pragas imprestáveis para o povo

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