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E 2026, oficialmente, inicia! O que teremos no porvir, para o país, só incógnitas…

SEBASTIÃO UCHOA
Advogado e delegado de Polícia Civil aposentado.

E o calendário de 2026 já toca para frente, acerca dos rumos que o país adotará para com as eleições gerais que se avizinham. Haja expectativas duvidosas, para quem politicamente acompanha os quadros afins…

Sabe-se que há representações de interesses para todos os lados, sejam de bandeiras vermelhas, verde amarelo ou mescladas em linhas ideológicas de esquerda, direita e centrão, à luz da indigitada política proselitista brasileira que tanto corrói e macula a ética na condução das coisas públicas, no modelo republicano assentado na Carta Política de 1988.

Há evidentes crises institucionais, sejam na seara dos poderes legítimos de representação social (Legislativo ou Executivo), sejam no órgão de Justiça (Judiciário), que deveria manter-se equidistante das antíteses que movimentam o modelo democrático ainda em vigência no país, mas o que vemos e ouvimos corresponde a uma verdadeira assunção de competência não prevista na Constituição Federal de 1988, ou seja, ora legislando, ora decidindo contra os princípios e cláusulas pétreas insculpidas no referido texto normativo constitucional, infelizmente.

A sensação que escândalos, em diversas matizes, já se tornaram lugares comuns no cenário nacional, algo em que tudo está legitimado sob argumentos vis de todos os lados. Não se pode olvidar que o escândalo do então mensalão se repete sob outra denominação nas chamadas emendas parlamentares, que continuam sendo ponto crucial de alimento a corrupções diversas no jogo republicano brasileiro. No fundo, se “gritar pega ladrão”, de fato, a sensação é que ainda não fica um ileso nos corredores da podre política partidária nacional, mesmo que acolá encontremos solitários éticos em meio à podridão que impera nos corredores da política brasileira.

O fato se repete onde jamais se deveria esperar acontecer, ou seja,  na Justiça brasileira, quando exemplos de isenção, impessoalidade e imparcialidade, passam distante com tanta quebra de valores ético-morais que facilmente se extraem com as péssimas, horrendas e abjetas posturas adotadas por alguns de seus membros e proteção corporativa dos demais, e o pior, com a sensação de aval por quem mais deveria zelar pelo cumprimento da ordem jurídica no país, qual seja, a Procuradoria-Geral da República, por meio de tantos pronunciamentos débeis e aviltantes. Exemplo disso é o arquivamento do caso do banco Master no que se reporta à “análise” da legalidade do contrato milionário firmado entre a referida instituição financeira e a esposa de um dos ministros da suprema corte do Brasil. No mínimo, hilária e repugnante a conclusão ministerial para com toda a nação brasileira. Ou seja, é subestimar a inteligência até mesmo básica do povo brasileiro.

Parece que caiu bem a intenção do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, sobre a implantação de um Código de Ética para o Tribunal ante os escândalos envolvendo seus pares nos últimos meses de 2025. Nas palavras atualizadíssimas do historiador israelense Yuval Noaha Harari, em Nexus, bem acentua que “criar mecanismo de autocorreção, já aceita o nível de falibilidade” das instituições, sobretudo daquelas que lidam com relação de poder, especificamente. Fortalecendo mais e mais o próprio conceito de uma democracia institucional no país.

O que causa estranheza e revolta são os sucessivos pronunciamentos contraditórios do Congresso Nacional, que deveria primar pelo Estado de Direito, colocando cada um no seu lugar naquilo que a competência legislativa delegada pelo povo lhe atribui. Contudo, nos conchavos de arrumadinhos para todos os lados, assistem-se numa visão nua, fria e crua decepções reiteradas, ainda que acolá luzes se insurgem nas duas Casas (Senado e Câmara), mas fracas o suficiente para serem engolidas pelos interesses espúrios e condições de reféns por que se encontram nos freios e contrapesos monstequianos ainda em vigência, mas deturpados à luz da Ciência Política que tanto repugna tais posturas para com a organização de um Estado, sobretudo que se diz viver sob à égide de Direito.

Na realidade, não sabemos o que nos espera! Milhões serão despejados oriundos do fundo partidário, que também constitui uma fonte primária de destinações e destruições adversas no campo da revelação de uma democracia viciada por que se instalou e persiste na política brasileira, cujos resultados finais desaguam nas repetições da receita de maus exemplos sendo reiterados na condução da coisa pública, ante à paupérrima politização da nação, ainda que avanços significativos tivemos ao longo desses últimos anos com a chegada da redes sociais que tanto tem libertado o povo da ignorância política. Contudo, também o tornando preso às armadilhas das chamadas fakes News das forças políticas em disputas pelos projetos de poder que ostentam ou buscam perpetuação na condução dos interesses não nacionais propriamente ditos.

Tristemente, num país em que perduram a ignorância, o analfabetismo político e o assistencialismo barato com tantas manipulações ideológicas sob ódios retroalimentados 24 horas no espectro nacional propositalmente, sejam na ala política, econômica e religiosa nas disputas por espaços, 2026 oficialmente inicia apontando que teremos no por vir, só incógnitas diante de tantos brasis no Brasil dos novos tempos. Oxalá, reserve esperanças de reversão para tal previsão com verdadeiramente um FELIZ 2026 para todos, AMÉM!

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