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Deputado Arnaldo Melo propõe Alcântara como município de interesse turístico

O deputado Arnaldo Melo diz que seu projeto é importante para fomentar o desenvolvimento do turismo em Alcântara

O deputado Arnaldo Melo (MDB) apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa propondo que a cidade de Alcântara seja classificada como Município de Interesse Turístico. Em sua proposição, o parlamentar argumenta que Alcântara tem vocação para desenvolvimento do turismo alicerçado quanto à criação de políticas públicas, pesquisas e planos de ação para os atrativos hoje existentes em seu território e sem infraestrutura de apoio turístico.

Arnaldo Melo observa ainda a criação de outros atrativos expressivos, equipamentos e serviços turísticos. No texto do projeto em que propõe Alcântara como Município de Interesse Turístico (MIT), para desenvolver sua potencialidade turística, mas preservando as suas riquezas naturais, o deputado faz um relato da velha cidade histórica:

O município de Alcântara teve seu início no século XVI com um aglomerado de aldeias das quais faziam parte com o nome significativo de Tapuitapera (terra dos índios). Com a vinda da expedição de Daniel de La Touche, senhor de La Ravardiere, e a constante infiltração de franceses nas tribos indígenas, estabeleceram-se relações amistosas com aqueles. Pouco depois, batizava-se o primeiro alcantarense com o nome de Martinho Francisco. Em sua taba, ergueu-se uma capela, e conta-se ter sido celebrada aí a primeira missa em terras de Alcântara.

Após a expulsão dos franceses, firmou-se o domínio português, mas a importância da aldeia não foi diminuída. Entre 1616 e 1618, começou a colonização portuguesa em Taquitapera, com um pequeno presídio que os índios destruíram mais tarde.

Com a subdivisão das capitanias do Maranhão e do Grão-Pará, Taquitapera passou a condição de cabeça da capitania de Cumã, doada pelo primeiro Governador do Maranhão, Francisco Coelho de Carvalho, ao seu irmão Antônio Coelho de Carvalho, a 19 de março de 1624. Entretanto, não parece ter o donatário dado rápido desenvolvimento à capitania, pois em 1641, ao tempo da invasão holandesa, foi ela abandonada após breve período de ocupação.

O progresso da aldeia só foi observado em 1648, quando elevada à categoria de vila, com o nome de Alcântara, sob a invocação do apóstolo São Matias. A essa época já existia uma igreja de pedra e cal dedicada a São Bartolomeu, e já estavam erguidos os primeiros engenhos de açúcar.

Logo depois de criação da vila, iniciou-se a construção do Convento de Nossa Senhora dos Remédios, que mais tarde passou à invocação de Nossa Senhoras das Mercês, depois, do Convento de Nossa Senhora do Carmo, obra também vultuosa. Alcântara prosperou progressivamente em todos os setores e tornou-se o maior centro produtor da Província, em que se contavam as grandes fortunas da época. Sem dúvida o que muito contribuía para o seu enriquecimento era o número elevado de escravos.

Tornou-se habitual entre as famílias ricas enviar filhos a Coimbra para ali se educarem, já que a vila só dispunha de escolas das primeiras letras, prolongando-se essa prática por muitos anos. Contribuía para isso o número elevado de famílias constituídas por colonos portugueses ali radicados, em maioria de origem fidalga. Mais tarde, com a criação do curso jurídico no Brasil, Olinda substitui Coimbra.

Em 1835 foi criada a Comarca, sendo o seu primeiro promotor Clóvis Bevilacqua. Em 1836, foi elevada a categoria de cidade, fase em que atingiu o apogeu de sua grandeza.

A promessa de visita de D. Pedro II, que nunca se concretizou, gerou uma competição entre Barões para construirem o que chamavam de o mais belo Palácio para hospedá-lo. Daí o requinte e ostentação da arquitetura original da cidade, que chegou a ser capital da província.

O fim da exportação do algodão do Maranhão para o mercado europeu, a abolição da escravatura e o deslocamento da produção maranhense do litoral para os vales dos rios Itapecuru-Mirim, Mearim e Pindaré. Gradativamente, porém, Alcântara perde o primado na produção maranhense, refletindo-se o declínio de suas atividades econômicas em sua vida social.

Em 22 de dezembro de 1948, data do tricentenário de sua elevação a vila. Alcântara foi considerada “Cidade Monumento Nacional”, pelo acervo arquitetônico de seu Centro Histórico, dotado de belos casarões, herança de seu período áureo. Alguns em ruinas, mas mantendo a sua imponência e luxo, tombado pelo IPHAN. Nas comunidades rurais, preservam muito das tradições dos índios e negros que ali habitaram na época da escravidão. São vários quilombos e comunidades que fazem questão de manter as características de seus ancestrais, numa demonstração de personalidade.

Fica próximo também a cidade de Alcântara a ilha de Cajual, um importante sitio arqueológico do Maranhão. A presença de fósseis de espécies que também viveram na África comprova que a África e América do Sul já foram um só continente. Alcântara é muito conhecida pelos seus doces de espécie. A festa do Divino Espírito Santo (“Festa do Divino”) é bastante difundida no estado, já que são aproximadamente 15 dias de festa durante a qual são servidos, de graça, licores e doces.

No início da década de 80, o município é escolhido para sediar o CLA – Centro de Lançamento de Alcântara. Segundo os especialistas, a escolha do município, fora em razão de sua privilegiada posição geográfica (entre as baias de São Marcos e Cumã), permitindo um baixo custo de lançamento de foguetes por sua proximidade da linha do Equador. Além de suas boas condições meteorológicas climáticas, que são regulares, e ainda a sua posição no mapa oferecer satisfatórias condições de segurança.

Alcântara localiza-se a uma latitude 02°24’32” sul e uma longitude 44°24’54” oeste, estando a uma atitude de 32 metros. Sua população é de 21.652 habitantes de acordo com o IBGE/2010. Possui uma área de 1.457.916 km². Integrante da região metropolitana de São Luís.

Distante 30 quilômetros de São Luís, o acesso à cidade pode ser feito por sistema de ferry-boats, que ligam a cidade de São Luís até o porto de Cujupe, em Alcântara, bem como por barcos menores e catamarãs saindo do Cais da Praia Grande, no centro de São Luís. Por terra, a partir do Porto de Cujupe dista 53 km da Alcântara pela MA-106. Via rodoviário de São Luís dista 470 km, aproximadamente de 7 horas de viagem, através das BR-135, BR-222, MA-014 e MA-106.

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