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Pistoleiro forja crime com ketchup e é descoberto após namoro com ‘vítima’

Uma história inusitada chamou a atenção da polícia de Pindobaçu, a 400 km de Salvador. Um pistoleiro contratado para matar uma mulher forjou o crime utilizando ketchup e foi descoberto pela mandante, ao ser flagrado com a ‘vítima’ em uma feira da cidade.

Maria Nilza Simões, a mandante, procurou a delegacia para dar queixa contra o ex-presidiário Carlos Roberto de Jesus. O delegado chamou o acusado para dar explicações e a história veio à tona.

Carlos Roberto contou ao delegado que foi contratado por Maria Nilza para matar uma outra mulher, Erenildes Aguiar Araújo. Ele receberia R$ 1 mil pelo crime.

O ex-presidiário disse que aceitou o trabalho, mas que entrou em contato com a vítima e juntos fizeram um plano. Compraram ketchup e foram para um matagal forjar o crime. O ex-presidiário derrubou o molho em cima de Erenildes, colocou uma faca presa entre o braço e a costela e tirou uma foto. Com a imagem em mãos, o pistoleiro mostrou para a mandante do crime que o trabalho estava finalizado e recebeu a quantia.

O caso aconteceu em junho. Um tempo depois, a mandante do crime encontrou com a ‘vítima’ em uma feira, aos beijos com o ex-presidiário, segundo o delegado.

Maria Nilza foi indiciada por crime de mando, Carlos Roberto por extorsão e Erenildes, como cúmplice no crime de extorsão. Todos vão responder em liberdade. (Globo)

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3 respostas para “Pistoleiro forja crime com ketchup e é descoberto após namoro com ‘vítima’”

  1. zORRO disse:

    Parece até coisa de brogodó. Só não dá para rir porque houve realmente a intenção da mandante de que um assassinato fosse cometido. E isto não pode ficar só no campo do faz de conta. Esta mandante tem que pagar pelo crime que cometeu.
    O diabo é se o promotor for como um que eu conheço e que para tudo pede duas testemunhas.

