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Sem Caboclo, Fernando Sarney e Walter Feldman se tornam nomes fortes da CBF na Copa América

Com o afastamento de Rogério Caboclo da presidência da CBF, principal fiador da vinda da Copa América para o Brasil, caberá a Fernando Sarney, um dos vices, ser o rosto político da confederação que atuará nos bastidores da competição. Filho do ex-presidente José Sarney, Fernando é a escolha natural já que é o representante da Conmebol na Fifa. Ele foi eleito em 2018 por unanimidade.

A função deveria ser exercida por Coronel Nunes, presidente interino. Porém, não é novidade que ele não dá as cartas na CBF. Ele só assumiu o posto por uma determinação do regimento interno, que exige que o cargo seja ocupado pelo vice-presidente mais velho da entidade.

Nunes ocupará a cadeira mais poderosa do futebol brasileiro até que acabe o afastamento de Rogério Caboclo, no dia 6 de julho, ou caso ele seja deposto em definitivo do cargo, até que o novo presidente assuma. Sua obrigação é convocar eleição em até 30 dias, a partir da confirmação que o cargo está vago.

No entanto, o fato de Sarney ter ligação com a Conmebol não quer dizer que suas decisões serão seguidas à risca por Nunes. E mesmo que ainda não tenha sido confirmado que Caboclo será mesmo afastado definitivamente, as articulações para sua sucessão já estão acontecendo – e dará as cartas aquele que tiver mais influência sobre o interino.

Tentativa de afastamento
Fontes ouvidas pelo GLOBO também alegam que Walter Feldman, secretário-geral da CBF, terá papel atuando nos bastidores. Foi ele, inclusive, que articulou diretamente com o governo federal as tratativas para confirmar o torneio no país quando ainda não havia o aval público de Jair Bolsonaro e seu estafe.

Feldman foi o alvo do último ato de Caboclo na CBF. Mesmo já estando afastando, ele assinou um documento com data retroativa o demitindo do cargo, como revelou o Uol nesta terça-feira. A portaria foi desfeita por Coronel Nunes, com quem Feldman tem ótima relação. O secretário-geral, que é o segundo cargo mais importante da CBF, chegou ao posto em 2015 a convite de Marco Polo Del Nero, de quem se tornou braço-direito.

Embora negue, Feldman é um dos fiadores da campanha de Castellar Guimarães Neto à presidência da CBF, que também tem ligações com o ex-presidente da CBF, hoje banido do futebol pela Fifa. O Globo

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