Pacova, cantos de um córrego

MARIZA GARCIA*
O olho d’água, onde árvores se deitam.
Entre ruas da cidade, um oásis rareia.
Pássaros sem medo em galhos, se aninham.
Cantando vida, em harmonia perfeita!
Lá brincávamos com peixinhos de prata,
No córrego cristalino, nossa alegria.
A maré enchia e o rio se animava,
Nossa infância cheia de pureza e graça.
Hoje, esquecido, o rio chora sua sorte,
Desprezado, sem cuidado, sem amor.
O mundo mudou e a beleza se perdeu,
Deixando saudade, tristeza e dor.
Lembro-me das brincadeiras, junto ao córrego.
Peixinhos nadando, sorrisos sem medo.
Preservemos essa joia natural.
Para as gerações futuras encontrarem um legado real.
Não deixemos morrer, esse olho d´agua,
Fonte de vida, onde a natureza renova.
Um pedaço do coração que não volta mais.
Que possamos aprender com o passado.
E preservar a beleza que ainda resta
O rio da infância, um tesouro raro,
Guarde-o em sua memória
Com carinho e cuidado.
O sol se põe sobre as águas tranquilas.
Pássaros migratórios cantam suas histórias,
Esquecendo o mundo lá fora.
A brisa suave acaricia a minha face.
Nesse local sagrado encontro a minha paz.
Águas cristalinas, um refúgio escondido nas ruas da cidade.
Mas na memória guardo essa beleza,
E o rio da infância, eternamente serás!
*Escritora, autora do livro Fragmentos, membro fundador da Academia Cururupuense de Letras (ACL).
São Luís, 19 de janeiro de 2025
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