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Discurso do acadêmico da Amclam José Augusto, à frente do IHGM

José Augusto, presidente do IHGM e acadêmico da Amclam

É com profundo senso de responsabilidade que, em nome de toda a diretoria, apresento a todos o nosso agradecimento pelo voto de confiança para assumir a direção e conduzir os interesses deste Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM) no biênio 2025-2027, quando celebraremos seu centenário. É uma grande honra e distinção receber, mais uma vez, a presidência deste ínclito Instituto, concessão de seus ilustres membros. Uma distinção que enaltece a nossa responsabilidade, mas que, em contrapartida, nos inspira e nos estimula.

Como já disse em meu discurso de posse em 2018, há exatos 7 anos, retomo as minhas palavras para reforçar a minha gratidão. Agradeço àqueles que me incentivaram a trilhar este caminho, desde a minha entrada no IHGM em maio de 2012. Faço uma menção especial às professoras Eneida Vieira da Silva Ostria de Canedo (presidente 2006-2010), Telma Bonifácio dos Santos Reinaldo (presidente 2010-2014) e Dilercy Aragão Adler (presidente 2021-2025). Agradeço também a todos com quem troquei ideias e compartilhei preocupações. E, desde já, agradeço àqueles que irão nos iluminar para construir um plano de gestão estratégica para o Instituto.

A todos que sufragaram o meu nome — confrades, confreiras, sócios correspondentes, sócios honorários e demais convidados — quero assegurar o meu compromisso de respeitar o trabalho deste Instituto. Continuaremos com o estudo e a difusão do conhecimento da História, da Geografia e das ciências afins, a defesa do patrimônio histórico, artístico, cultural e ambiental, e a cooperação com os poderes públicos em projetos que visem ao engrandecimento científico e cultural do nosso Estado.

Desejamos que o IHGM, ao completar o seu primeiro centenário, continue a cultuar, preservar e divulgar a historiografia brasileira, em especial a maranhense. Esta egrégia instituição acadêmica guarda a memória de todos que marcaram a sua existência, consolidando posições e possibilitando novos rumos aos acontecimentos e à história do Maranhão.

Honraremos o legado de todos que presidiram este sodalício e de todos que tomaram assento em suas cadeiras ao longo destes cem anos. Louvamos também os que hoje labutam diligentemente, mantendo o bom nome do Instituto e sua contribuição para a cidade de São Luís, para o Maranhão e para o Brasil.

Aos desafios, propomo-nos a responder com trabalho e respeito aos compromissos do Instituto, com o apoio de todos os confrades e confreiras. Buscaremos realizar uma gestão democrática, transparente, parceira do público e do privado, solidária nas lutas e desejos de cada um, e fraterna e harmônica nas relações internas. Une-nos a convicção de sermos herdeiros do legado desta Casa.

A HERANÇA E O FUTURO DO IHGM

Alivia-nos saber que fomos precedidos nesta Casa por notáveis presidentes. Faço uma menção especial a Justo Jansen Ferreira, o primeiro presidente (1925-1929), que legou uma conduta irrepreensível na condução dos destinos desta Instituição. Ressalto também os nomes daqueles que, defendendo os ideais do fundador, Antônio Lopes da Cunha, se houveram com desvelo e espírito público à frente do IHGM: José Domingues, João Braulino de Carvalho, Leopoldino Lisboa, Elisabeto Barbosa de Carvalho, Rubem Almeida, José Ribamar Seguins, Jorge Hédel Ázar, Edomir Oliveira Martins, Nywaldo Macieira, Eneida Vieira da Silva Ostria de Canedo, Telma Bonifácio dos Santos Reinaldo e Euges Silva de Lima. Queremos, ainda, celebrar aquela que nos antecedeu nesta presidência, a professora Dilercy Aragão Adler. Destes, a partir de hoje, tornamo-nos herdeiros de um precioso legado.

Cabe-nos soprar a poeira do tempo, disseminar os sonhos e pensamentos dessa plêiade de intelectuais, perpetuando suas ideias. Peço licença para externar minha gratidão pessoal à presidente Dilercy Adler, pela corajosa confiança em me convidar para integrar sua diretoria. Do nosso trabalho comum, ao longo do mandato, resultou uma amizade fraterna que muito me regozija.

Assumimos, pois, esta presidência em novo mandato, sob a salvaguarda do trabalho coletivo. Pesa sobre nós, neste instante, o dever de, junto com esta diretoria e em estreita aliança com todos os acadêmicos, conduzir a Casa de Antônio Lopes, enaltecendo o Estado do Maranhão por tê-la como patrimônio de seu povo.

