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Professores da Ufma fazem paralisação de advertência

Por Jully Camilo (JP)

Ontem (19), os professores da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) realizaram a primeira das duas paralisações de advertência, programadas para este mês de abril. A decisão foi tomada em assembleia, realizada na tarde do último dia 10, no Auditório Ribamar Carvalho, campus do Bacanga. O objetivo do movimento é pressionar o governo federal a cumprir o acordo estabelecido em 2011, com o sindicato nacional da categoria, que trata entre outras coisas da Campanha Salarial 2012, Carreira Docente e Previdência.

Segundo o professor e presidente da Associação dos Professores da Universidade Federal do Maranhão (Apruma), Vilemar Gomes Silva, estão programadas duas etapas de discussões sobre a reestruturação da carreira docente e as respostas do governo federal sobre a campanha nacional da categoria. Ele explicou que as paralisações acompanham as deliberações da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior/Sindicato Nacional (Andes-SN) e dos Servidores Públicos Federais. “Essa é uma luta nacional contra o descaso do governo com o nosso trabalho, a nossa saúde, os nossos salários e com os nossos direitos de um modo geral. Queremos apenas condições dignas e uma universidade pública de qualidade”, disse.

De acordo com Vilemar, só na Ufma existem aproximadamente 1.500 docentes e o que a categoria almeja entre outros pontos é que acabe a distinção entre docentes do ensino superior, básico e tecnológico. O presidente da Apruma explicou que estão programadas uma série de atividades no Auditório Ribamar Carvalho, onde os debates sobre as propostas referentes à Campanha Salarial 2012, Carreira Docente e Previdência possam ser discutidos. “Queremos basicamente a carreira única para professor federal; previdência social pública, com garantia de direitos duramente conquistados ao longo da história; a não privatização da saúde pública, especialmente por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH); reestruturação da carreira do docente apresentado pelo Andes-SN e pelo cumprimento do acordo que propõe a incorporação de duas (Gemas e GEDBT) gratificações e aumento do vencimento básico”, informou.

Na segunda paralisação, marcada para o dia 25, os professores federais também devem parar as Instituições Federais (Ifes) em defesa da pauta unificada dos Servidores Públicos Federais (SPF). A Apruma pontuou ainda que a categoria pode optar por uma greve por tempo indeterminado a partir de maio, caso as reivindicações não sejam atendidas.

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