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Dino: “Independentemente de resultado eleitoral, danos ao governo do Estado são pequenos”

O Globo – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), viu sua base se dividir no segundo turno da eleição para a prefeitura de São Luís. Parte de seus aliados decidiram apoiar Eduardo Braide (Podemos), candidato da oposição, mesmo após o governador sair da neutralidade para apoiar Duarte Júnior (Republicanos) no segundo turno. Entre os motivos, desavenças pessoais e movimentações para a eleição pelo governo do estado em 2022.

No começo da eleição, eram sete candidatos da base do governador da disputa e, por isso, ele optou por não apoiar ninguém até a definição do segundo turno, quando declarou apoio a Duarte. Mas dois dos candidatos derrotados decidiram apoiar agora o oposicionista Braide e há dissidência até no partido de Dino.

De acordo com pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira passada, o candidato do Podemos tem 49% dos votos totais, enquanto Duarte tem 42%. A margem de erro é de três pontos percentuais.

O apoio mais importante recebido por Braide no segundo turno foi do deputado estadual Neto Evangelista (DEM), ex-secretário de Dino, que teve 16,2% dos votos. Ele afirma que o endosso ao nome da oposição não interfere na sua relação com o governador e ataca Duarte Júnior.

— Ele não se dá bem geralmente com quem convive com ele, na Assembleia tem problema com a maioria absoluta da casa. Por onde ele passa deixa rastros negativos — afirma.

O deputado estadual Yglésio (Pros), oitavo no primeiro turno, usou o mesmo argumento para apoiar Braide. Em resposta, a campanha de Duarte afirmou que o candidato “é querido pelos servidores” e que Yglésio e Neto “seguem com campanha de ódio”. A lista de nomes que não seguiu o governador inclui ainda o deputado estadual Carlinhos Florêncio, que é do PC do B.

Questionado se a divisão prejudica a base do governo, Dino afirma que “80% da base do governo está com o nosso candidato Duarte no 2º turno” e que, “independentemente de resultado eleitoral, acho que danos ao governo do Estado são pequenos”.

Além das desavenças pessoais, a divisão de apoios no segundo turno tem como pano de fundo a disputa pelo governo do estado em 2022. Uma eventual vitória de Duarte fortalece a candidatura do vice-governador Carlos Brandão, também do Republicanos.

— Uma parte da atual base do governo optou por apoiar o candidato mais à direita. Aparentemente, o que pesou foi uma errada antecipação da disputa de 2022, quando eu não serei candidato a reeleição — afirma Dino.

No primeiro turno, Neto Evangelista foi apoiado pelo PDT, partido do senador Weverton (MA), que também tem interesse no governo do estado. Ele declarou neutralidade no segundo turno, mas o diretório municipal do partido endossou o nome da oposição. O deputado federal Gil Cutrim e o estadual Glalbert Cutrim, ambos pedetistas, também anunciaram apoio a Braide.

Outro que pensa em sair para governador daqui a dois anos é o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), ex-aliado de Dino que se aproximou do presidente Jair Bolsonaro. Ele é um dos principais articuladores da campanha de Braide.

Apesar da proximidade do senador tucano com o presidente, Braide não foi um dos candidatos que recebeu o apoio presidencial na eleição deste ano. Mesmo assim, adversários tentam colar seu nome no de Bolsonaro desde o primeiro turno.

Aliados do deputado estadual do Podemos, por outro lado, afirmam que o candidato do governo federal, na verdade, é Duarte, já que é do Republicanos, partido de Carlos e Flávio Bolsonaro, filhos do presidente.

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