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Hora de soltar o grito preso na garganta: valeu, Helena!

Helena Leite foi sepultada em São Luís, na manhã de domingo (31), sob aplausos de uma multidão incalculável

Existe uma São Luís que só o povão conhece. Misteriosa. Surpreendente. Nas horas de dor ela se manifesta de forma assustadora. Só um exemplo: foi assim na gigantesca e espontânea manifestação popular que marcou o sepultamento de Antônio José, o ‘Lobo’, DJ da Radiola Estrela do Som.

Foi assim, agora também, no domingo passado (dia 31), no enterro da radialista Helena Leite. A ilha rebelde se levantou e se rendeu à guerreira, à fibra de uma mulher briguenta, por vezes inoportuna, e irreverente. Teve a audácia de se incompatibilizar com as autoridades do Maranhão. Pagou um preço muito alto por isso: foi condenada a ‘ficar na geladeira’. E foi nessa condição que ela morreu, na madrugada de sábado (30).

Como repórter de jornal, fiz cobertura do sepultamento de figuras legendárias como Jackson Lago, Cafeteira, João Castelo, o poeta Nauro Machado e o padre João Mohana. Mas nunca tinha visto tanta multidão como no enterro de Antonio José e da nossa saudosa radialista. Viva o ‘Lobo’! Viva Helena Leite!

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