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Conheça Patati, a promessa assinou dois contratos com o Santos em um mês

Weslley Patati

O Santos tem, sim, senhor, mais uma jovem revelação na qual apostar para o futuro. Weslley Patati chegou ao Peixe há apenas seis meses, mas precisou de apenas um amistoso para encantar o respeitável público e, em menos de um mês, assinar dois contratos com o clube da Vila Belmiro, passando a ter uma multa rescisória de 100 milhões de euros. Natural de Presidente Dutra, no Maranhão, o garoto de 16 anos foi descoberto pelo olheiro Joãozinho Bonfim, na filial das escolinhas Meninos da Vila da Bahia.

Ele já chegou a fazer testes no São Paulo com 13 anos, mas não foi aprovado muito por causa de sua estatura: hoje mede 1,64 m

“Me impressionei no primeiro treino dele. Chegou muito magro, pequeno, mas fizemos um fortalecimento e ele já brilhou nas duas primeiras competições. Em 40 dias o levei para o Santos. Quando cheguei, me perguntaram a idade dele e fizeram piada, dizendo que ele era sub-12. Eu respondi que futebol se mostrava em campo”, disse Joãozinho.

E foi assim. Patati chegou ao Peixe em julho e assinou seu primeiro contrato no dia 18 de dezembro. O vínculo era de formação, mas o garoto precisou de apenas dois dias e uma partida para mostrar que não veio ao Santos de palhaçada. Em um duelo amistoso contra o Atlético Roraimense, o atacante se destacou de tal maneira que saiu do “picadeiro” praticamente direto para a sala da diretoria para discutir o vínculo profissional, assinado na última semana.

“É um sonho. E maior do que imaginei. Ainda nem acredito que estou assinando meu contrato profissional com o Santos, ao lado da minha mãe e das pessoas que acreditaram no meu potencial. Há seis meses, eu nunca tinha jogado em nenhum clube profissional, buscava uma única chance em mostrar meu futebol e, em poucos dias, assinei dois contratos. Estou muito feliz. Agora, quero evoluir muito aqui no Santos e chegar ao time profissional. Tem um novo caminho pela frente”, afirmou Patati.

O apelido que Weslley carrega surgiu nas quadras do Maranhão. O menino não tinha chuteiras para jogar o futsal e pegava emprestada. Como ele era sempre o menor da turma, os tênis ficavam muito grandes em seus pequeninos pés.

“Comecei a jogar futebol aos oito anos, na quadra do Colégio Luiz Rocha, em minha cidade. E como era quadra, eu precisava de tênis para jogar. Eu não tinha. Pegava emprestado dos meninos que iam jogar depois. Aí, ficava enorme no meu pé e eu sempre fui o menor. Desde os primeiros jogos, ganhei o apelido de Patati, porque parecia um tênis de um palhaço dentro de quadra. Mas mesmo assim, comecei a me destacar ali. Dali, fui para o Atlético Maranhanse, no futebol de campo”, explica o garoto Weslley Pinto Batista, o Weslley Patati.

Patati é atacante de lado de campo e tem o drible como característica marcante. Descobridor do jovem, Joãozinho acredita que seu estilo de jogar lembra o lendário Dener, da Portuguesa.

“Ele tem o drible fácil, é muito inteligente e finaliza muito bem. Ele tem o DNA do Menino da Vila. Me lembra o Dener jogando. O Patati é uma ‘mosca branca’, ou seja, é raro. No trabalho de captação dificilmente a gente acha um jogador com todas essas características juntas. A maturação dele é baixa, ainda vai desenvolver muito, até fisicamente.

O Peixe se adiantou para assinar o vínculo profissional de Patati por segurança. O clube da Vila Belmiro estreia hoje na Copa Santiago, tradicional competição sub-17 que ocorre no Rio Grande do Sul. Já na primeira fase o Santos terá pela frente clubes como o Alianza Lima-PER e o Nacional-URU. (UOL-ESPORTE)

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