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Taxa de homicídios do Maranhão cresce mais de 3 vezes em 15 anos

MAPA DA VIOLÊNCIA

Estado, que registrava 6,7 assassinatos por 100 mil habitantes em 1996, saltou para 22,5 em 2010

De 2000 a 2010, o número de assassinatos no Maranhão mais do que quadruplicou: subiu de 344 para 1.541

POR OSWALDO VIVIANI e GABRIELA SARAIVA (JP)

A taxa de assassinatos do Maranhão cresceu 3,4 vezes entre 1996 e 2010. Passou de 6,7 homicídios por 100 mil habitantes, em 1996, para 22,5 em 2010. Os dados são do estudo ‘Mapa da Violência 2012 – Os Novos Padrões da Violência Homicida no Brasil’, coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari, de São Paulo.

O estudo – divulgado na quarta-feira (14) – mostra que o Maranhão ainda é um estado que apresenta uma das menores taxas de homicídios do país (7ª menor entre os 25 estados mais o Distrito Federal), mas registra um crescimento preocupante. Em 11 anos (2000 a 2010), o número de assassinatos no Maranhão mais do que quadruplicou: saltou de 344 em 2000 para 1.541 em 2010 (crescimento de 4,5 vezes).

Nesse período, nenhum dos três governadores que administraram o estado – Roseana Sarney (PMDB), José Reinaldo Tavares (PSB) e Jackson Lago (PDT) – conseguiu deter o avanço dos homicídios. Tampouco tiveram êxito nesse aspecto os quatro secretários de Segurança Pública do período – Raimundo Cutrim, Raimundo Marques, Eurídice Vidigal e Aluísio Mendes (atual).

As principais cidades maranhenses também registraram, na última década, incrementos significativos em suas taxas de homicídios, segundo o Mapa da Violência 2012.

A capital, São Luís, com pouco mais de 1 milhão de habitantes, viu sua taxa de homicídios crescer 3,4 vezes em 11 anos: de 16,6 assassinatos por 100 mil habitantes em 2000 para 56,1 em 2010.

Em números absolutos, aconteceram 144 homicídios em São Luís em 2000 e 569 em 2010.

Imperatriz, segunda maior cidade do estado, com população de mais de 247 mil pessoas, teve 29 assassinatos em 2000 contra 138 em 2010 – a taxa de homicídios, que era 12,6 em 2000 pulou para 55,8 em 2010.

São José de Ribamar, na Grande Ilha, também teve fermentados tanto a taxa como os números absolutos dos homicídios entre 2000 e 2010. O município – com cerca de 163 mil habitantes – não teve nenhum caso de assassinato em 2000. Já em 2010, aconteceram 30 homicídios na cidade. A taxa saltou de zero para 18,4 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes.

No Brasil – Nos últimos 30 anos, a violência no país praticamente dizimou uma cidade inteira de grande porte. Cerca de 1,1 milhão de pessoas foram vítimas de homicídio. A média das últimas três décadas é de quatro brasileiros assassinados por hora. Só em 2010, foram mortas 50 mil pessoas, numa contabilidade de 137 assassinatos por dia.

‘Para se ter uma ideia da tragédia, só 13 cidades brasileiras têm população que ultrapassa 1 milhão. Se matou no Brasil muito mais gente do que em pa íses onde há conflito armado’, disse Júlio Waiselfisz, responsável pelo Mapa da Violência 2012.

Veja a seguir as taxas de homicídios dos 25 estados brasileiros mais o Distrito Federal.

RANKING DAS TAXAS DE HOMICÍDIOS*

Alagoas: 66,8

Espírito Santo: 50,1

Pará: 45,9

Pernambuco: 38,8

Amapá: 38,7

Paraíba: 38,6

Bahia: 37,7

Rondônia: 34,6

Paraná: 34,4

Distrito Federal: 34,2

Sergipe: 33,3

Mato Grosso: 31,7

Amazonas: 30,6

Ceará: 29,7

Goiás: 29,4

Roraima: 27,3

Rio de Janeiro: 26,2

Mato Grosso do Sul: 25,8

R. Grande do Norte: 22,9

Maranhão: 22,5

Acre: 19,6

R. Grande do Sul: 19,3

Minas Gerais: 18,1

São Paulo: 13,9

Piauí: 13,7

Santa Catarina: 12,9

(*) Por 100 mil habitantes;

Fonte: Mapa da Violência 2012 (Instituto Sangari)

Dezembro registra 30 assassinatos em 16 dias na Grande São Luís

O Instituto Médico Legal (IML) registrou entre os dias 1° e 16, deste mês, o total de 30 homicídios, na região metropolitana de São Luís. Desse total, 20 ocorreram com uso de arma de fogo, sete com arma branca e três foram por outros meios, tais como pedrada, golpes com barra de ferro e espancamento.

Das vítimas, 28 foram homens e apenas uma mulher. Somente um adolescente esteve entre os assassinados. A faixa etária com maior número de vítima foi a que vai de 18 aos 30 anos, com um total de 17. Acima dos 30 anos foram contabilizados 16 mortos.

Os homicídios ocorreram em 22 bairros da região metropolitana de São Luís, sendo que Liberdade, Barreto e Maiobinha contabilizaram mais de um caso. Nas áreas da Cidade Operária, Vila Embratel e em São José de Ribamar também ocorreram dois casos, sendo que em localidades diferentes.