Esta diretoria, composta pelos ilustres confrades: José Marcelo do Espírito Santo (vice-presidente), Elizabeth Sousa Abrantes (primeira-secretária), Dilercy Aragão Adler (segunda-secretária), José Ribamar de Castro Ramos “Baial Ramos” (primeiro-tesoureiro), Iran de Jesus Rodrigues dos Passos (segundo-tesoureiro), Francisco Roberto Brandão Ferreira (diretor de Patrimônio) e Jonílson Silva Bogéa (diretor de Serviços de Divulgação) e enriquecida pelo Conselho Fiscal, formado pelos consócios Aline Carvalho do Nascimento, Clores Holanda Silva, Rita Ivana Barbosa Gomes, José Marcio Soares Leite, Gutemberg Fernandes de Araújo e Ruy Palhano Silva, prevalece o irrepreensível zelo por esta egrégia instituição. Todos servirão como pontes entre as tradições centenárias e os apelos do futuro. Ousamos afirmar que todos, juntos, querem celebrar o centenário do IHGM em sintonia com a sociedade maranhense. Poucas coisas hoje são tão maranhenses quanto esta instituição!

O AMOR PELA CAUSA E PELA CASA

Sejamos bem-aventurados. Sigamos adiante na obra que, juntos, estamos realizando e que, louvado seja Deus, continuará inacabada nesta sementeira de utopias.

Urge o amor à causa e à casa. Para isso, valho-me de um pequeno trecho da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: […] se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; se tivesse toda a fé a ponto de remover montanhas, mas não tivesse amor, eu nada seria (1Cor 13:1-7).

A diretoria que agora toma posse dará seguimento ao trabalho desenvolvido pelas que a antecederam, em um processo de contínua construção. Para tanto, aberta ao diálogo, espera contar com a colaboração e a participação de todos os integrantes da instituição, para além de eventuais desencontros e divergências. Não nos esqueçamos de que o Instituto são os associados e de que a Casa é para o Maranhão, e para além dele. E, sobretudo, vai além de nós.

A missão de cada nova diretoria implica continuidade e acréscimo. Tem sido assim, e assim seguirá.

O futuro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão de nada valerá se o coração desta Casa de Antônio Lopes não bater no compasso herdado dos antigos, dos patronos, fundadores e antecessores. É o que o reabastece! É o que o singulariza! É nesse ritmo, e nesse rito, na sequência dos exemplos que recebemos dos que zelaram pela Casa, que construiremos um futuro do qual as gerações sucessoras poderão se orgulhar do que fizemos, da mesma forma que hoje, no presente, o passado é motivo de orgulho. Assim, continuamos e continuaremos, com o coração forte, a escrever as páginas de relevantes serviços à sociedade maranhense e brasileira.

Nada mais justo, portanto, nem mais oportuno, do que nos unirmos para somar inteligências, conjugar esforços e recursos, coordenar vontades e produzir mais e melhor. Precisamos navegar rumo ao futuro, construindo-o. Precisamos olhar e caminhar para a frente. É nesse desbravar que despontam os desafios.

Aos desafios, portanto, propomo-nos a responder de forma colaborativa e em respeito aos compromissos assumidos pelo Instituto, em uníssono com todos os confrades, solidário, fraterno e harmônico nas suas lutas, desejos e aspirações.

Um mundo novo e melhor sempre poderá ser criado. De fato, o futuro só é possível porque o presente sempre se renova, dia após dia. O futuro está na nascente, onde há luz nova e muitas auroras que ainda não raiaram. Lá está o futuro dos sonhos, sonhos que podem ser construídos. Mãos à obra.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Que os ideais de Antônio Lopes da Cunha, patrono do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, e dos intelectuais que o fundaram, e de todos os que nos antecederam, sejam o conforto nessa labuta.

Para finalizar, e não terminar em nós mesmos, tomo de empréstimo este poético preâmbulo de São João Paulo II, na Carta encíclica Fides et Ratio: “A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade.”

Que Deus nos dê forças para que assim seja. Que todos se deem as mãos para que assim se faça. Que Ele nos abençoe e nos cubra a todos com suas graças.

Despedimo-nos com a saudação franciscana de “Paz e Bem”. Sejamos sempre seres de muita paz. Compreendamos que a nossa passagem aqui neste mundo é efêmera e nos exige decisões firmes em prol do próximo e da humanidade.

Aproveito para justificar a ausência do ínclito presidente da Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares (Amclam) “Casa do Brigadeiro Falcão”, Cel. Carlos Augusto Furtado Moreira, sodalício irmão do qual tenho a honra de ocupar a cadeira nº 35, e que ombreia com o IHGM, por motivo de saúde.

Muito obrigado a todos!

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