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Texto do Pr Hamilton Rocha (IBCalhau – S.Luis – Ma) Publicado na PG do dia 02/02/2020

“NÃO SEJAS INCRÉDULO, MAS CREIA!”

João 20:27

Pr. Hamilton Rocha*

    A igreja de Jesus teve seu início e término na noite em que Jesus foi traído e preso. Os discípulos desertaram com medo das autoridades religiosas. Estavam desorientados, confusos, porém, juntos. Segundo o relato joanino eles estavam reunidos com as portas trancadas por medo dos judeus (João 20:19). Estavam todos lá ao anoitecer do domingo, com exceção de Judas e Tomé. Sabemos as razões da ausência de Judas, mas e Tomé, por que não estava lá? Não sabemos. A ausência naquela ocasião poderia ter-lhe custado muito, até mesmo a perda de sua fé, não fosse a atuação do Senhor.

I  – A IGREJA DE PORTAS TRANCADAS (v.19)

    É surpreendente constatar que os discípulos de Jesus não acreditaram em suas palavras. Ele os advertira que seria preso, condenado, crucificado, morto, mas que ao terceiro dia ressurgiria dentre os mortos. Se os seus discípulos tivessem confiado nele teriam feito uma vigília diante do túmulo, esperando o Senhor sair dali de forma gloriosa. Ao contrário, eles fugiram apavorados.

    A presença de Jesus levou àquele culto paz, alegria, esperança, bênçãos que Tomé perdeu porque não estava presente. Quantas bênçãos deixamos de receber quando faltamos às celebrações e às reuniões de nossa igreja! Perdemos a bênção da comunhão, a bênção da adoração, a bênção da intercessão, a bênção da Palavra ministrada ao nosso coração. Tomé perdeu tudo isso.

    Jesus levou paz ao coração deles: “Paz seja convosco” (v.21). Deu-lhes autoridade (vv.21,23) e soprou sobre eles o Espírito Santo, como uma prévia do derramamento do Espírito Santo 50 dias depois, no Pentecostes. Tudo isso em um culto só. Percebam o que Tomé perdeu!

    Sem a presença de Jesus em nossa vida seremos como aquela igreja de portas fechadas, sem poder, sem entusiasmo, sem comprometimento.

II – PROCURANDO O FALTOSO (VV.24,25)

    Os discípulos presentes àquela reunião ficaram ansiosos para compartilhar com Tomé as bênçãos advindas pela presença do Senhor: “Vimos o Senhor!”. Eles não abandonaram seu irmão cético. Eles foram procurá-lo.

    Jesus teve muita paciência com aquele discípulo incrédulo (vv.27-29). Aprendamos com nosso Mestre a exercitar a paciência com os irmãos faltosos.

III – “NÃO SEJAS INCRÉDULO, MAS CREIA!”

    Tomé resolveu ir ao culto no domingo seguinte e o que aconteceu foi extraordinário. Novamente Jesus esteve presente e como Tomé foi abençoado! Recebeu a paz de Cristo, suas dúvidas foram dissipadas e, profundamente impactado pela presença do Mestre, Tomé fez uma das maiores declarações de fé de toda a Bíblia: “Senhor meu e Deus meu” (v.28).

    O apóstolo João, extasiado diante das revelações dos acontecimentos que ainda virão, prostrou-se aos pés do anjo para adorá-lo, mas este lhe disse: “Não faças isso, porque eu sou conservo teu…adora a Deus” (Apocalipse 22:8,9). Jesus, ao contrário, aceitou a adoração de Tomé. O cético virou crente.

IV – A IGREJA DE PORTAS ABERTAS

    O que fez a igreja ressurgir das cinzas foi a ressurreição do Senhor. Depois que o Senhor ressurreto apareceu aos seus discípulos eles recobraram o ânimo e, no poder do Espírito Santo saíram das portas trancadas para proclamarem o evangelho ao mundo.

    Nós precisamos definir o que somos como igreja: uma igreja de portas fechadas ou uma igreja de portas abertas?

    Peçamos uma visitação especial do Senhor em nossas vidas e na sua igreja.

    A palavra de Jesus a Tomé é uma mensagem para sua igreja de todos os tempos. Como se ele dissesse: “Pensas que estás agindo certo em permanecer incrédulo até que recebas as mais completas evidências relacionadas pelos sentidos; mas o que será das gerações vindouras se a mesma exigência for solicitada? Todos os futuros crentes precisam aceitar o fato da minha ressurreição baseados em teu testemunho, Tomé”.

    Na verdade todos nós que sucedemos a Tomé “vivemos pela fé, e não por vista” (II Coríntios 5:7).

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