Texto do Pr. Sérgio, publicado na Página Gospel do dia 12/12/21
OS SEGREDOS DE UMA IGREJA ABENÇOADA E ABENÇOADORA !
Em Gn. 33: 1-17 temos a narrativa do encontro de Jacó com Esaú, seu irmão , depois daquela tensão entre eles por causa do direito de primogenitura , que pertencia a Esaú, mas que havia sido usurpado por Jacó.
Nesse encontro nós percebemos algumas atitudes de ambos os lados que podem nos ensinar muito enquanto igreja de Cristo, se desejamos uma igreja abençoada e abençoadora. Senão vejamos:
1- HUMILDADE OBJETIVANDO RECONCILIAÇÃO, QUANDO OS LAÇOS FRATERNOS SÃO QUEBRADOS.
“E ele mesmo (Jacó) , adiantando-se, prostrou-se à terra sete vezes, aproximar-se de seu irmão” (v. 3). Prostrar-se à terra sete vezes diante de alguém para saudá-lo era um reconhecimento de superioridade, uma vez que esse tipo de saudação era prestada aos reis. Jacó, pois, estava reconhecendo a superioridade de Esaú em relação à ele. Era como se ele estivesse, naquele momento, devolvendo e reconhecendo o direto de primogenitura de Esaú que ele havia usurpado.
2- CUIDADO COM OS MAIS FRACOS.
“Disse Esaú: partamos e caminhemos ; eu seguirei junto de ti. Porém Jacó lhe disse: meu senhor sabe que estes meninos são tenros, e tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se forçadas a caminhar demais um só dia, morrerão todos os rebanhos” (vs. 12, 13). Se desejamos ser uma igreja abençoada e abençoadora, precisamos ter cuidado e ajudar os mais fracos, isso pode significar descer até o nível em que eles estão , abraçá-los e caminhar junto com eles, respeitando as suas dificuldades e limitações.
3- PERDÃO.
O verso 4 nos dá conta que, quando Esaú viu a atitude de humildade de Jacó, correu ao seu encontro, o abraçou, beijou-lhe, ofereceu o seu perdão e os dois choraram juntos. A atitude humilde de Jacó pode terra ajudado o processo, mas de nada adiantaria se Esaú não estivesse disposto a lhe perdoar. A atitude de Esaú em perdoar o seu irmão é uma grande lição para nós, que às vezes guardamos rancor no coração em relação a um irmão durante anos. Aprendamos com essa narrativa a perdoar-nos uns aos outros , se é que desejamos ser uma igreja abençoada e abençoadora. Não deixe que o passado seja uma barreira no presente que irá comprometer negativamente o futuro. Deixemos o passado onde ele deve estar, no passado. E corramos com perseverança a carreira que nos está proposta seguindo para o alvo, que é a semelhança da varonilidade de Cristo. Finalizo parafraseando um princípio da Reforma Protestante que diz: “Igreja Reformada e Sempre se Reformando.” E eu digo: “Igreja Perdoada e Sempre Perdoando.” Pare e pense nisso! (Sérgio Lima, escravo de Cristo por causa da Cruz, sem qualquer titularidade ou prestígio, apenas um escravo. Escravo alforriado, mas escravo).
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