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Rubens Júnior diz que Brandão “é a pessoa certa para fazer o melhor para o Maranhão”

O deputado federal Rubens Jr defende que o pré-candidato escolhido para a sucessão de Flávio Dino seja o vice-governador Carlos Brandão


O deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) não esconde de ninguém sua predileção pelo nome do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), na corrida para a sucessão do governador Flávio Dino. Rubens salienta o quanto Brandão está qualificado para o desafio e destaca seu perfil agregador.
“Precisaremos ampliar as ações para a superação dos efeitos da pandemia. Justamente por ter trabalhado junto ao governo no enfrentamento ao coronavírus, Brandão tem muita experiência acumulada e capacidade para ampliar as políticas nessa área. É isso que acho mais importante: o vice-governador Carlos Brandão está no lugar certo, na hora certa e é a pessoa certa para fazer o melhor para o Maranhão”, afirmou Rubens Jr em entrevista ao Jornal Pequeno.
Ele enumerou uma série de aspectos em que o Maranhão deu um salto desde 2015 e ratificou a sua lealdade ao govenador Flávio Dino e ao seu partido nesta entrevista:
Jornal Pequeno – Qual sua avaliação do cenário que começa a se esboçar com vistas à sucessão do governador Flávio Dino em 2022?
Rubens Jr – O governador Flávio Dino pensou em ser pré-candidato a presidente da República, seu governo inclusive permitiria que ele sonhasse com isso, mas com a pré-candidatura do presidente Lula houve um reposicionamento do governador. Nós iremos apoiar o presidente Lula como pré-candidato.
Com isso, o governador deve ser pré-candidato ao Senado. Por força da Lei, ele deixará o governo em abril do ano que vem e quem assume é o vice-governador Carlos Brandão.
O governador decidirá sobre seu sucessor de forma coletiva, dialogando com todos os partidos e aliados. Eu sou liderado pelo governador Flávio Dino e sem dúvida respeitarei a decisão do meu partido, mas na condição de deputado federal, defendo que o pré-candidato escolhido seja o vice-governador Carlos Brandão.
JP – Quais os motivos desse apoio a Brandão?
RJ – Eu conheço bem o vice-governador Brandão e ele está preparado para esse momento. Ele já foi deputado federal, foi por várias vezes secretário de Estado e o mais importante: ele conhece bem o governo Flávio Dino. Neste momento, o importante é saber quem pode dar continuidade às ações do governo Flávio Dino, com capacidade de diálogo, de experiência e de ação.
Precisaremos ampliar as ações para a superação dos efeitos da pandemia. Justamente por ter trabalhado junto ao governo no enfrentamento ao coronavírus, Brandão tem muita experiência acumulada e capacidade para ampliar as políticas nessa área. É isso que acho mais importante: o vice-governador Carlos Brandão está no lugar certo, na hora certa e é a pessoa certa para fazer o melhor para o Maranhão.
JP – O jogo sucessório dentro do grupo de Flávio Dino está aberto ou se pode dizer que prevalecerá o que o governador vem sugerindo já há algum tempo em suas falas sobre o candidato da sua preferência?
RJ – O candidato apoiado pelo governador Flávio Dino será o favorito e o governador comandará a sua própria sucessão. Defendo a unidade do nosso grupo e trabalho para isso. Todos os partidos estão sendo ouvidos, mas como sempre digo, a escolha não deve levar em consideração apenas a visão dos políticos. O candidato escolhido deve ter um perfil voltado para o povo e deve ser leal também, aos seus princípios e ao legado que este governo tem construído. Essas, inclusive, estão entre as razões pelas quais defendo a pré-candidatura do vice governador Brandão.
JP – Qual deve ser, na sua avaliação, o legado do governo Flávio Dino para o povo do Maranhão?
RJ – O governo Flávio Dino nos deu muitas conquistas. Em 2014, o Estado era controlado por facções direto de Pedrinhas, que cortavam cabeças e queimavam ônibus e pessoas. Hoje presos trabalham e devolvem parte dos investimentos que o governo faz no sistema prisional, além de reforço no Sistema de Segurança com a contratação de mais policiais, aquisição de viaturas, investimentos em equipamentos e reforma de unidades.
Hoje temos o maior IDEB da história do Estado, são mais de 1300 obras na área educacional, antes não tínhamos escola em tempo integral e técnico e agora temos.
Antes, nós tínhamos UTI apenas em São Luís, Presidente Dutra e Coroatá, Balsas, Chapadinha, Caxias, Timon, Imperatriz, Porto Franco, Pinheiro, Santa Inês, Bacabal. Sem contar a Rede estruturada de Hospitais Macrorregionais.
Antes tínhamos apenas seis restaurantes populares, hoje temos sessenta espalhados por todas as regiões do Maranhão. Fui por duas oportunidades secretário do governo Flávio Dino e atesto Brandão conhece muito bem esses programas porque viveu de perto e porque conhece a realidade, ele ajudou a coordenar as ações que levaram, mesmo no município mais distante, alguma marca do governo Flávio Dino.
Por fim, destaco o grande papel do governo do Maranhão no enfrentamento à pandemia. Agora temos que enfrentar os muitos impactos econômicos, sociais e sanitários decorrentes desse período.
JP – Há um debate em torno da reforma administrativa. O Governo Federal diz que ela vai acabar com privilégios, mas setores ligados aos servidores defendem que a Reforma é um passo grande para inviabilizar o Serviço Público. Como o senhor avalia a PEC-32?
RJ – Uma reforma administrativa é necessária, mas o texto apresentado pelo Poder Executivo não caminha nessa direção. Na verdade, ele fragiliza o concurso público e o concurso não é um privilégio para o servidor e sim uma conquista da sociedade. É justamente o servidor concursado que pode tomar suas decisões técnicas, independente de posições políticas externas, então quando você prejudica o concurso público e a estabilidade dos servidores, você está precarizando a prestação de serviços para a população.
A PEC-32 cria uma espécie de “voucherização” do serviço público. Ela diz que o serviço público será prioritariamente da iniciativa privada e subsidiariamente do Poder Público. A reforma administrativa deveria andar no sentido de dar eficiência aos serviços públicos e não de reduzi-los, por essa razão votarei contra esse texto atual da PEC.
JP – O Congresso Nacional derrubou recentemente um veto do presidente da República e manteve o Sistema de Federações Partidárias. Para o senhor, quais os avanços desse novo modelo e o que muda efetivamente?
RJ – Na mudança da reforma política aprovada, tivemos pouquíssimas alterações, o que foi um avanço. Temos que parar de mudar a lei eleitoral a todo momento. O eleitor precisa ter clareza de quais são as regras para decidir melhor em quem ele irá votar.
Nós temos muitos partidos no Brasil, hoje são mais de 30. Com a Federação, se dois partidos estão juntos durante a campanha, eles precisam ficar juntos durante os quatro anos do mandato. Não é apenas um namoro, mas um noivado, quase um casamento.
O sistema de coligação era estadualizado, em cada estado acontecia uma um conjunto de uniões diferentes. Com a Federação, o partido que se unir no Maranhão, tem que se unir no Piauí, no Ceará, etc. Vamos reduzir o número de legendas e permitir que os partidos só façam essa união com outros de pensamentos parecidos, reduzindo o assim com o fisiologismo. Sem dúvida, a Federação vem para fortalecer o sistema partidário.

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