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Servidores querem hospital do Ipem de volta, transferido pelo governo Roseana

Por JULLY CAMILO (JP)

Diversas entidades que representam os servidores públicos estaduais, realizaram um café da manhã em frente ao Hospital Carlos Macieira (Ipem), reivindicando do governo estadual a devolução do hospital aos servidores. Para os servidores, o Ipem foi transferido pelo governo para o Sistema Único de Saúde (SUS) sem nenhum diálogo com a categoria, que foi remanejada para atendimento no Hospital São Luís, situado na Estrada da Mata, no município de São José de Ribamar.

Foto: Felipe Klamt

A transferência dos serviços aconteceu em novembro de 2011, após a inauguração do Hospital São Luís, do grupo Multiclínicas. A decisão foi tomada pelo Conselho Superior do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (Consup), órgão do governo do estado, presidido pelo chefe da Casa Civil, Luís Fernando Silva. O conselho tem como membro o secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, e conta com apenas um representante dos servidores públicos, os quais entendem que a mudança deveria ter sido discutida com toda a classe.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Amon Jessen, os servidores públicos não aceitam a mudança. “Se o Ipem, que possuía 400 leitos, às vezes tinha problemas para atender os mais de 105 mil servidores estaduais, imagine o Hospital São Luís, que tem apenas 70 leitos”, disse Jessen.

O sindicalista lembrou que o novo hospital do servidor é de propriedade da Multiclínicas e que o governo do estado paga por mês cerca de R$ 1,6 milhão de aluguel.

“As instalações são precárias e o hospital só serve como Central de Marcação de consultas, uma vez que o servidor tem de se deslocar para outro município para tentar agendar uma consulta que demora quase um mês para descobrir em que posto da Multiclínicas vai ser atendido”, declarou.

Amon Jessen revelou que o Ipem continua em reforma e que apenas parte do hospital está oferecendo atendimento. Ele contou que a ‘Casa de Saúde’ não tem serviços de urgência, emergência, cardiologia, pediatria, ortopedia, entre outros. “Acredito que ainda restem alguns pacientes internados aqui, por conta da falta de leitos na rede pública de saúde, mas devem receber apenas o atendimento básico. Temos a informação de que a Faculdade Ceuma teria alugado do governo parte das instalações do Ipem para utilizar como Hospital Escola”, disse Jessen.

Foto: G. Ferreira. Abaixo-assinado coletado para entrar com uma ação civil pública pedindo a devolução do hospital do IPEM

De acordo com o diretor de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), Júlio Guterres, além de o governo ter suspendido o atendimento ao servidor no Carlos Macieira, os transferiu para uma unidade terceirizada que não tem a mesma estrutura do Ipem. O educador frisou que o novo local apresenta problemas, como dificuldade de acesso e insegurança, falta de especialidade e atendimento adequado, entre outros. “A construção do Hospital Carlos Macieira só foi possível devido à contribuição mensal dos servidores estaduais, descontada nos contracheques dos trabalhadores. Estamos coletando assinaturas por todo o Maranhão, afinal o Ipem foi construído com a contribuição do trabalhador e não pode ser retirado do servidor pelo Estado”.

“O abaixo-assinado, que deverá conter pelo menos 20 mil assinaturas, será entregue nos próximos dias às assessorias jurídicas dos sindicatos dos servidores para que entrem com uma ação civil pública pedindo a devolução do hospital”, afirmou Guterres.

Ele relatou ainda que os servidores desconhecem o destino de suas contribuições, referindo-se à aplicação dos recursos do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (Fepa). E disse que no dia 7 de novembro de 2011, o governador em exercício, Washington Oliveira (PT), destinou à Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), por meio de Decreto publicado no Diário Oficial, o montante equivalente a R$ 30 milhões do Fepa.

“Queremos explicações sobre isso e vamos enviar também uma representação para a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa solicitando uma audiência pública, bem como para o Ministério Público Estadual. O governo nunca atendeu nossas solicitações, nem nos deu retorno quando o problema foi colocado. Portanto, neste momento, só nos resta contar com os meios legais de reverter esta situação”, afirmou Guterres.

