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Mesmo com pressão de Weverton, deputado diz que não muda

Último indeciso sobre o impeachment de Dilma na bancada gaúcha, o deputado Giovani Cherini mostra desconforto com a pressão exercida pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que tenta forçar os parlamentares da sigla a se manterem fieis ao PT. Na noite de terça-feira, Lupi reuniu 19 dos 20 integrantes da bancada pedetista na casa do líder Weverton Rocha (MA), em uma janta regada a vinho. Apesar do tilintar das taças, o clima não foi dos melhores. Os deputados queriam ser liberados para votar o impeachment, mas Lupi não deu brecha.

— Desde o começo, o PDT fechou questão contra. Resta saber se os deputados vão seguir. Essa reunião de ontem (terça) foi para reafirmar o fechamento de questão, inclusive com fala em sanções, expulsão. Quase só o Lupi falou, não teve muito espaço para nada – comentou Cherini.

Há outros insatisfeitos no PDT. Pompeo de Mattos, presidente da sigla no Rio Grande do Sul, declarou voto contra o processo, mas ele também tenta emplacar a tese da liberação da bancada. Para os pedetistas, muitos deles com base política no interior do Estado, entre pequenos, médios e grandes produtores rurais, está difícil circular em defesa do governo.

— Só Deus sabe o que vai acontecer com a bancada do PDT — indicou Cherini.

‘Não é momento para sair do barco como ratos’

O líder do PDT na Câmara dos Deputados, Weverton Rocha (MA), anunciou nesta quarta-feira que o PDT ratificou ontem, por ampla maioria da bancada, a decisão de fechamento de questão contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, tomada em janeiro em reunião do Diretório Nacional da legenda. Segundo ele, “não é agora, nesse momento, sair do barco como se fôssemos ratos”.

De acordo com Weverton, como é fechamento de questão, quem votar a favor do impeachment será submetido a “qualquer tipo de sanção” pelo Diretório Nacional, cuja próxima reunião está marcada para maio. Sobre expulsão da legenda, ele reforça que cabe e que a decisão é do diretório.

O PDT tem deputados que declaradamente divulgam em sua redes sociais serem favoráveis ao impeachment de Dilma, como por exemplo Sérgio Vidigal (ES) e Subtentente Gonzaga (MG). O deputado Mário Heringer (PDT-MG) confirmou ao GLOBO sua posição a favor do impeachment. Segundo o líder, 19 dos 20 deputados participaram da reunião de ontem, que também contou com a participação do presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, e do ministro das Comunicações, André Figueiredo (PDT-CE). A reunião ratificou a decisão tomada em janeiro. Só não estava presente ontem o deputado Heringer, que comanda o diretório do partido em Minas Gerais.

Weverton, no entanto, disse não acreditar que deputados descumprirão a decisão do partido:

— Em maio vamos chamar a reunião do Diretório Nacional e é ali que vão tomar as providências. Mas eu não acredito (que algum deputado do PDT vote a favor do impeachment), a bancada é unida. Eu confio nos nossos colegas deputados, todos, mesmo não concordando, sempre acataram a decisão do partido. Todos participaram da reunião ontem.

Weverton se encontrou com Heringer e os dois entraram juntos na liderança do PDT para conversar. Heringer afirmou rindo, diante de repórteres:

— Não adianta que eu não mudo!

Weverton rebateu, rindo :

— Vamos lá dentro conversar.

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