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Conteúdo falso na internet

A notícia está no Jornal Pequeno de ontem e serve de alerta para a presença de conteúdo falso na internet. Diz que “um acontecimento curioso registrado em São Luís chamou a atenção para o fato de que informações inverídicas disseminadas na internet podem causar transtornos. Por isso, é bom ter cuidado antes de compartilhar”. Segundo o ocorrido – prossegue a notícia – um áudio denunciando um suposto sequestro ‘viralizou’ na rede, mas o estabelecimento envolvido – o Mateus Supermercado do Shopping Rio Anil –, ao ser procurado pela Polícia, acabou comprovando, com uso de vídeo, que tudo não passou de um momento de distração da família, cuja filha acabou se afastando dos pais sem ser vista.

A preocupação com o material exposto na web tem marcado muitas discussões sobre a criação de um sistema de auto-regulação na internet, principalmente quando se trata de material de cunho jornalístico. Especialistas alertam que nos meios de informação e comunicação tradicionais – televisão, rádio e imprensa escrita – existe uma estrutura hierárquica de responsabilização. Essa estrutura não existe na esmagadora maioria dos sites disponíveis na internet.

Nos jornais, a estrutura de responsabilização começa pelo próprio jornalista, passa pelo editor, pelo chefe de redação, diretor e termina na empresa. Com outra nomenclatura, claro, o mesmo é válido para rádio e televisão. Daí a pluralidade de teorias conspiratórias, conteúdos difamatórios e mentiras na internet, onde já disseram até ter provas de que não houve o holocausto e de que o homem jamais foi à lua. Trata-se de um meio de comunicação que, na dosagem certa de mau-caratismo, tem sido usado até para provocar pânico na população, nos mais diversos países e estados.

Um exemplo aterrorizante dos cuidados que se deve ter com o que se compartilha na internet vem de São Paulo. No Guarujá, difamada nas redes sociais sob a falsa acusação de matar crianças em rituais de magia negra, uma mulher foi espancada até a morte pela população. A acusação bombou na internet e em questão de poucas horas a mulher inocente foi transformada em um monstro.

Aqui mesmo em São Luís, na época em que facções criminosas incendiavam ônibus e ‘tocavam o terror’, um pervertido postou nas redes sociais que estava havendo um arrastão no Tropical Shopping. Lá na Assembleia Legislativa, uma mãe cuja filha estava exatamente neste endereço passou mal e teve que ser socorrida às pressas pelos médicos.

Contra essa licenciosidade da internet, a única prevenção eficiente até agora é ter todos os cuidados com o que se vai compartilhar, sob pena de estar contribuindo para a calúnia, a difamação, e, conforme já demonstrado, até colocando em risco vidas de inocentes.

Se, de um lado, a internet reforça a democratização da informação e a livre opinião sobre todos os assuntos, inclusive os de que nada se entende, de outro permite que irresponsáveis de todos os gêneros a usem para vinditas pessoais, calúnias e difamações.

Cuidado com o que você compartilha! (Editorial do JP)

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