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O que acham disso os leitores e a oposição? Governos José e Roseana Sarney divisores de água na história do MA

Do blog do José Sarney

Pode-se não gostar do bigode de Sarney ou do jaquetão associado a ele. Pode-se não apreciar sua literatura, sua retórica, suas posições políticas. Pode-se até entender ações agressivas contra ele vindas de panfletos bairristas como o “Jornal Pequeno”, da família Bórgea, no Maranhão, que nunca escondeu a antipatia para com a família Sarney. Rancor que se agravou principalmente depois que Sarney, na Presidência, teve postura de estadista e não aceitou dar privilégios federais àquela família apenas pelo fato de ser do Maranhão. Isso tudo é natural e necessário. Faz parte da democracia. Mas o que não se entende, para quem tem um mínimo de inteligência, é resumir as críticas àquela figura política já histórica a enquadramentos estereotipados e ingênuos. Não pega bem para pessoas e instituições até então consideradas sérias – como a revista “Época” ou dona Ruth de Aquino. Falar em “oligarquia” e que a situação do Maranhão não melhorou é simplificação e desprezo com o povo do estado. José Sarney governou entre 1965 e 1970. Roseana, em dois governos seguidos, entre 1995 e 2002 (não vamos considerar o atual). Foram os períodos mais fecundos em termos de desenvolvimento efetivo do Maranhão. As realizações foram tão substanciais que a população passou a associar “bom governo” aos “Sarneys”. Nenhum governador era eleito, neste período todo, se não tentasse continuar as transformações começadas por Sarney. Pelo menos no discurso. Mas, uma coisa era querer governar como fizeram Sarney e Roseana, outra, conseguir. Infelizmente, para o povo do Maranhão (e aí que está a grande ironia desta história toda), Sarney sempre foi um democrata. E como tal, nunca aceitou a não-alternância do poder. Mas, como os maranhenses sabem, quase todos os demais governadores, sempre apoiados inicialmente por Sarney, acabaram fazendo lambança e, curiosamente (ou por isso mesmo), romperam com o ex-presidente. Carregar a responsabilidade em manter o nível que Sarney atingiu foi um peso muito grande para os sucessivos governadores. Com exceção do governo Lobão, todos os demais, dos últimos 40 anos, repito, todos!, obtiveram desempenhos pífios não por se ligarem à família Sarney, mas justamente por terem rompido com ela.

Senão, vejamos os fatos:

Governo José Sarney (1965-1970)

José Sarney, no tempo em que foi governador, foi apoiado por esquerdistas de então, como Glauber Rocha (que fez campanha para o Sarney) e a chamada “Bossa Nova da UDN. Com um estilo próprio de governo – popular, dinâmico e modernizador -, recebia em audiências diariamente dezenas de pessoas dos mais variados setores da população e provocou, segundo Veja (11/3/70), uma “revolução na administração”, chamada de “milagre maranhense”. Os investimentos decuplicaram, aumentando em 2.000% o orçamento do estado, mudança que nunca mais viria a acontecer. O novo governador sabia que era necessário compensar anos de atraso provocado pelo “vitorinismo”. Por isso, foi construída a usina hidrelétrica de Boa Esperança, na fronteira sul do Maranhão com o Piauí, pela Companhia Hidrelétrica de Boa Esperança (Cohebe), que passou a fornecer energia a cerca de 40 cidades do interior dos dois estados e parte do Ceará. Ainda segundo Veja (4/2/1976), nos quatro anos da administração Sarney o Maranhão deu um salto: o estado pulou de zero para quinhentos quilômetros de estradas asfaltadas – e mais dois mil quilômetros de estradas de terra -. Criou-se, além disso, uma rede de telecomunicações cobrindo 85 municípios; elevou-se de um para 54 o número de ginásios estaduais e ampliaram-se de cem mil para 450 mil as matrículas escolares. No início de 1970, Sarney inaugurou, com uma assistência de cem mil pessoas, a ponte de São Francisco, sobre a foz do rio Anil, ligando a ilha de São Luís – onde fica a capital – ao continente. A construção da ponte já havia passado ao domínio da lenda, pois se estendera por vários governos. A construção do porto de Itaqui, a barragem do rio Bacanga e o planejamento da cidade industrial foram outras iniciativas. Por tudo isso, a oposição não se cansa de estrebuchar. Precisa sempre dos lobby´s preconceituosos da industria paulista para menosprezar o que é positivo para os povos do Norte e do Nordeste.

