Coronel Carlos Furtado destaca o papel da literatura e da cultura na preservação da memória das polícias militares
Presidente da Almebras falou aos comandantes-gerais das polícias militares do Brasil, em São Paulo, durante o Congresso de Operações Policiais – COP Internacional 2026 e defendeu a aproximação entre segurança pública, literatura e cultura

Coronel PMMA Furtado fala aos comandantes-gerais das PMs do Brasil
Em um encontro que reuniu os comandantes-gerais das polícias militares dos estados e do Distrito Federal, na terça-feira (11), o coronel PMMA Carlos Augusto Furtado Moreira, presidente da Academia de Letras dos Militares Estaduais do Brasil e Distrito Federal (Almebras), apresentou uma reflexão sobre a importância da literatura, da cultura e das academias de letras na valorização da trajetória dos homens e mulheres que integram as instituições militares estaduais.

Cel. Furtado e a coronel Glauce Cavalli, comandante-geral da PMESP
Convidado a falar sobre literatura e cultura, o presidente da Almebras aproveitou a oportunidade para destacar uma convicção que norteia sua atuação institucional: “As polícias militares são, muitas vezes, a última barreira entre o caos e a sociedade”.
Segundo o coronel, essa missão é desempenhada diariamente por homens e mulheres que fazem do dever uma verdadeira vocação, enfrentando riscos e desafios para garantir a proteção da sociedade.
Entretanto, para Carlos Furtado, aqueles que têm a missão de proteger o presente também precisam contribuir para preservar a memória institucional e humana das corporações.
Foi nesse contexto que o presidente apresentou aos comandantes-gerais a Almebras, seus objetivos, sua importância e as ações desenvolvidas pela entidade para estimular a produção literária entre os militares estaduais e preservar experiências, histórias e conhecimentos construídos ao longo das décadas.
A proposta defendida é aproximar cada vez mais a literatura dos quartéis, das academias, das universidades e da sociedade, criando espaços para que policiais militares possam registrar suas experiências profissionais, reflexões, pesquisas e vivências por meio da produção intelectual.
Para o presidente da Almebras, a literatura exerce uma função que ultrapassa o campo artístico. Ela constitui instrumento de preservação da identidade, da história e dos valores institucionais. “A farda protege o presente; a literatura preserva o passado e inspira o futuro”, afirmou Carlos Furtado.
UMA CAUSA ALÉM DA INSTITUIÇÃO
Durante sua manifestação, o presidente da Almebras ressaltou a receptividade encontrada entre os comandantes-gerais, considerando o momento uma oportunidade não apenas para apresentar uma instituição, mas, sobretudo, para defender uma causa.
A iniciativa busca estimular uma cultura de valorização da produção intelectual dentro das polícias militares, reconhecendo que a experiência acumulada por seus integrantes representa importante patrimônio histórico e cultural para o país.
Nesse sentido, a Almebras pretende ampliar sua presença junto às corporações militares estaduais, incentivando a criação e o fortalecimento de academias de letras, projetos editoriais, concursos literários, antologias, pesquisas históricas e outras iniciativas voltadas à produção e à difusão do conhecimento.
A aproximação entre segurança pública e cultura também representa, segundo a entidade, uma forma de humanizar a imagem do policial militar, revelando, para além da farda e da função operacional, o cidadão, o pesquisador, o escritor, o poeta, o historiador e o intelectual que também integram as fileiras das corporações.
LITERATURA COMO INSTRUMENTO DE MEMÓRIA
A presença do presidente da Almebras junto aos comandantes-gerais reforça uma das principais bandeiras de sua gestão: transformar experiências em conhecimento, histórias em memória e sentimentos em literatura.
Ao final de sua participação, Carlos Furtado destacou o sentimento de dever cumprido à frente da entidade e reafirmou sua disposição de continuar trabalhando pela expansão da literatura militar no Brasil. “Volto para casa, com a certeza de que cumpri o meu papel com a Almebras”, declarou.
A mensagem deixada em São Paulo sintetiza a visão defendida pelo presidente da entidade sobre a relação entre segurança pública e cultura: “Enquanto a Polícia Militar protege a sociedade contra o caos, a cultura e a literatura a protegem contra o esquecimento”.
A participação do coronel Carlos Furtado representa, assim, mais um passo na consolidação da Almebras como espaço de integração, valorização e difusão da produção intelectual dos militares estaduais brasileiros, fortalecendo a compreensão de que a história das polícias militares também precisa ser contada por aqueles que a constroem diariamente.
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