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Para Flávio Dino é preciso deixar de lado “mágoas pretéritas” e unir o “Lulismo” com o “Trabalhismo”

Foto: Reprodução

No segundo mandato como governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), participou da live da IstoÉ. O ex-juiz e professor universitário, de 52 anos, relatou como tem sido o combate à pandemia de Covid-19 no Estado, além de comentar os entraves políticos e econômicos do País.

Questionado sobre a agenda política e econômica de Bolsonaro, Dino ressaltou que o presidente pode ser acusado de tudo menos de incoerente em relação a suas diretrizes.

“Ele tem feito um governo coerente com aquilo que ele sempre foi: isolado, belicista, contra tudo e todos. Então, ele levou esses métodos para o centro do poder, Bolsonaro procura ‘milicianizar’ o exercício do poder”, explica Dino.

“Creio que dada as características do governo, ser opositor é mais que um direito é um dever. Porque significa lutar pelo Brasil e pelo brasileiros. O governo vai na direção errada e governa para uma minoria. [..]Me sinto honrosamente no campo da oposição para defender o Brasil”, relata Dino.

Alvo de ataques de apoiadores do presidente Bolsonaro, inclusive de membros do governo federal, o governador do Maranhão explicou que o simples fato dele pensar diferente já o faz um “inimigo” da atual gestão.

“Creio que eles tenham um intolerância geral com quem pensa diferente. Eles praticamente, nesse período [mandato] já brigaram com todos os governadores, Congresso e STF. É um concepção de mundo em que eles consideram que qualquer discordância é uma espécie de inimigo a ser exterminado”.

Na última segunda-feira (25), Dino usou seu Twitter para pedir a demissão do atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, por conta das declarações emitidas na reunião ministerial do governo que teve o vídeo divulgado.

“É espantoso que até esse momento essa pessoa [Weintruab] continue neste cargo público que é tão importante para o País. Infelizmente em péssimas mãos”.

Coronavírus
Flávio fez duras críticas ao governo por conta da postura adotada, contrariando autoridades sanitárias e propagando o relaxamento do distanciamento social.

“Mais do que relapso ou conivente, o governo tem sido um agente de agravamento do problema. O protagonista do movimento de sabotagem contra as recomendações das autoridades sanitárias é o próprio presidente da República e seus ministros”, criticou.

Questionado sobre as próximas medidas para conter o avanço do novo coronavírus no estado, Dino revelou que o objetivo é fazer uma mudança gradual.

“Nós estamos tentando fazer este trânsito, entre o regime bem restritivo [lockdown], na região metropolitana de São Luiz, para um regime em que se mantem regras sanitárias, mas ao mesmo tempo um certo nível de atividade econômica”.

Militares nos Ministérios
Flavio também comentou a presença constante dos militares em cargos e ministérios do atual governo. O governador disse que nem durante a Ditadura Militar houve a presença de tantos militares no governo.

Além disso, o ex-juiz alertou para o papel da Forças Armadas neste embate político entre governo e o Judiciário.

Isso é nocivo ao País e nocivo para as Forças Armadas, uma vez que elas não podem ser instituições politizadas vinculadas ao governo A ou B. São instituições de Estado e devem manter um distanciamento da luta política”, ressalta.

“Não cabe as forças armadas advertir o STF de nada, porque elas são subordinadas ao Supremo”, finaliza.

União da Esquerda
Dino classificou a ala esquerdista brasileira como apoiadores do “Lulismo” e “Trabalhismo”, dos quais ele também sugeriu uma aliança para um convergência de ideias.

Sobre o surgimento de uma possível união da atual oposição ao governo, Dino diz que torce para a harmonia no campo ideológico e pregou que a esquerda deixe de lado o que ele considerou como “mágoas pretéritas”.

“Não se pode ficar o tempo inteiro remoendo esse baú de lamentações sem olhar para a frente. Para se ter uma vitória no nosso campo é preciso unir o ‘Lulismo’ com o ‘Trabalhismo’ e dialogar com outros setores com interesse na democracia”, completou. Da Isto É

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3 respostas para “Para Flávio Dino é preciso deixar de lado “mágoas pretéritas” e unir o “Lulismo” com o “Trabalhismo””

  1. Aston Beckman disse:

    Agora que Bolsonaro tomou as rédeas do Ministério da Justiça, em suas mãos, ele vai agir com todo o furor sobre os opositores do bolsonarismo. Nessas retaliações, o argumento de moralização da Coisa Pública, soará como um fundamentado de forte apelo populista. Começou pelo governador do Rio de Janeiro, que teve o celular apreendido; ato que mereceu aplausos escarnecedores do presidente. De sua parte, em declaração recente, Jair Messias Bolsonaro desafiou o Supremo Tribunal Federal a apreender o seu celular, mesmo que via ordem judicial. Mas o aparelho do Wilson Witzel pode, né? Vamos aguardar os próximos ataques!
    Essa escalada de vinganças servirá também para o capitão lançar a população contra o ex-ministro Sérgio Moro: “Olha aí, meu povo: quem estava travando a Polícia Federal, no combate à corrupção; era eu ou ministro demitido, que saiu acusando-me de omissão? Viu só: bastou ele sacar fora, para que a Polícia Federal deflagrasse suas operações contra os criminosos!”
    Segura as pontas aí, Flávio Dino! As coincidênciasuas conspiram: Juiz Federal; Juiz Federal; Rio de.Janeiro, Maranhão (Rio Revolto), Contrário; Oponente…….

  2. Nonato Ávila disse:

    Governador breve vossa excelência irá receber avião da PF, para lhe fazer visita, aguarde não vai dizer perseguição política é roubo mesmo.

  3. Edgar disse:

    Um presidente compricado, fazia muito tempo um presidente que não se responsabiliza com a saúde em tamanho pandemia o presidente começou com brincadeiras chamando a pandemia de gripizinha o STF observou e passou a responsabilidade para os governadores e prefeitos, o presidente não gostou e agora está torcendo para da errado.
    A questão da lambanças dos governadores na compra de aparelhos super faturado tem mesmo de ser investigado o dinheiro é nosso

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