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Notas Rápidas

‘Monstro político’

O ex-senador Roberto Rocha, pré-candidato do Novo ao Senado, fez duras críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, durante entrevista a um podcast. Sem citar diretamente o nome do ex-governador do Maranhão, Rocha afirmou que magistrados que ingressam na política e depois retornam ao Judiciário tendem a se transformar em “monstros políticos”. Segundo ele, esse tipo de trajetória não é positiva para o país. ““Aquele que é juiz e vai para a política, depois volta para ser juiz, normalmente vira um ‘monstro político’. Isso não é bom. Eu prefiro conviver com os políticos”, declarou.

‘Senado de joelho’

Em outro momento da entrevista, Roberto Rocha mencionou uma queixa-crime movida contra ele por Flávio Dino, ainda no período em que Dino era governador do Maranhão. O ex-senador criticou o que considera uma tentativa de limitar a atuação parlamentar. “Meu trabalho é parlamentar. Parlamentar é ‘parlar’, é falar. E até falar hoje estão querendo proibir”, disse. Rocha também afirmou que responde a processo no Supremo e acusou interferência política nas instituições, concluindo que há receio de sua possível volta ao Senado. “Agora, está é com medo de eu chegar no Senado. Por quê? Porque botaram o Senado de joelho. O Senado está de joelho para o Supremo”, concluiu.

CPI contra Camarão

A Assembleia Legislativa do Maranhão dará mais um passo na condução da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias envolvendo o vice-governador Felipe Camarão. Os deputados estaduais foram convocados para uma reunião na terça-feira (5), às 15h, na Sala das Comissões, quando será definida a mesa diretora do colegiado. A convocação partiu da deputada Mical Damasceno, responsável por reunir os membros titulares da CPI para a escolha do presidente e do vice-presidente — cargos que vão conduzir os trabalhos da investigação.

Moraes e Dino contra Messias

O senador Alessandro Vieira revelou bastidores da rejeição, pelo Senado Federal, da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Segundo Vieira, a articulação contrária ao nome contou com a atuação de integrantes da própria Corte e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Ele citou ainda os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino como participantes da movimentação política nos bastidores. Ao comentar o cenário, Alessandro Vieira afirmou que a disputa extrapolou a divisão tradicional entre governo e oposição.

Recusa a falar

Primeiro indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitado pelo Senado desde 1894, o advogado-geral da União, Jorge Messias, recebeu nas horas seguintes à derrota ligações e mensagens de solidariedade de diferentes ministros da Corte, em especial dos que atuaram para que ele se tornasse o mais novo integrante do STF. Várias dessas ligações, aliás, foram recebidas na casa de um deles, o ministro e amigo André Mendonça, para onde Messias foi após sair da reunião com o presidente Lula no Palácio da Alvorada. Com um dos ministros que tenta insistentemente entrar em contato, porém, aliados próximos relatam que Messias não quer falar de jeito nenhum: Alexandre de Moraes. O entorno de Messias está convencido que sua rejeição foi uma operação que passou por Davi Alcolumbre e Alexandre de Moraes.

Master

Alexandre de Moraes temia que a aprovação de Messias desequilibrasse o jogo de forças no STF e empoderasse demais André Mendonça, que como relator do inquérito do Banco Master será o responsável pela homologação da delação premiada de Daniel Vorcaro. A colaboração pode trazer implicações para o próprio Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, que fechou um contrato com o Master prevendo o pagamento de R$ 130 milhões em três anos. Dino, por sua vez, não telefonou para o advogado-geral da União após o resultado. Os dois se desentenderam quando disputaram a indicação de Lula para a vaga do STF que hoje é ocupada pelo ex-ministro da Justiça.

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