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Atleta busca sonho de medalha paraolímpica após traumas com câncer

O esporte sempre fez parte da história da atleta Luiza Guisso Fiorese. Hoje com 22 anos, ela cresceu na zona rural da cidade de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo, e costumava brincar de tudo. Na escola, participava de todas as atividades de Educação Física e, com 11 anos, entrou para o handebol já com o objetivo de participar de competições e com o sonho de integrar a seleção brasileira. Porém, com 15 anos, uma doença acabou fazendo com que a jovem mudasse seus planos.

Luiza teve osteossarcoma no fêmur esquerdo, um tipo de câncer que atinge as células formadoras do osso. Com isso, ela teve que substituir parte do fêmur por uma prótese que a impossibilitou de seguir seu caminho no handebol. “Foi algo que me afetou muito e me deixou muito frustrada porque boa parte dos meus planos passava por esse esporte. Quando o médico disse que eu não poderia mais praticar esporte de contato, foi como se eu tivesse perdido uma parte de mim”, conta.

Luiza Guisso Fiorese

Luiza teve que se reinventar, mas não deixou o seu amor pelo esporte de lado. Há cerca de um ano, a jovem passou a praticar vôlei sentado, modalidade esportiva que se parece com o voleibol, mas adaptado para atletas com deficiência. Em pouco tempo, Fiorese passou a integrar a seleção brasileira de vôlei sentado, que faz seus treinos em Goiânia e se prepara para os jogos paraolímpicos de Tóquio.

“Eu comecei a fazer o curso de jornalismo porque queria trabalhar com esportes e via na profissão essa oportunidade. Quando participei de um programa televisivo, encontrei a Gizele Maria Dias, que atua no vôlei sentado e me indicou para participar. Foi quando me encantei pela modalidade esportiva e tudo mudou em minha vida”, detalha a atleta.

Atualmente, Luiza integra a lista de atletas pré-selecionadas para a disputa dos jogos paraolímpicos de Tóquio, que estavam marcados para acontecer neste ano, mas foram adiados por conta da pandemia da Covid-19. Com uma ascensão tão rápida no esporte, a atleta se diz animada para buscar uma vaga na equipe que participará dos jogos e em trazer uma medalha paraolímpica para o Brasil.

“Eu esperava participar das Paraolimpíadas fazendo coberturas jornalísticas, mas essa possibilidade de estar no Japão como atleta em tão pouco tempo de esporte é algo que me motiva ainda mais”, afirma a atleta. “Em 2016, no Rio de Janeiro, a seleção ficou com a medalha de bronze, mas estamos com expectativas de alcançar o ouro e disputar em condições de igualdade com outras grandes potências, como Estados Unidos, Rússia e China”, destaca a atleta do voleibol sentado.

Caminho para o sonho

Para ficar mais próxima da vaga para Tóquio, Luiza Fiorese se mudou para Goiânia para participar dos treinamentos com a seleção brasileira de voleibol sentado a convite do treinador Agtônio Guedes. Em terras goianas, a atleta afirma que sentiu uma evolução em seu rendimento. “Ainda sou vista como uma promessa do esporte, até porque estou há apenas um ano na modalidade esportiva, mas sinto que dei um grande salto técnico. Para seguir meu sonho, tive que trancar a minha faculdade e seguir com a seleção em Goiás”, destaca a atleta.

Ela chegou em Goiânia em janeiro deste ano e contava com a ajuda dos pais para se manter no estado. Em maio, Luiza Fiorese ficou sabendo do projeto #ElasTransformam, da MRV, por meio de uma seguidora de seu Instagram. A campanha buscava impulsionar a participação das mulheres em modalidades olímpicas e está contemplando 12 atletas com uma bolsa por 24 meses. (SEM FRONTEIRAS)

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