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Como se equilibrar na corda bamba da instabilidade econômica?

Especialista dá dicas de como economizar no atual cenário de inflação

Diego Henrique é professor do curso de Administração da Estácio São Luís

Não está fácil para ninguém com tantos aumentos nos preços do combustível, no gás de cozinha e nos alimentos. O trabalhador brasileiro tem que fazer um verdadeiro malabarismo na corda bamba da economia, neste período de inflação. O cenário não é nada animador! Mas como manter o orçamento diante de tantos reajustes com elevações nos produtos, já que o salário não acompanha este mesmo ritmo?

O especialista e professor, Diego Henrique, do curso de Administração da Estácio explica que as elevações de preços nos combustíveis irão por consequência, fazer com que pese no bolso dos consumidores, como reflexo, os produtos alimentícios, uma vez que, o deslocamento desses gêneros é realizado por meio de veículos terrestres.

“Não vamos deixar de consumir porque aumentou, tem a necessidade dele para transportar, impactando no custo das mercadorias. É a demanda inelástica aos preços, que impacta uma série de bens, não só os alimentícios, como também em outros fretes”, avaliou. O economista destaca que nesse momento de sensibilidade dos preços é necessário que as contas sejam feitas, e que haja pesquisa de preços, em busca de uma economia.

Segundo o especialista, o aumento de preços neste momento decorre, tanto da instabilidade econômica, provocada pelo cenário atual de pandemia pela Covid-19, como pela generalizada elevação de preços dos importados, nos derivados de petróleo e industrializados. O consumidor já sente no bolso o peso desse momento por alguns fatores: perda de renda provocada pela pandemia e aumento dos preços de produtos alimentícios, consequência dos aumentos nos combustíveis.

“Para atenuar este movimento de subida dos preços, será necessária uma intervenção do governo, no sentido de subsidiar esses aumentos, evitando assim, que o consumidor pague a conta, por essas elevações. Se isto não for feito, ficará, cada vez mais, insustentável”, alertou.

Por enquanto, a alternativa é pesquisar os preços, regrar os gastos e definir prioridades, é o que sugere Diego Henrique. Quem anda pesquisando os preços é a técnica de enfermagem, Ana Cruz, de 30 anos. Em relação ao combustível trocou a gasolina pelo etanol. “Pesquiso se o posto de combustível está com um preço mais baixo, pago no débito, pois o valor cobrado nesta opção é mais baixo. No supermercado, vou substituindo alguns alimentos, levando mais macarrão em vez do arroz, me virando e economizando como posso”, detalhou.

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