Entre os assassinatos que chamaram mais atenção neste mês, até o momento, estão os de Jorge Arão Raposo Seba, de 29 anos; de Bento de Jesus Cerqueira, 34; e o de Antônio José Cardoso, o ‘Coringa’, 43.

As mortes de Jorge Arão Raposo Seba e Bento de Jesus Cerqueira ocorreram em um espaço de tempo de aproximadamente duas horas, no mesmo bairro. Na madrugada do dia 2, Jorge Arão – filho do ex-prefeito de Santa Inês e ex-deputado José Franklin Seba, conhecido como ‘Frank Seba’, foi morto com dois golpes de faca, um no peito e outro nas costas, na Vila Conceição/Altos do Calhau. A polícia investiga a possibilidade de o executor ter sido Bento de Jesus Cerqueira, que foi morto horas depois, em um chiqueiro, em uma invasão conhecida como ‘Brejo’, também na Vila Conceição, depois de ser golpeado na cabeça, com uma barra de ferro, por uma pessoa ainda não identificada.

Outro caso de destaque foi o do vendedor de caranguejos Antônio José Cardoso, o ‘Coringa’, de 43 anos. Ele foi morto a tiros e seu corpo foi encontrado por populares, no meio da Avenida Vitorino Freire, no Bairro da Areinha. Segundo testemunhas, Coringa teria sido baleado por um policial, não identificado, durante uma tentativa de assalto.

O último homicídio registrado nos primeiros dezesseis dias deste mês teve como vítima o pedreiro Wellington Nascimento Ferreira, de 32 anos. Ele foi morto a tiros, durante um assalto, na Cidade Operária, quando retornava do trabalho, por volta das 20h de sexta-feira (16).

Segundo informou o delegado Válber Braga, do Plantão da Cidade Operária, Wellington Ferreira foi assaltado por dois homens, que estavam em uma motocicleta, que levaram vários pertences da vítima. O delegado contou que Ferreira residia na Rua Cristiano Oliveira, quadra 46, casa 46, na Vila Janaína; e deixou a mulher com três filhos.

Relação completa com nome e idades das vítimas

• Joerbeth Mendes da Silva – 21 anos

• Edmilson Correa de Sousa – 39 anos

• Jorge Arão Raposo Seba – 29 anos

• Bento de Jesus Cerqueira – 34 anos

• Aldo Costa Gomes – 33 anos

• José Mateus de Fonseca – 18 anos

• Domingos Antônio Amorim – 30 anos

• Sidney costa Almeida – 25 anos

• Wanderson Santos Silva – 22 anos

• Edilson Ney Matos – 35 anos

• Alexandro da Conceição Silva – 28 anos

• Ismael Pereira Paz – 23 anos

• Vanildo Jardilino da Silva – 33 anos

• Edvaldo Almeida dos Santos – 27 anos

• Edson Matos Costa – 44 anos

• Paulo Cesar Lima dos Santos – 30 anos

• José Pestana dos Santos Júnior – 37 anos

• Clerison Vieira – 33 anos

• Diego dos Santos Lemos – 24 anos

• Benilson de Jesusu Gamam Rosa – 41 anos

• Patrick Hudson Reis Sousa – 21 anos

• Wemerson Silva dos Santos – 27 anos

• Valmir Mendes Lindoso Júnior – 18 anos

• João Batista Ferreira Avelar – cerca de 30 anos

• Antônio José Cardoso – 43 anos

• Windson França Ferreira – 25 anos

• Wellington da Silva – 17 anos

• Carlos André Silva Farias – 23 anos

• Tailania Araujo Nascimento – 33 anos

• Wellington Nascimento Ferreira – 32 anos

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2 respostas para “Taxa de homicídios do Maranhão cresce mais de 3 vezes em 15 anos”

  1. Mario disse:

    A recusa dos coronéis da Polícia Militar em ir para a reserva remunerada vai gerar um caos no oficialato da corporação. Tenentes-coronéis e majores também já se preparam para entrar na Justiça contra a permanência deles na ativa.

    O problema na PM acontece por que quatro coronéis com tempo de permanência na ativa já vencido decidiram entrar na Justiça para continuar no posto. Um deles, o coronel Linhares, ganhou Liminar do desembargador Jorge Rachid para ficar até os 70 anos.

    A permanência dos “coronéis vencidos” engessa o sistema de promoções na Polícia Militar. Sem a aposentadoria deles, os demais oficiais não podem receber promoção, já que o número de vagas é regulamentado por lei.

    Os oficiais alegam que, ao se aposentar, perdem as vantagens que têm na ativa. Querem forçar o governo a garantir os benefícios mesmo depoisde pendurarem a farda.

    Privilégio que nenhum outro servidor público tem…

  2. rocha disse:

    Veja o esquema das licitações de Santa Helena comandada pelo irmão da prefeita e cunhado de coselheiro do tribunal de contas Expediente e limpeza é dele sua esposa e seu filho tem uma loja em São Luis tem uma empresa laranja em são luis que da as notas. Merenda duas empresas ganham de quem quer que seja depois ageitam os preços mais não e so isso não ele leva 10% de cada um permanente de um candidato a veriador local medicamento 20% já tem uma fortuna 8 casamba 2 maquinas escavadeira uma amante mais cara do maranhão já deu casa cara carro e etc.antes da eleição da da irmã tinha um gol 16 v cor de ouro

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