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Atentado à Rádio São Luís completa 24 anos


Um dos episódios mais traumáticos da história recente da imprensa do Maranhão completou neste domingo exatos 24 anos: a invasão da Rádio São Luís AM, ocorrida na manhã de 24 de maio de 1996.
Quatro homens armados e encapuzados invadiram as instalações da emissora para matar, em pleno ar, o radialista Tony Duarte, apresentador do programa “Bom Dia São Luís” e editor de polícia do jornal O Imparcial. Os pistoleiros tinham também a intenção de assassinar o delegado Stênio Mendonça. Não conseguiram, mas mataram a tiros o segurança da rádio, José Nascimento Carvalho, 52, “Zé Comprido”, e feriram o operador de áudio José Ederaldo Ribeiro Menezes, 31.
Na época, o Jornal Pequeno estampou esta manchete na capa: “Facínoras invadem a Rádio São Luís para matar Tony Duarte”, com ampla reportagem sobre o episódio.
De pronto, a polícia passou a investigar a hipótese de um atentado por vingança contra o radialista Tony Duarte, 41, que apresentava o programa policial “Bom Dia São Luís” no momento do crime, por volta de 5h40.
Duarte disse que só sobreviveu porque apagou as luzes do estúdio da rádio e se escondeu embaixo de uma mesa de som. “Eu vi a morte de perto, mas ainda não foi dessa vez”, frisou. Ele acrescentou que recebia “várias ameaças” pelo tom radical de seus comentários contra o crime organizado.
Após o atentado, Tony Duarte, então candidato a vereador pelo PSD, foi levado para o quartel do Comando Geral da Polícia Militar, no Calhau, onde passou a ficar sob a proteção da PMMA. Ederaldo Menezes ficou tetraplégico, em consequência dos tiros que recebeu, e faleceu em São Luís, no dia 3 de julho de 2019, na UTI do Hospital do Servidor.
A polícia descobriu que o ex-PM José Eliúde Nunes foi quem comandou o ataque à Rádio São Luís e que um outro alvo dos pistoleiros era o delegado Stênio Mendonça, que investigava o crime organizado e havia marcado entrevista na emissora do Grupo Zildeni Falcão.
Stênio Mendonça foi assassinado um ano depois, em 25 de maio de 1997, na Avenida Litorânea, após ter sido atraído para o local por um telefonema.

LEIA AQUI O DESABAFO DE TONY DUARTE

TONY DUARTE DESABAFA: “Foi um dos fatos mais estúpidos da história do jornalismo maranhense”

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