Governo Roseana Sarney (1995-2002)

A sucessora política de José Sarney, sua filha Roseana, mesmo tendo recebido menos recursos do governo federal nos quatro anos do seu segundo mandato, os resultados práticos da sua gestão são impressionantes, principalmente na área da educação, que é a mais importante quando se tem preocupação com a questão social. Pelos relatórios publicados pelo PNUD/IPEA, facilmente acessados pela Internet, no que se refere aos gastos totais com “Educação e Cultura”, de 1995 a 2002, período que correspondente aos dois primeiros mandatos da governadora Roseana Sarney (em valores da época), o Maranhão chegou muito próximo da universalização no atendimento do ensino fundamental. 96% das crianças de 7 a 14 anos passaram a freqüentar a escola. No Ensino Médio, o estado conseguiu uma expansão nunca antes registrada, quando a oferta de vagas foi dobrada. O número médio de anos de estudo, para a população acima de 25 anos, em 1995, quando Roseana Sarney iniciou o seu primeiro mandato, era de 3,2 anos. Em 2003, quando terminou o segundo mandato, já era de 4,3 anos de freqüência em salas de aula. Um aumento de 1,1 ano no período – índice maior do que a média de crescimento do Nordeste, que foi de 0,93 ano estudado. Em todo o Brasil, o Maranhão da “oligarca” Roseana ficou atrás apenas de Sergipe, que teve um crescimento de 1,32 ano de estudo. Quanto à urbanização, Roseana também se destacou bastante. Pelo percentual de pessoas que vivem em domicílios urbanos com serviço de coleta de lixo, em 1991, era de apenas 26,32% da população, passando para 53,25% no ano 2000. Aumento de 26,93%, sendo o estado que mais cresceu no período não só no Nordeste, mas em todo o País, neste aspecto. No Amazonas, por exemplo, com população concentrada em Manaus, a expansão foi muito inferior no mesmo período, saltando de 60,02% para 78,23%, um acréscimo de apenas 9,87%. Assim como na coleta de lixo e no caso do tratamento de esgoto, na escala convencionada pelo IPEA, de 0 a 1, verificando-se o percentual da população que vive em domicílios com abastecimento adequado de água, o Maranhão evoluiu de 0,31%, em 1995, quando Roseana Sarney assumiu seu primeiro mandato, para 0,54% no final de seu segundo mandato, em 2003. Uma melhoria de 0,23%. Foi o terceiro maior aumento entre todas as unidades federativas. Perdeu apenas para o Ceará e o Tocantins. O Ceará, governado pelos tucanos, foi um dos estados que mais recebeu ajuda de FHC nos anos 90. Por isso, passou de 0,45% em 1995 para 0.70% em 2003, uma melhoria de 0,25%, pouco mais do que o Maranhão. Pelos percentuais de pessoas ocupadas com carteira de trabalho assinada, segundo dados do IPEA, no período compreendido entre 1995 e 2002, o Maranhão passou de 0,29% em 1995, para 0,36% em 2002, tendo um aumento de 0,12%, disparadamente o melhor resultado de todo o Brasil no período – a média brasileira é de 0,04%.

Bom! Se oligarquia quer dizer “governo de poucos, voltado para poucos”, definitivamente não se pode dizer que Roseana e José Sarney, com todos estes resultados, sejam “oligarcas” ou que o estado não tenha evoluido. Isto seria tolice – ou mau-caratismo mesmo.

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11 respostas para “O que acham disso os leitores e a oposição? Governos José e Roseana Sarney divisores de água na história do MA”

  1. Zorro disse:

    Lourival Bogéa, a bola está com você.
    Dr. Peta, cai deixar isto sem resposta?

