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Da noite do eu te amo para a manhã do adeus: O que é o amor?

MARIZA GARCIA*

Falar do amor é muito fácil.

Agora vivê-lo é difícil, é preciso ser inteligente, ter experiência, ter cumplicidade para ser gigante!

O amor é leve, não cobra, divide, apoia, mora nos pequenos detalhes.

Ele pode estar na paciência de ouvir, no respeito que temos um pelo outro, no dia a dia e poder contar com a presença do outro sempre que necessário.

O amor nos conecta com as diferenças para cuidarmos um do outro.

Através do amor, oferecemos ao nosso parceiro, um jardim seguro de belas flores, para que ele possa ser o que é, e sentir-se acolhido.

Ser humano, e ter amor, é amar.

Você já pensou viver um relacionamento de paz, tranquilidade, com todas essas características acima citadas e no dia seguinte receber uma mensagem que diz assim: “Você não tem culpa de nada. Acho que ninguém tem culpa. Não sei te dizer o que aconteceu. Hoje, me considero seu ‘amigo’ e você continua muito importante na minha vida”.

Será que “Freud” explica essa mudança? Ou nem ele espera essa reação tão brusca do ser humano? Ele é considerado um dos pais da psicanálise na área que investiga a mente humana.

Freud, indica que “o amor é o estado que o sujeito atinge quando se sente igual à outra pessoa por quem se apaixona”. “Ou seja, ao amar o sujeito, passa a escolher um ideal que ele nunca conseguirá ter”.

O psicanalista alerta que como toda energia está no objeto; o sujeito nunca investe em si mesmo.

Será isso? Ou nos apaixonamos apenas pela libido, pelo tesão que temos um pelo outro? Isso pode acabar depois de uma noite apaixonante na manhã do dia seguinte?

Eu não concordo, pois acho que o amor pode ser genuíno e durar muito mais, “havendo o equilíbrio perfeito entre a paixão, a intimidade e o compromisso racional”. Segundo Robert Sternberg.

Isso quer dizer: “motivação biológica e atração física”, segundo ele.

O filósofo Descartes acha que “o amor acontece no presente: é o consentimento que o outro já faz parte de você. Você não quer ‘sugar’ o outro, você quer caminhar junto”.

Lindo, lindo, quando amamos estamos consentindo ao parceiro fazer parte da nossa vida e nós fazermos parte da dele: na cumplicidade, nos diálogos, nos toques, nos olhares, nas decisões, em tudo que possamos crescer para respaldar o nosso amor para “eternidade enquanto durar”.

A sinceridade, é uma virtude que deve existir no relacionamento.

Agora deixar de amar de um dia para o outro, é psicanálise urgente!

Amar, é mexer com a alma, com o físico, com a essência, com a mente, não pode ser à toa que deixamos de amar o outro de um segundo para um minuto, no imediatismo ou insignificantemente.

Será que nos tornamos excessivamente pequenos, sem valor, sem importância de um dia para o outro, junto à pessoa que até poucas horas dizia te amar apaixonadamente e que sem você não conseguiria focar o futuro?

É bárbaro, é terrível brincar com sentimentos, mas ainda existem pessoas que brincam todos os dias de amar, e como sabem representar bem!

Eu dou um conselho: procure cuidadosamente o seu AMOR e providencie o mais rápido um forte antídoto para não sofrer decepções!

Amar é sublime!

*Escritora, autora do livro Fragmentos e membro fundador da Academia Cururupuense de Letras-ACL.

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