Esta foi a segunda manifestação de servidores públicos estaduais contra a transferência do atendimento do Carlos Macieira para o Hospital São Luís. No dia 19 de janeiro, os trabalhadores já haviam protestado contra a medida diante da Biblioteca Pública Benedito Leite (centro de São Luís).

Outro lado – Em nota encaminhada ao JP, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) não comentou sobre a reivindicação dos servidores estaduais, que querem de volta o Hospital Carlos Macieira (Ipem).

A nota informa apenas que o Hospital de Alta Complexidade Dr. Carlos Macieira atende hoje todo e qualquer paciente do Sistema Único de Saúde (SUS), encaminhados por outras unidades de saúde públicas, municipais e estaduais.

O hospital, segundo a SES, tem uma competente equipe de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais da saúde. Os estudantes do Ceuma apenas fazem estágio no HCM, a exemplo do que ocorre com todos os grandes hospitais do país.

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8 respostas para “Servidores querem hospital do Ipem de volta, transferido pelo governo Roseana”

  1. Haroldo disse:

    Se alquem tem culpa são as entidades sindicais das varias classes de trabalhadores do estado que permitiram através de reuniões entre seus lideres que fosse melhor para seus afiliados.sendo que a entidade maior que é o sindicato dos servidores do estado concordou com a mudança penssando em melhorar os atendimentos emergencias com os ambulatorias.o que eu não entendo é que justamente agora em um ano eleitoral o seu julio guterres(eterno dono do sinproessema) esta se manifestanto ao contrario, em vez de ter ido visitar a convite dos gestores estaduais o novo hospital do servidor que se diga de passagem. muito moderno e com uma boa comodidade para o servidor,fico com pena da nossa classe de ser mais uma vez ser usada para objetivos do PCdoB.

  2. Movimento Democrata Livre de São Luis e Movimentos Sociais disse:

    a governadora roseana certamente tem entendimento proprio de ter sido mal auxiliada por muitos de seus secretarios. dai procede perguntar inclusive na questão da administração do hospital e recursos do IPEM, por que concordar com a merda que um auxiliar seu e importado de outro estado, quer fazer com a estrutura do hospital carlos macieira? será que a governadora não foi ainda ou não ouviu ou viu a situação precaria do famigerado hospital do servidor do governo do maranhão, lá para as bandas da Mata, local de dificil acesso e de suposta segurança pública ?? deixar a politicagem eleitoreira lucrar com a merda da ideia desse seu auxiliar, não nos parece administrativamente o mais correto. a não ser que proceda o pedido de terceiros para que o HCM seja transformado em hospital-escola, vergonhosamente com o dinheiro de nós contribuintes do IPEM, o que num primeiro momento não acreditamos.

  3. joao neto disse:

    Oi John, você sabe me dizer porque no portal da transparência do Governo do Estado do Maranhão traz a mensagem de que “atualmente a atualização está sendo feita diariamente” e no entanto, não conseguimos acessar os pagamentos feitos pela Secretaria de Saúde a partir de janeiro de 2012?

    Resposta: Vou checar João.

  4. ludovicensis disse:

    O aluguel desse hospital pertencente a um aliado da governadora e provável sócio de terras com petróleo e gas em Santo Amaro vem em hora de extrema necessidade para a operadora de plano de saúde, que não está conseguindo pagar os médicos prestadores de serviço, deixando os usuários à mingua.
    Na quinta-feira a diretoria do novo hospital levou uma caravana de jornalistas para auxiliarem na escolha de um outro prédio para instalação dos serviços ambulatoriais. O local escolhido foi o prédio onde antes estava instalada a Farmácia de Medicamentos Especiais, a FEME, na Curva do 90.
    Antes o secretário de saude mudou a FEME para a Praia Grande, sob alegação de que o acesso era difícil, pois preciva atender idosos e deficientes. Agora vai servir para atender doentes? Mas hoje já havia radialistas apregoando as vantagens do local.
    Veja o que disse o JP em 04.05.2011 sobre o local
    ( http://www.jornalpequeno.com.br/blog/johncutrim/?p=16529 )
    Dificuldades

    “… a reportagem do JP se dirigiu até o atual prédio da Feme, na Curva do Noventa. Lá, a equipe registrou a dificuldade que os usuários têm em atravessar a Avenida Jerônimo de Albuquerque para ter acesso à farmácia. Os repórteres experimentaram os riscos existentes no local, quando quase foram atropelados por um carro, no momento em que ajudavam a dona de casa Rejane Rodrigues, que saía da Feme, a atravessar a via com o seu filho nos braços para chegar até o ponto de ônibus.”

