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Jomar Moraes: Uma vida dedicada à Literatura Maranhense e ao serviço público

EVA RUFINO DA SILVA CASTRO
Acadêmica titular da cadeira nº 19, da Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares (Amclam)

Escrever sobre Jomar Moraes, um dos maiores nomes da literatura contemporânea do Maranhão, é uma tarefa emotiva e orgulhosa. Em 31 de maio de 2023, tive a honra de tomar posse na Academia Maranhense de Letras (AML) e ocupar a cadeira nº 10, que leva o nome desse ícone da cultura maranhense.

Jomar da Silva Moraes nasceu em Guimarães-MA, em 6 de maio de 1940, filho de José Alípio de Moraes Filho e Marcolina Cyriaca da Silva. Primogênito de cinco irmãos, Jomar se destacou desde cedo pela sua paixão pelas palavras, um talento que o acompanharia por toda a vida.
Sua habilidade em lidar com a linguagem era tamanha que lhe rendeu o título de “encantador de palavras”, em uma obra homônima de Félix Alberto Lima, Benedito Buzar e Sebastião Moreira Duarte.

Jomar foi um pesquisador, ensaísta, cronista, crítico e historiador da literatura maranhense, com uma formação invejável: Bacharel em Direito, Especialista em Direito Empresarial e Comunicação Social, Mestre em História do Brasil e Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual do Maranhão.

Sua trajetória de vida é um exemplo de superação e dedicação. Iniciou sua carreira como Soldado da Polícia Militar do Maranhão, em 1959, e ascendeu rapidamente na corporação, alcançando a graduação de Sargento. Sua passagem pela PMMA, marcada pela disciplina e pelo compromisso com o serviço público, moldou seu caráter e influenciou sua visão de mundo.

Jomar Moraes, mesmo cerrando fileiras na carreira militar, sua paixão sempre foi a literatura. Em 1963, lançou seu primeiro livro de poesia, “Seara em Flor”, composto por 28 poemas de forte inspiração evangélica. A obra, que explorava temas como fé, esperança e amor, abriu-lhe as portas para o mundo das letras e o incentivou a seguir na produção literária.

Em 1969, foi eleito para a Academia Maranhense de Letras, ocupando a cadeira nº 10, fundada por Raul Astolfo Marques e patroneada por Antônio Henriques Leal. Jomar presidiu a AML por 22 anos, um período marcado por sua dedicação à instituição e pelo fortalecimento da cultura maranhense. Durante sua gestão, a AML promoveu diversos eventos literários, lançou novos autores e consolidou seu papel como centro de referência da cultura no estado.

Além da literatura, Jomar Moraes também se dedicou ao serviço público. Após deixar a Polícia Militar, foi aprovado em concurso público para o Departamento de Correios e Telégrafos, onde trabalhou por muitos anos. Sua trajetória profissional é um testemunho de seu compromisso com o serviço público e com o desenvolvimento do Maranhão.

Jomar Moraes faleceu em 14 de agosto de 2016, mas sua memória e seu legado continuam vivos na literatura maranhense. Sua trajetória inspiradora é um farol que guia todos aqueles que se dedicam à arte da palavra, um exemplo de como a paixão pela literatura e o compromisso com o serviço público podem transformar vidas e construir um futuro melhor para a sociedade.

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