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Restrições no exterior viram obstáculo para maratonistas irem para Tóquio

A chegada da primavera no Hemisfério Norte e do outono no Sul marca também a abertura da temporada internacional de maratonas. É a chance de atletas do mundo inteiro tentarem índice para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas os brasileiros temem ser definitivamente excluídos do jogo em um momento no qual diversos países fecham as fronteiras para quem sai do Brasil. Por causa disso, treinadores, atletas, dirigentes e organizadores se mobilizam para tentar viabilizar uma inédita seletiva no país.

Paulo Roberto de Paula e Daniel Chaves qualificados para os Jogos de Tóquio

Ao menos cinco brasileiros do grupo que treina com Cláudio Castilho em São Paulo estavam inscritos para correr em Santa Rosa, na Argentina, no fim de semana passado. Mas a prova foi cancelada em cima da hora. Além disso, o país vizinho está impedindo a entrada de visitantes brasileiros.

Os cinco — Ederson Vilela, Valdilene dos Santos, Andreia Hessel, Adriana Aparecida dos Santos e o coelho Bruno Lopes — estão também inscritos para a Maratona de Milão (Itália), daqui a um mês, mas hoje a Itália impede a entrada de pessoas que estiveram no Brasil nos 15 dias anteriores.

Maratona no Brasil Desde o início da pandemia, o setor de corridas de rua está completamente parado no Brasil. Todas as maratonas programas para acontecerem de março de 2020 até hoje foram canceladas e não há perspectiva de que isso mude tão cedo. Mas, na falta de outras oportunidades, a CBAt está estudando a possibilidade de realizar um evento em “bolha” até o prazo limite para obtenção de índices na maratona, que é 31 de maio.

Hoje o Brasil só tem dois maratonistas com índice olímpico: Paulo Roberto de Paula, que tem base em Portugal, e Daniel Chaves. Eles também são os únicos em atividade no país que, em algum momento da carreira, correram abaixo de 2h11min30, o índice exigido — Solonei Rocha, que tinha 2h11min32, se aposentou recentemente.

Mas a chegada dos novos tênis tecnológicos da Nike e da Adidas baixou de forma considerável os tempos no mundo todo e aumentou as expectativas de que outros brasileiros também obtenham índice, principalmente no masculino. No feminino isso é mais difícil. Já em reta final de carreira, Adriana Aparecida da Silva tem o segundo melhor tempo da história entre brasileiras, 2h29min17, e precisaria chegar muito perto disso para fazer o índice de 2h29min30. Ela vai se aposentar depois da Olimpíada.

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