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Lealdade: Como ser sólido em um mundo cada vez mais líquido – Parte 1

Irailton Melo de Souza

A Bíblia dá muita importância ao tema da lealdade. Em Prov. 3.3 (NTLH) a Palavra de Deus ordena: Não abandone a lealdade e a fidelidade; guarde-as sempre bem-gravadas no coração.” Antes de prosseguirmos no tema, contudo, três perguntas precisam ser respondidas: o que  é lealdade? Por que falar de lealdade? Como construir uma cultura de lealdade?

1. O QUE É LEALDADE?

LEALDADE anda de mãos dadas com FIDELIDADE.Porém, são coisas distintas. Alguém definiu lealdade e fidelidade assim: A fidelidade é permeada por regras, obrigações, compromisso formal. É conexão com fio, em que te dou uma ponta e fico com a outra. Assim, ficamos ligados, mas tendo que manter a vigília para o fio não escapar e nosso aparelho não desligar. A lealdade é permeada por vínculo, vontade e afeto. É o pacto que se firma não apenas por valores morais, mas sim por valores espirituais mais profundos. É conexão “wi-fi: fidelidade sem fio”, que faz com que permaneçamos unidos a outremindependente da existência de condutores ou contratos. Permanecemos em pleno funcionamento por convicções permanentes e duradouras, invisíveis aos olhos.

Vemos, portanto, que a lealdade está amparada em valores profundos e não apenas em cláusulas contratuais ou acordos formais. Desse modo, o que nos mantem fieis nos compromissos que assumimos é a lealdade, são os nossos valores mais densos.

Isto responde à primeira questão: o que é lealdade?

2. POR QUE PREGAR SOBRE LEALDADE?

Porque vivemos tempos de profunda deslealdade. Há deslealdade nos negócios, na política, na família, na igreja, nos Poderes que regem a nação, nas relações interpessoais, etc.

Resgatar o princípio bíblico da lealdade, portanto, torna-se uma questão vital para uma sociedade que está se diluindo na deslealdade e na perda de seus valores fundamentais.

Observemos a amplitude da deslealdade. Pensar a deslealdade apenas pelo prisma de um segmento (igreja, família, casamento, política) é ter uma visão míope da situação.

A questão é muito mais grave. A deslealdade é uma construção histórico-cultural, muitas vezes difícil de ser tratada porque muitas atitudes desleais não são vistas como tais.

Por exemplo, em João 16.2, Jesus disse aos seus discípulos que eles seriam expulsos das sinagogas e que chegaria o tempo em que eles seriam mortos; e quem os matasse pensaria que estava prestando um culto a Deus. 

O sociólogo Z. Bauman – que criou as brilhantes expressões “sociedade líquida”, “mundo líquido”, “modernidade líquida”-, diz que como estamos inseridos é uma economia baseada no descarte, somos exigidos diariamente a mudar de identidade e não nos apegarmos às coisas do passado. Ao pensar que não podemos mudar essa realidade, a fuga passa a ser nossa opção. Fugimos da realidade para não termos que pensar sobre a nossa condição infeliz.  

3. COMO CONSTRUIR UMA CULTURA DE LEALDADE?

Esta terceira pergunta será respondida mas na frente. Porém, já podemos adiantar que existe um fator indispensável, sem o qual não podemos falar de lealdade entre pessoas: trata-se da lealdade a Deus. Sem lealdade a Deus e à sua Palavra, todos os esforços parasermos leais uns aos outros serão inúteis. A lealdade de uns aos outros é reflexo direto da lealdade que se tem para com Deus e à sua Palavra.

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