O amor

MARIZA GARCIA*
O amor é uma língua universal,
é a fala e o sentimento do coração nas pessoas vencidas por ele.
Podemos lembrar Vinícius de Morais no seu Soneto de Fidelidade de 1939, um dos mais lindos da língua portuguesa: “Que não seja
Imortal, posto que é chama,
mas que seja infinito enquanto dure”.
O amor é luz quando estamos nas trevas,
é paz quando estamos em guerra,
é sentimento de alegria quando estamos tristes,
é benignidade quando buscamos a maldade,
é lealdade quando estamos sendo traídos.
O amor é infinito e duradouro quando somos mesquinhos,
é lucidez quando estamos sem porto,
é arquitetura quando tentamos nos erguer,
é dia quando estamos na escuridão,
é vida quando estamos à morte,
O amor é ressurreição quando somos trocados.
O amor é constelação quando viramos estrela,
é construção quando estamos destruídos,
é água para beber quando estamos na seca,
é fartura quando estamos na escassez,
O amor é caminhada quando queremos parar,
é universo quando desejamos o mundo,
O amor é fogo que não apaga quando estamos molhados,
é saúde quando estamos doentes,
é calor quando estamos no frio.
É amor quando chega no coração e fica sem nada pedir.
Ele exprime ternura, felicidade, desejo de sorrir, correr, abraçar, beijar, dar às mãos.
É a entrega total diante da emoção mais profunda, já sentida pela humanidade: O AMOR!
*Escritora, autora do livro Fragmentos e membro fundador da Academia Cururupuense de Letras-ACL.
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