  2. Benigno disse:

    EFEITO DISSUASIVO

    A eficácia de um blefe reside no fato de ele estar ideologicamente associado a uma fonte real ou fictícia capaz de produzir resultados atemorizadores. Sendo que a imagem da fonte de referência já preexiste no plano mental. Ousamos dizer que chega a ser uma espécie de trauma reprimido, no indivíduo ou no coletivo, causando-lhes um temor.
    A expressão, “sujeito mal-encarado”, teria nascido da antropometria preconizada pelo criminalista italiano, Césare Lombroso (1835-1909), em sua obra, L’uomo delinquente. A face do criminoso, em potencial, esboçada por Lombroso tinha sobrancelhas circunflexas, nariz esborrachado, queixo plano e lábios grossos. Ainda hoje, quando algumas pessoas querem passar por “marvadas”, enfarruscam a cara e fitam para quem pretendem intimidar ou simplesmente manifestar para o visado algum tipo de insatisfação.
    A nossa língua portuguesa tem grafado o adjetivo patibular, de patíbulo, estrado ou lugar sobre o qual se aplica a pena de morte aos condenados. Portanto, patibular é tudo aquilo que faz lembrar a morte. Assim como a cor negra está vinculada a trevas e a lúgubre. Juízes usam togas pretas para desestruturarem psicologicamente seus interrogados. Polícia utiliza fardamento escuro para levar terror aos seus perseguidos, exibe caveira como logomarca em determinadas viaturas etc. Ah, meu amigo, Nildo Nunes, tem à frontaria de sua residência, uma placa com uma advertência afrontadora: CUIDADO COM O CÃO. Isso passa a sensação de que ali há um pitbull “luciferino”. Não recua, Seu Lalau, é apenas um cachorrinho buldog!
    Entre os irracionais, o instinto de autopreservação também copia algo que possa ameaçar seus inimigos, mesmo que só de araque. Tomando carona na fama mortífera da cobra coral, a cobra falsa coral “pintou-se” com a mesma matiz da verdadeira venenosa. E há também a falsa cascavel, com guizo e tudo, para chacoalhá-lo e repelir seus pretensos ameaçadores.
    Houve um tempo em que, pistoleiro que se prezava, tinha que ser estereotipado: bigode longo, óculos rayban, calça far-west e chapéu preto compunham a indumentária. Um revólver magnum, à mostra, era o seu trunfo maior de propaganda e intimidação. O veículo oscilava entre um opala e um maverick. O paradeiro desses sicários era: casas de jogo de azar, cabarés, churrascarias etc.
    O preexistir dessas “referências do mal” induzia muitos frouxos a copiar tais características com o intuito de também produzirem efeito dissuasório. Lá para as bandas de Tomé Açu-PA, na década de 80, surgiu um forasteiro oriundo daqui do Maranhão, cuja alcunha era “Noventa”. Pintado de pistoleiro, sua fama correu pela cidadezinha paraense.
    -Noventa pintou na área, o bicho já mandou 90 pra lua (matou). Alguém anunciava. Cabras acabrunhados pagavam bebida para “Noventa”, os país ofertavam-lhe as melhores filhas; se um caloteiro não quisesse pagar uma dívida, o credor logo transferia a missão de cobrança a “Noventa”. Até os guardas da municipalidade batiam continência para o impostor. O bacana reinou absoluto ali por volta de quatro anos. Até que uma certa noite, “Noventa” foi ao brega e teve um desacerto com uma prostituta, e dela acabou apanhando. Cabisbaixo, no dia posterior, ao ser saudado pelos seus admiradores. Um peão bradou:
    E aí, ‘Noventa’, panhou todas lá na zona?”
    Nada cara! Meu apelido não é mais “Noventa”, agora é “Noventa-e- Um!
    Não acredito, “home”, cê mandou mais um pro inferno ontem à noite?
    Sem essa meu! É que eu fui espancado pela nonagésima primeira mulher!
    Arriégua, o sujeito era só sugesta! Finalizou o assecla desencantado com o seu ídolo.
    Desfraldada a sua máscara, “Noventa” teve de fugir dali às pressas rumo à Guiana Francesa, onde atualmente é um pinheirense bem sucedido.
    “Noventa” pode ser qualquer buchudo e sedentário, que compra um carro rústico, para passar a todos a impressão de que possui um veículo compatível com a rusticidade do proprietário. Ou um “bundão” que, mesmo não sendo militar, veste roupas camufladas, como se militar fosse sinônimo de virilidade.
    O comandante do exército de Hitler, Erwin Von Rommel (a raposa do deserto), foi um expert nesse truque de impressionar os combatentes rivais. Conta-se que em uma dada demonstração de força, ao perceber que no cenário havia espiões das nações aliadas, Rommel ordenou que seus subalternos fizessem os tanques blindados girar em círculo três vezes. A impressão levada pelos informantes relativa ao poder de fogo daquela unidade (Afrika Korps) foi triplicada. Porque a cada volta as baterias tinham seus números de identificação alterados.
    -Com as informações caminhando à velocidade da luz, atualmente, ficou mais difícil certos escroques prosperarem. Atentados contra John Kennedy, Ronald Reagan, João Paulo II; tudo isso reforça ao fraco a certeza de que o “forte” também pode ser assassinado. Não se deixe abater oprimido: sob as bênçãos de Alah, vingar é possível! Alah Akbah!
    PS: É maranhense o maior pistoleiro da história do Brasil. Com uma mortualha de 492 defuntos, tudinho anotado, o “policida” está Vivinho da Silva.

  3. ailton disse:

    Graças a http://www.tvhd.com.br a Sky nunca mais vai ver a cor do meu dinheiro

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