  2. luis henrique disse:

    John, esse texto é de um puxa -saco de Sarney lá do Amapá. Acho que ele é o responsável pelo blog do nosso mais importante malfeitor e, de blogs de malfeitores de outros estados como o blog de Collor das Alagoas. Andei pesquisando na internet e o cara só exala catinga de Sarney.

  3. Carlos Eduardo disse:

    Ainda tem gente que vai servir de marionete pra essa família? Pra depois ele dizer que fizeram lambança…?

  4. Inácio Augusto de Almeida disse:

    Senador José Sarney
    O Maranhão ainda não concluiu os 72 hospitais prometidos pela Governadora por falta de verbas. O Maranhão tem crianças em salas de aula sem carteiras, tendo que se sentarem no chão de terra batida. O Maranhão ainda tem gente morando em casas que as paredes são esteiras de palha.
    Certamente, por só se transportar de helicóptero, o senhor desconhece que mais da metade da nossa população rural não tem vaso sanitário. Não falo de saneamento. Falo de vaso sanitário. É a miséria extrema, Senador José Sarney. O nosso povo sobrevive na sua maioria com renda de 60 reais mensais. O nosso povo não recebe quase 3 mil reais para ajuda de tratamento da saúde como os ex-deputados. O nosso povo não recebe, como o senhor, aposentadoria de 25 mil reais.
    A população rural maranhense vive na mais extrema miséria.
    Não precisa o senhor ir muito longe para constatar a veracidade destas minhas afirmações. Entre Vargem Grande e Chapadinha dá para ver tudo isto. Mas é preciso ir de carro, deixar o helicóptero de lado. Não, não vai ser preciso descer do carro. Da estrada dá para ver o alto grau de miséria dos maranhenses.
    Viaje, Senador José Sarney, mas viaje de carro. Vá ao interior. Mas não vá acompanhado de nenhum prefeito. Vá sozinho. E leve um lenço. O senhor, como uma pessoa muito sensível, irá chorar ao ver tanta miséria.
    Não, não acredito que o senhor tenha escrito o texto acima. Não acredito. Isto só pode ter sido produzido por um destes assessores que sequer conhece o Maranhão. Sabe apenas que o Maranhão fica entre o Pará e o Piauí.
    Se souber.

  5. paulo Sousa disse:

    COM CERTEZA, OU FOI O PRÓPRIO SARNEY OU A ROSEANA QUEM ESCREVEU ESSE MONTE DE MENTIRAS. POIS ESSA SENHORA QUE HOJE DESGOVERNA O MARANHÃO, NUNCA INVESTIU EM EDUCAÇÃO.
    HOJE FECHA ESCOLAS DO ESTADO E ENTREGA O PATRIMONIO PUBLICO PARA APADRINHADOS POLITICOS. PODE-SE DIZER QUE É A GOVERNADORA MAIS CORRUPTA DESSE PAIS…É CORRUPTA POR QUE DESVIOU MILHÕES DA SAUDE NA CAPMPANHA… É CORRUPTA POR QUE DEDVIA MILHÕES PARA O CANAL DE COMUNICAÇÃO DA FAMILIA…USA O DINHEIRO PÚBLICO COMO SE FOSSE DELA…
    ALIMENTA UM MONTE DE CORRUPTOS COMO: JUIZES, DESEMBARGADORES, PROMOTORES, POLITICOS CORRUPTOS E AINDA VIAJA E PASSEIA COM O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE…CORRUPTA, CORRUPTA,.. CORRUPTA!!

  6. gilberto disse:

    pra começar gostaria de encomendar junto ao ministro edson lobão que autorize a produção de oléo précozido para essa dupla, até porque peroba não dá jeito. segundo, me reportar aos lambaceiros (lambança) joão alberto e cafifa, viu como vcs só serviram prá ser pau mandado. agora faço um pedido ao bom velhinho sarney e dona benta roseana, eu sei que vcs são tão bonzinhos com meu estado mais por favor, o povo já não aguuenta tanta bondade, tanto é, que com esta narrativa eu acho que o nome do maanhão deveria ser canadá, onde tudo funciona bem e nada acontece de mal

  7. Marambaia disse:

    Interna com doses de morfina o Desinformado que escreveu isso.

