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Flávio Dino diz que Funai negou ajuda a indígenas por ‘falta de verbas’

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), publicou documentos na internet para demonstrar que, ainda em agosto do ano passado, recorreu formalmente à Fundação Nacional do Índio (Funai) para que o processo de identificação e demarcação da terra indígena do Território Gamela, no município de Viana (MA) fosse realizado pelo órgão indigenista, “para evitar o agravamento do conflito em questão”.

Em 24 de outubro de 2016, segundo outro documento divulgado pelo governador, chegou a resposta da Funai. No ofício, o órgão afirma que, “desde 2012, essa Fundação não dispõe de mecanismo de contratação de profissionais externos para compor e coordenar GTs (grupos de trabalho), contando apenas com profissionais que se dispõem a trabalhar na condição de colaboradores eventuais, e que em geral não têm condições de se dedicar exclusivamente aos estudos”.

A Funai é clara em negar o pedido. “Por isso, frisamos que não há previsão para constituição de grupo técnico multidisciplinar no âmbito do Plano Plurianual 2016-2019 para realizar estudos na área reivindicada pelo povo Gamela, até o momento”, respondeu a carta no documento.

Até mesmo uma reunião que seria realizada para tratar do assunto foi suspensa, segundo a Funai, “em virtude do bloqueio de verbas orçamentárias”.

Flávio Dino lembrou ainda que, pela Constituição, a demarcação de terras é um processo realizado exclusivamente pelo governo federal e que não depende de iniciativas do governo do Estado.

Das sete pessoas feridas no ataque de pistoleiros ocorrido no último domingo, 30, no município de Viana (MA), cinco são índios gamela e dois, não indígenas. O governo maranhense declarou ainda que não houve indígenas com as mãos decepadas, como foi divulgado. De acordo com o governo, o que ocorreu é que “um dos gamelas teve fratura exposta nas mãos”. A vítima foi operada e continua internada. Dos sete feridos, três permanecem internados.

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