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Maioria dos políticos do Brasil não tem conhecimento em gestão pública

Com a aproximação das eleições municipais, que devem ocorrer este ano, os eleitores avaliam muitos requisitos dos candidatos a cargos públicos: vida pública, ética, propostas… Mas um aspecto importante quase é esquecido: os candidatos estão preparados para gerir a máquina pública? A resposta na maioria das vezes é negativa. A maioria dos políticos do Brasil não tem conhecimento em gestão pública.

Segundo o Doutorando em Administração pela USCS, Mestre em Ciências Contábeis e especialista em Contabilidade Pública pela FECAP, José Orcélio do Nascimento, que atua na área pública há mais de vinte anos e é professor de cursos de Pós-graduação, políticos que têm formação em gestão pública podem contribuir mais para a população.

“A maioria dos políticos eleitos, seja no Legislativo ou no Executivo, tem ideia muito vaga da gestão pública e tentam levar modelos de gestão do setor privado para o público, o que não funciona. O setor privado busca o lucro, enquanto o setor público busca o bem estar social”, explica.

Um bom exemplo é um prefeito que precisa fazer uma compra emergencial para o combate ao Covid-19, por exemplo. Se fosse em uma empresa privada, tendo caixa, uma compra pode ser feita rapidamente. No setor público, é preciso respeitar trâmites de licitação e concorrência pública.

COMISSIONADOS

Nem só os eleitos precisam de formação, mas também o entorno dos políticos. Um ministro da saúde pode não ter formação em Medicina, por exemplo, mas os funcionários comissionados de seu gabinete, independentemente da formação, precisam entender leis e especificidades da administração pública para orientar o político eleito.

CONCURSADOS

Além dos comissionados, os funcionários concursados de prefeituras e outros órgãos públicos pelo Brasil também precisam se especializar.

“Os funcionários concursados passam em concursos super disputados, mais concorridos até que muitos vestibulares. Antes do órgão público, esse servidor por vezes trabalhou em grandes e pequenas empresas. Pode ter estudado sobre a coisa pública, mas não tem a mínimo de noção de como funciona na prática. Se o concursado for alocado para trabalhar em um setor de licitações, por exemplo, ele vai precisar estudar e receber formação adequada”, explica.

Além disso, Orcélio pontua que a área pública tem novidades a todo momento. “É muito difícil um profissional da área pública dizer que sabe muito sobre um determinado assunto, porque tudo muda muito e se atualiza constantemente”, diz.

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