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‘ESPETO DE PAU’: Nonatinho Promotor e a obra superfaturada da sede das promotorias de São Luís

Ex-procurador geral de Justiça do Maranhão, Raimundo Nonato de Carvalho Filho

O candidato a prefeito de São Bernardo, Raimundo Nonato de Carvalho Filho, conhecido como Nonatinho Promotor, tem posado de bom moço e defensor da justiça desde que iniciou as movimentações de pré-campanha em São Bernardo. Porém, a história do ex-procurador geral de Justiça do Maranhão tem algumas marcas nem um tanto positivas em questão de lisura e competência.

Nonatinho Promotor ocupou o cargo de procurador-geral de Justiça por quatro mandatos, nos biênios 1997/1998, 1999/2000, 2002/2004 e 2004/2006. Nesse período, contabiliza brigas internas com ex-colegas magistrados e o pior, esteve diretamente envolvido com a construção de um prédio que teve gastos astronômicos e durou anos para ficar prontos.

A obra em questão foi a construção da sede das promotorias da capital. O prédio, que ficou conhecido como “Espeto de pau”, foi construído na quarta gestão de Raimundo Nonato de Carvalho Filho como procurador geral de Justiça do Maranhão, em 2006.

O famoso “Espeto de Pau”, onde hoje funciona a sede das Promotorias da capital

Em 2017, na gestão do ex-procurador geral Francisco Barros Souza, foi encomendada uma perícia que apontou erros na elaboração e execução da obra. Os responsáveis, incluindo Nonatinho Promotor, nunca foram punidos ou se repararam pelos “erros”.

A obra levou mais de dez anos para ser entregue, entre reformas e “arrumadinhas”, e custou, de acordo com o levantamento nos contratos assinados, R$ 11.227.134,87 (onze milhões, duzentos e vinte e sete mil, cento e trinta e quatro reais e oitenta e sete centavos). Um superfaturamento corresponde a exatos R$ 9.909.677,89 (nove milhões, novecentos e nove mil, seiscentos e setenta e sete reais e oitenta e nove centavos) a mais que o valor inicial orçado.

Além de ter iniciado a obra, Nonatinho Promotor foi integrante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão fiscalizador dos Ministérios Públicos estaduais, que poderia investigar o superfaturamento da obra do ‘Espeto de Pau’, mas não fez.

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