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Grandes empreendimentos no MA não trazem empregos; dos 50 municípios mais pobres, 32 estão no MA

Por: Oswaldo Viviani

A vinda, nos últimos tempos, de grandes empreendimentos para o Maranhão – alguns com obras já em andamento, como a refinaria da Petrobras, em Bacabeira, a hidrelétrica de Estreito e a termelétrica, em São Luís – não tem refletido no aumento do saldo (diferença entre contratações e demissões) do emprego formal no estado. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Maranhão teve, no mês de maio, saldo de apenas 24 empregos – o pior desempenho entre as 24 unidades da federação (23 estados mais o Distrito Federal) que obtiveram saldo positivo. No mês passado, foram contratadas no estado 16.225 pessoas e demitidas 16.201.

O Maranhão só superou os estados que tiveram saldo negativo: Alagoas (-2.228), Roraima (-679) e Rio Grande do Norte (-155). Depois do Maranhão, o Distrito Federal e o Amapá foram as unidades da federação que apresentaram os menores saldos positivos de empregabilidade do país, em maio: 38 e 198, respectivamente.

A Bahia foi o estado do Nordeste com o maior saldo positivo: 11.710 (75.187 admissões e 63.477 desligamentos).

Em São Paulo, o saldo de empregabilidade do mês passado foi de 86.737 (612.234 contratações e 525.497 demissões) – o maior do país – e no Brasil todo as contratações também superaram as demissões: o saldo positivo foi de 252.067 (1.912.665 novos vínculos e 1.660.598 desligamentos).

Veja a seguir os saldos de geração de postos de trabalho, no mês de maio, dos 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal – do melhor ao pior desempenho.

SALDO DE EMPREGABILIDADE NO BRASIL (MAIO/2011)

São Paulo (86.737)

Minas Gerais (56.977)

Rio de Janeiro (18.603)

Paraná (16.789)

Espírito Santo (12.519)

Goiás (12.218)

Bahia (11.710)

Pernambuco (9.860)

Mato Grosso do Sul (5.947)

Santa Catarina (4.498)

R. Gde. do Sul (4.454)

Mato Grosso (3.626)

Amazonas (2.994)

Ceará (2.605)

Sergipe (1.304)

Pará (1.158)

Piauí (1.155)

Paraíba (819)

Rondônia (345)

Tocantins (323)

Acre (228)

Amapá (198)

Distrito Federal (38)

Maranhão (24)

Rio Grande do Norte (-155)

Roraima (-679)

Alagoas (-2.228)

Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

Pobreza

A divulgação dos dados do Censo Demográfico do IBGE revela como se comportou a desigualdade social no Brasil de 2000 a 2010 – período em que a renda média do brasileiro subiu 3% em cidades paulistas e 46% em cidades maranhenses. Mesmo assim, dos 50 municípios mais pobres do Brasil, trinta e dois (32) estão localizados no Maranhão. A menor renda foi registrada em Belágua (MA), cujo valor é R$ 147,70.

Entre 2004 e 2009, o índice de pobreza extrema no Maranhão teve redução de 46%, período que compreendeu os governos José Reinaldo Tavares e Jackson Lago.

A pesquisa da renda domiciliar per capita também aponta que o Distrito Federal tem a maior renda per capita, com R$ 1.774. Contudo, entre os municípios, Niterói (RJ) é o primeiro, com R$ 2.031, 18. O Estado com menor renda per capita é o Maranhão, com uma média de R$ 405, que também angariou a primeira colocação entre os municípios com a menor renda: Belágua.

Veja a relação dos 15 municípios brasileiros com as menores rendas – Fonte IBGE.

1 – Belágua (MA) R$ 146,70

2 – Marajá do Sena (MA) R$ 153,47

3 – Cachoeira do Piriá (PA) R$ 163,65

4 – Fernando Falcão (MA) R$ 166,73

5 – Matões do Norte (MA) R$ 170,76

6 – Melgaço (PA) R$ 172,28

7 – Assunção do Piauí (PI) R$ 174,44

8 – Milagres do Maranhão (MA) R$ 175, 99

9 – Satubinha (MA) R$ 177, 11

10 – Bagre (PA) R$ 178,04

11 – Cachoeira Grande (MA) R$ 180,02

12 – Santo Amaro do Maranhão (MA) R$ 181,08

13 – São Roberto (MA) R$ 181,77

14 – Ipixuna (AM) R$ 181,98

15 – Presidente Juscelino (MA) R$ 182,18

Fonte: IBGE / Folha Online

O conteúdo deste blog é livre e seus editores não têm ressalvas na reprodução do conteúdo em outros canais, desde que dados os devidos créditos.

2 respostas para “Grandes empreendimentos no MA não trazem empregos; dos 50 municípios mais pobres, 32 estão no MA”

  1. LIMA disse:

    AINDA TEM GENTE ” UM TAL DE ANDRE FUFUCA” QUE QUER CRIAR NOVOS MUNICIPIOS. SO PARA DESGRAÇAR O MARANHAO NAS ESTATISTICAS. PQP. ASSIM É F…!!!!!!!

  2. Ribamar Carvalho Junior disse:

    Para o cálculo da renda per capita, o IBGE leva em consideração o PIB, e nele encontram-se incluídas diversas outras variáveis, dentre as quais estão: o valor dos investimentos na região, bem como os valores gastos pelo governo naquele município (neste caso).
    Agora vejamos, a maioria destes municípios são comandados por prefeitos (em sua maioria corrupta por natureza e alguns, é verdade, por hereditariedade) que, se utilizam de instrumentos ilícitos para desviar todo e qualquer tipo de investimento, que poderiam mudar a situação da população, porém na prática, acabam servindo apenas para financiar o bem-estar de seus familiares e apaziguados políticos…
    Se fossemos levar em consideração todos estes desfalques, certamente a relação demonstrada acima seria bem mais chocante, desmoralizante, vergonhosa… Para nós cidadãos, é claro.
    Por favor, corrijam-me se estiver errado,
    Um grande abraço,

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