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Felipe Camarão diz que quer ser o candidato de Lula e de Flávio Dino


O secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, realizou grande ato político em São Luís, na quinta-feira (4) para marcar o lançamento da sua pré-candidatura ao Governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores.
Felipe Camarão ingressou no PT há pouco mais de três meses – ele deixou o DEM, onde esteve por anos filiado. Inicialmente, trabalhava com o projeto de concorrer à Câmara Federal. No entanto, estabeleceu uma pré-candidatura governamental apoiado por petistas que tem o projeto de entrar na disputa pela sucessão do governador Flávio Dino em 2022. Em entrevista ao Jornal Pequeno, Felipe Camarão fala sobre este assunto:
Jornal Pequeno – O que o levou a se filiar ao PT?
Felipe Camarão – O desejo de ajudar na construção do PT, o maior partido do Brasil. Sou um militante, pronto para ajudar o partido. A vontade de construir uma sociedade melhor para os nossos filhos, mais plural e com menos desigualdade social, fome e miséria.
O PT edificou essas bandeiras com Lula na Presidência e agora precisamos retomar esse caminho. Por isso, me coloquei à disposição do PT para ser pré-candidato ao governo do Maranhão. Entendo que posso ajudar o partido dessa forma, defendendo esses valores e o legado do presidente Lula.
JP – Daqui por diante como pretende levar à frente esta sua pré-candidatura a governador?
Felipe Camarão – Na última quinta-feira, realizamos o ato Avante, Maranhão! Em São Luís, primeiro ato de lançamento da pré-candidatura ao governo do Maranhão. Foi um momento marcante em que pude sentir a energia dos militantes do PT, dos professores e professoras, dos amigos, da família, além de tantos outros incentivadores que fui encontrando em meu caminho, ao longo dessa minha jornada como gestor público, no governo Flávio Dino.
É com essa força que seguirei em frente, ao lado da população, ouvindo, debatendo propostas e elencando as prioridades. O governador Flávio Dino colocou o Maranhão na direção certa, construiu as bases e, agora, precisamos dar continuidade a essas políticas públicas. Precisamos ter mais Iemas’s, escolas de tempo integral, mais saúde a todos e combater a pobreza. Convido os cidadãos maranhenses para caminharem ao nosso lado.
JP – Qual sua avaliação do cenário que começa a se esboçar com vistas à sucessão do governador Flávio Dino em 2022?
Felipe Camarão – O governador Flávio Dino é o líder do processo eleitoral e caberá a ele a decisão final. Do nosso grupo político, há quatro pré-candidatos e todos são legítimos. O PT solicitou ao governador, endossado também por outros partidos, que a escolha do próximo candidato ao governo seja realizada somente em 2022.
Acreditamos que agora é o momento de trabalho, pois o governador ainda tem muitas ações e obras para entregar, como dezenas de escolas dignas. Ainda está muito cedo, agora é o momento do diálogo e do debate. Acreditamos que cumprimos os requisitos estabelecidos na carta compromisso e, por isso, tenho muita fé que seremos o próximo candidato do Lula e do governador Flávio Dino para governar o Maranhão.
JP – O senhor acredita que o seu grupo reeditará as vitórias de 2014 e 2018 para o governo do Maranhão? Ao menos com o conforto das anteriores?
Felipe Camarão – Tenho plena convicção disso em razão do trabalho realizado pelo governador Flávio Dino ao longo destes quase 7 anos de governo. Temos rodovias e pontes interligando todo o Maranhão, melhorando o escoamento da produção e encurtando as distâncias. Nós temos agora 81 escolas integrais, sendo 25 Iemas, creches de tempo integral, escola bilíngue e uma rede de hospitais e clínicas onde antes era inimaginável.
Acredito na nossa vitória também porque é necessário, daqui do Maranhão, ajudar o Brasil a voltar ao caminho do crescimento com emprego para toda a população e sem inflação que corrói o salário dos brasileiros e brasileiras.
JP – Em relação ao candidato de Flávio Dino, o jogo sucessório dentro do grupo está aberto ou podemos dizer que prevalecerá o que o governador vem sugerindo já há algum tempo em suas falas sobre o candidato da sua preferência?
Felipe Camarão – Acredito que está totalmente aberto porque nenhum pré-candidato conseguiu ainda preencher todos os requisitos assinados na carta. Esse é o motivo pelo qual estamos solicitando que a escolha do candidato seja realizada somente em 2022. Os pré-candidatos precisam de mais tempo para debater com a população, de maneira que possam reunir as condições necessárias para suceder o governador Flávio Dino.
JP – Que influência podem ter na sucessão para o governo do Maranhão, em 2022, figuras como Flávio Dino, Sarney, Lula e Bolsonaro?
Felipe Camarão – O nosso campo político é liderado pelo presidente Lula e governador Flávio Dino. Queremos defender o legado deles, como as políticas educacionais e de inclusão social, porque foram governos amplamente aprovados pela população e, principalmente, porque foram governos que deram atenção aos mais pobres, aos invisíveis historicamente aos olhos das políticas públicas.
JP – Ao seu modo de ver, a sucessão presidencial vai ter reflexos no jogo sucessório do Maranhão?
Felipe Camarão – Sim, as eleições são casadas. O eleitor entende que é importante votar nos candidatos alinhados politicamente porque esse entendimento facilita a aplicação das políticas públicas. O companheiro Haddad, na eleição de 2018, sob forte ataque e fake News, teve mais de 80% dos votos no Maranhão. Fruto do trabalho dele à frente do ministério da Educação e, claro, das políticas implementadas pelo presidente Lula e a presidenta Dilma. É inspirado por esses companheiros e companheiras que quero construir o nosso plano de governo e apresentar nossas propostas a população.
JP – Por fim, qual deve ser, na sua avaliação, o legado do governo Flávio Dino para o povo do Maranhão?
Felipe Camarão – O governador Flávio Dino construiu as bases e colocou o Maranhão no caminho certo. É um governo com ampla aprovação popular. Ele investiu na educação como nunca antes na história do Estado, pagando aos professores o maior salário do país, por exemplo. Em um contexto de grave crise econômica, agravada pela pandemia, o governador Flávio Dino construiu hospitais regionais, fez estradas, apoiou os municípios e fortaleceu a agricultura familiar.
É um governo que eu tenho muito orgulho de fazer parte, primeiro como secretário de gestão e previdência, depois como secretário de Cultura, reitor do Iema e há quase seis anos como secretário de Educação. Com essa experiência administrativa, eu coloquei o meu nome à disposição dos maranhenses para dar continuidade ao legado do governador Flávio Dino.

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