  5. Bob Sinclair disse:

    A Multiclínicas está falida e os donos estão sob insolvência da ANVISA, com a portaria publicada no DOU em 19/12/2011. Estima-se que eles devam no mercado cerca de R$ 9.000.000 e a verdade é que aquele hospital, que custou dos antigos donos apenas R$ 350.000 (Drs. Valadão, Pimentel, Jadiel e José Antônio), nunca funcionou porque os sócios atuais não o achavam viabilizaram como atrativo para os clientes do plano, mas para os funcionários do Estado ele é???

    RESOLUÇÃO OPERACIONAL – RO No- 1.131,
    DE 19 DE DEZEMBRO DE 2011

    Dispõe sobre a instauração do Regime de Direção Fiscal na operadora MULTICLÍNICA Assistência Médica, Cirúrgica e Hospitalar Ltda.

    A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar
    – ANS, no uso das atribuições que lhe confere o art. 86, inciso II, alínea “c” do Regimento Interno, aprovado pela Resolução
    Normativa RN No- 197, de 16 de julho de 2009, na forma do disposto no art. 24 da Lei No- 9.656, de 3 de junho de 1998, alterada pela Medida Provisória No- 2.177-44, de 24 de agosto de 2001, em reunião ordinária de 21 de novembro de 2011, considerando as anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves que colocam em risco a continuidade do atendimento à saúde, de acordo com os elementos constantes do processo administrativo n.º 33902.298289/2010-62, adotou a seguinte Resolução Operacional e eu, Diretor-Presidente, na forma do disposto nos incisos I e III, do art. 82, da RN 197 de 16 de julho de 2009, determino a sua publicação:
    Art. 1º Fica instaurado o Regime de Direção Fiscal na operadora MULTICLÍNICA Assistência Médica, Cirúrgica e Hospitalar
    Ltda., registro ANS No- 33.149-0, inscrita no CNPJ sob o No-10.364.370/0001-61.
    Art. 2º Esta Resolução Operacional – RO entra em vigor na data de sua publicação.

    MAURICIO CESCHIN
    Diretor-Presidente

    RESOLUÇÃO OPERACIONAL – RO No- 1.132,
    DE 19 DE DEZEMBRO DE 2011

    Dispõe sobre a determinação da alienação da carteira da operadora MULTICLÍNICA
    Assistência Médica, Cirúrgica e Hospitalar Ltda.

    A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, no uso das atribuições que lhe confere a alínea “b”
    do inciso II do art. 64 do Regimento Interno aprovado pela RN No- 81, de 2 de setembro de 2004, na forma do disposto no art. 24 da Lei No- 9.656, de 3 de junho de 1998, alterada pela Medida Provisória No- 2.177-44, de 24 de agosto de 2001, em reunião ordinária de 21 de novembro de 2011, considerando as anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves que colocam em risco a continuidade do atendimento à saúde, de acordo com os elementos constantes do processo administrativo No- 33902.298289/2010-62, adotou a seguinte Resolução Operacional e eu, Diretor Presidente, na forma do disposto nos incisos I e III do art. 82, da RN 197 de 16 de julho de 2009, determino a sua publicação:
    Art. 1º Fica determinado que a operadora MULTICLÍNICA Assistência Médica, Cirúrgica e Hospitalar Ltda., registro ANS No-
    33.149-0, inscrita no CNPJ sob o No- 10.364.370/0001-61, promova a alienação da sua carteira, no prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data do recebimento da intimação a que se refere o art. 10 da RN No- 112, de 28 de setembro de 2005.
    Art. 2º Esta Resolução Operacional – RO entra em vigor na data de sua publicação.

    MAURICIO CESCHIN
    Diretor-Presidente

  6. paulo Sousa disse:

    ESSE GOVERNO DE MERDA SÓ FAZ BOSTA!!

  7. Que o hospital seja devolvido ao servidor público….

  8. Que o hospital seja devolvido ao servidor público.

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