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Othelino Neto critica atendimento nos ferryboats

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), deputado Othelino Neto (PCdoB), criticou as duas empresas que operam o serviço de travessia entre os terminais de passageiros da Ponta da Espera e do Cujupe, bem como o tratamento dispensado aos usuários do transporte por ferryboat. O assunto foi pauta na sessão plenária após repercutir na tribuna a colisão entre dois ferryboats, na manhã de terça-feira (4), na Baía de São Marcos.

Othelino destacou que a precariedade do serviço de travessia é um problema antigo e que há muito tempo vem sendo discutido. “Eu lembro que, ainda no mandato que terminou em 2014, nós já levantávamos esse tema aqui. Chegamos a fazer, inclusive, audiência pública. Sei que tem uma tentativa do Governo de licitar o serviço de ferryboat, mas realmente é um absurdo o que acontece, a forma como essas duas empresas tratam os consumidores, os usuários desse transporte”, ressaltou.

O presidente da Alema relatou que, como usuário do serviço, já vivenciou a forma desrespeitosa com que as duas empresas tratam os consumidores. “Já cheguei a viver uma situação em que, uma vez embarcando com minha esposa e meus dois filhos, eles conseguiram embarcar minhas crianças e me deixar de fora do ferry, só para se ter ideia do nível de desrespeito com os usuários”, disse.

Othelino assinalou também que é necessária uma mobilização ainda mais forte, para que sejam tomadas providências objetivas e evitar que venham ocorrer tragédias durante o percurso da travessia. “O serviço do lado daqui, na Ponta da Espera, e no Cujupe, os pontos foram reformados, atendendo muito melhor a população. Mas a travessia, que requer maior segurança aos passageiros, é realmente algo desalentador”, afirmou.

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Uma resposta para “Othelino Neto critica atendimento nos ferryboats”

  1. Aston Beckman disse:

    GENTE COISIFICADA, BICHO AFALADO É

    Estávamos todos apreensivos, no hidroporto de Itaúna, a esperar o
    ferry-boat que, para variar, mais uma
    vez extrapolou o horário.
    Quando, de repente, ouviu-se um brado vocativo na multidão:
    “Churchilson Weissmann! Churchilson Weissmann!” Então, ficamos
    todos na expectativa de ver surgir naquele ror: uma mulher alta, loira
    e de olhos azuis à procura do seu guri que se perdera. Nada disso!
    Para a frustração dos presentes, apareceu uma senhora negra
    ziguezagueando por entre as pessoas, em busca do seu filho. Mas nem
    tudo estava perdido àqueles que cogitavam a possibilidade daquele
    chamamento ter algo a ver com gente branca. Ainda lhes restava uma
    esperança: podia ser que a preta fosse babá dum garoto branco, como
    manda a nossa tradição segregacionista.

    Decorridos alguns minutos, chabu geral! Lá vem um guarda portuário,
    que ali estava de serviço, rebocando pelo braço – um crioulinho
    raquítico, pernas atrofiadas – sua enorme pança já não cabia dentro
    das suas costelinhas quase transparentes. O hemisfério da barriga do
    moleque era coberto por uma abadá, com a seguinte inscrição: “Nigger
    mustn’t adopt name of white”(Negro não deve adotar nome de branco).

    Aliviada, a mulher agradeceu o gesto nobre do “samango”, que retrucou:
    ” Negativo, chefia! Eu queria conhecê-la, não para lhe entregar sua
    cria, mas sim para obrigá-la a catar com as mãos uma ‘ruma’ que esse
    pestinha cagou detrás do terminal!” Cabisbaixa, a mulher seguiu o
    policial em direção ao tortulho. Lá chegando, ela se depara com um
    trançado de macarrão, só lombrigas que faziam lembrar a cabeleira de
    medusa. Anojada diante daquela massa fecalóide, a Dona apelou ao
    guarda: “Ó Seu puliça, pega leve, dê um desconto, não teria outro
    jeito para eu juntar essa merda?!” “Tá, tá bem, dê seu brilho aí como
    cê puder!” Ponderou o tira. Então foi que a mulher se lembrou de um
    vira-lata que trazia dentro dum cofo, atado por um cambão. Retornou
    aos teréns, pegou o cãozinho e foi tangendo-o até o local da “desova”.
    Ao bispar aquele petisco, o canino partiu para cima e resolveu a
    parada duma bocada só. O menino assistia a tudo como se nada fosse com
    ele. Enquanto isso, a mãe observava ao redor do cagão, quando percebeu
    um rabo que pendia à altura dos joelhos dele; era uma ascáride
    enforcada entre o esfíncter anal do danado. Mais uma vez o cachorrinho
    é solicitado e tira de letra, ou aliás, tira da letra; da letra “O” do
    garoto.

    Dada por encerrada a operação-limpeza, filho e genitora voltam aos
    seus aposentos, e ela sussurra no ouvido dele:

    – Tá veno, meu filho?! Tudo que a gente faz neste mundo, a gente paga!

    – Puquê mamã, puquê sinola diz isso?!

    – Tu lembra conde eu fui tirar teu rezistro, qui o tabelião tava cum
    caganeira, e conde ele foi dizer teu nome, ele encheu a cueca? É, meu
    filho, Deus escreve certo por linhas tortas!

    – É mermo mãe! E neste caso as linhas são as lumbigas e as tortas são
    o bandeco que o cacholinho cumeu! Ra, ra, ri, ri, ri……!

    Toda a cacaborrada foi presenciada pelo filólogo, Dr. Ignatius
    Almeida, sentado à sombra duma árvore; de quem a mulher ouviu
    sugestões no sentido de que entrasse na Justiça com um pedido de
    alteração de nome. Tudo em vão; a senhora se mostrou relutante.

    Mesmo assim, o filólogo insistiu: explicando à preta aculturada que,
    para que o filho fosse Churchilson, ele deveria ser filho de Churchill
    (estadista inglês), ou por outra, ela teria traído o seu marido. Pois,
    o sufixo “son”, em inglês, quer dizer: filho. Exemplo: Richardson,
    filho de Richard; Devilson, filho de Devil(o diabo) etc. E o Weissmann, significa, em alemão, “homem branco” Depois de
    tudo, a mulher continuou irredutível.

    Desiludido, Dr. Ignatius, por um breve intervalo, tentou explanar aos
    circunstantes o porquê dalgumas pessoas denominarem seus filhos com
    nomes estrangeiros. Segundo ele:

    Primeiro – são pessoas supersticiosas e/ou com complexo de
    inferioridade que, nomeando os seus com graças de personalidades
    (epônimos), acreditam estar fazendo uma transferência de talento, de
    prodígio.

    Segundo – trata-se dos nomes de santos (onomásticos) e/ou nomes
    universais (holicismos), como os de origem greco-romana.

    Terceiro – às vezes, pais que querem tornar os filhos distintos dentre
    os seus coexistentes, ainda que só pelo nome exótico. Tal tendência é
    própria de um povo decepcionado com a sua identidade nacional.

    Conclusão: em seguida, Dr. Ignatius solicitou o registro de nascimento
    do fedelho e descobriu que o seu nome começa inglês, passa pelo alemão
    e acaba bem baixadeiro: Churchilson Weissmann Pinheiro Maranhão.

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