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Em Coroatá, Prefeitura desassiste atenção básica em saúde

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Uma irresponsabilidade sem tamanho está prejudicando a saúde dos moradores de Coroatá. Com o hospital municipal fechado há quase quatro anos e os postos de saúde interditados para uma reforma fictícia, o poder público estadual teve que assumir as responsabilidades do município para que a população não ficasse desassistida. No Hospital Macrorregional Mamede Trovão e na Unidade de Pronto Atendimento, o governo do estado se prontificou a realizar procedimentos que deveriam ser executados pelo município.

O hospital do município se transformou em salas administrativas, abrigando, inclusive, a estrutura da Secretaria Municipal de Saúde. Há mais de um ano, um mamógrafo, que só funcionou por um mês, foi comprado pelo poder público municipal e hoje está sem utilidade. O município, comandado por quem se diz especialista na área da saúde, deixou de oferecer especialidades médicas e tem realizado apenas atendimento ambulatorial, colocando em risco a vida de quem necessita dos serviços.

Antes de serem fechados para “reforma”, os postos de saúde só funcionavam meio expediente, sobrecarregando a estrutura do Estado. Enquanto estão interditados, a população busca atendimento na UPA estadual, que tem que administrar a superlotação por oferecer os serviços de atenção básica, ignorados pela prefeitura.

A falta de atendimento em obstetrícia é um outro exemplo de descaso do município com a população. Se o Estado não estivesse realizando os partos no Hospital Macrorregional Mamede Trovão, as gestantes teriam que se deslocar até Alto Alegre, que fica há uma hora e meia do município de Coroatá. “Fui direto pro macrorregional ter minha bebê, porque aqui no município só tem esse hospital”, conta a artesã Shirley Martiliano, 25 anos.

O cenário em Coroatá é fruto de uma prática política desumana, que privilegia o jogo político em detrimento do bem-estar do cidadão. Quem sofre com todo esse descaso é a população. O que o governo faz hoje por Coroatá, oferecendo serviços que não são de sua competência legal, não é ato de piedade. É resultado do bom senso de um gestor que honra o compromisso firmado com o povo maranhense e que não se acovarda com os ataques descabidos da oposição.

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