Acusado de matar a companheira no Maracanã é condenado a 19 anos de prisão

André Luis foi condenado por ter matado Jéssica Nunes, aplicando um golpe do tipo “mata-leão”
O 2º Tribunal do Júri de São Luís condenou a 19 anos e três meses de reclusão André Luis Fonseca da Silva, pelo feminicídio de sua companheira, Jéssica Nunes Paixão. O crime ocorreu no dia 8 de setembro de 2023, por volta das 2h, no Maracanã, zona rural da capital, mediante asfixia.
O julgamento, nessa quinta-feira (25), no Fórum Desembargador Sarney Costa (Calhau), foi presidido pelo juiz Clésio Coelho Cunha, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís. Atuou na acusação o promotor de justiça Washington Luiz Maciel Cantanhede, assistido pelo advogado Neto Evangelista e pela advogada Eika Moreira Durans. Na defesa, atuou o advogado Paulo Renato Fonseca Ferreira. O magistrado negou ao réu o direito de recorrer da decisão em liberdade e o acusado foi levado para a Penitenciária de Pedrinhas, onde já estava preso.
Durante a sessão de júri, foram ouvidas nove testemunhas e interrogado o réu que confessou ser o autor do delito. André Luis Fonseca da Silva foi condenado por homicídio, com as qualificadoras de motivo torpe, emprego de asfixia e feminicídio. Familiares da vítima (mãe e tias) acompanharam a sessão de julgamento, que terminou na madrugada de sexta-feira (26).
Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia do crime, por volta das 2h, Jéssica Paixão se encontrava na residência do casal quando foi abordada pelo denunciado, que desferiu um golpe “mata-leão”, levando-a à morte.
A vítima e o acusado viveram casados por dez anos, tiveram um casal de filhos e viviam um relacionamento conturbado.
Na sentença condenatória, o juiz destacou que as consequências do crime foram graves, “uma vez que o sentenciado matou a vítima, uma mãe jovem, que deixou duas filhas, uma de cinco e outra de nove anos de idade à época dos fatos, que presumivelmente sofrerão severos danos em razão da ausência da mãe na fase de desenvolvimento”.
O conteúdo deste blog é livre e seus editores não têm ressalvas na reprodução do conteúdo em outros canais, desde que dados os devidos créditos.