  8. Molin molin disse:

    Jonh Cutrim:
    Assim é que se exerce a democracia. O fato de que tenhas publicado esse artigo sobre o “Patriarca e seus “dez-sem-dentes”, atesta que o “Jornal Pequeno” continua com a mesma bravura de antes, e merecedor do antigo “Slogan” que o tornou famoso: Jornal que tem coragem é o Pequeno! Essa coragem se reflete , quando em comparação com o jornal da família ,que duvido divulgue qualquer cometário que não seja elogiosso as seus propósitos. Parabéns Jonh,é por isso e muito mais que teu blig é o mais acesado dos noticiosos do Maranhão.

  9. SAMUEL DE VITERBOS P. SANTOS- MÉDICO disse:

    Senador José Sarney:
    Como maranhense e médico, tendo morado por cerca de 12 anos nos interiores do Maranhão, impressiona a riqueza deste Estado e a pobreza do nosso povo. Como exemplo,quando estava em Nina Rodrigues, pude me defrontar com uma criança com desnutrição grave, chamada “kwashiokor”, que é palavra de origem africana, muito comum na Etiópia. Foi só uma das muitas crianças desnutridas gravemente que eu me defrontei e lamentei profundamente, mas agi, trazendo-a para minha casa, em 1994, fazendo ampla campanha no Hospital Materno-Infantil, ficando ela internada, onde conseguimos salvá-la, com os pediatras, da fome e da desnutrição consequente. Três meses depois, Bernardo foi devolvido a Nina Rodrigues, fora de perigo, sendo que sua família continuou recebendo leite especial que as pediatras mandavam pelos Correios, porque se afeiçoaram muito a ele.
    Senador, esse é só um exemplo da “riqueza” que você diz ter trazido para o nosso Estado. O que impressiona também é esse artigo dizer que o Maranhão deu um salto, em todos os aspectos. Concordo em parte, pois eu acho que foi um triplo mortal, com desfecho não muito favorável: os piores indicadores sociais do Brasil, com o município mais pobre, a maior taxa de mortalidade infantil e de analfabetismo, a quinta capital mais violenta do País, os prefeitos mais corruptos e impunes, entre outros saltos. Corrupção desenfreada em todos os poderes.
    Um amigo meu, o escritor Moisés Matias, escreveu um belíssimo livro, Os Outros Segredos do Maranhão, que retrata os maiores escândalos patrocinados pela sua filha dileta: Salangô, Telensino, Estrada Arame-Paulo Ramos, Pólo de Confecções de Rosário , Venda do BEM, entre outros. Todos, devidamente não apurados pelo nosso Judiciário.
    No final da sua existência, Senador, você patrocinou também alguns péssimos exemplos para o País, recebendo inclusive um troféu, Algemas de Ouro, o que só nos envergonha, os maranhenses de BEM e LIVRES.
    Aos muitos puxa-sacos e parasitas da oligarquia mais longeva e perversa do Brasil, fica o aviso: O MARANHÃO ESTÁ PRESTES A SE LIBERTAR!

  10. Roberto Costa disse:

    Os caes continuam a lati, e a caravana vai passando!

  11. Inácio Augusto de Almeida disse:

    A grande verdade é que hoje o Maranhão era para ser um dos mais prósperos estados da federação.
    Infelizmente o Maranhão está sendo governado por um grupo cuja única preocupação é o enriquecimento a qualquer preço.
    E o que é pior.
    A transição que se anuncia é para um Grupo ainda pior. Um grupo liderado por um político que se deixou cooptar por uma autarquia, um político que não pode sequer dizer de quem é o avião que o transporta nas suas andanças pelo interior do Maranhão para fazer politicagem. Um político que não diz quem paga as suas passagens nos trechos São Luís/Brasília e Brasília/São Luís todos os finais de semana.
    Por que Flávio Dino não diz quem paga as suas passagens?
    Por que Flávio Dino não diz de quem é o avião que o transporta pelo interior do Maranhão?
    Flávio Dino não responde a estas pérguntas porque não pode responder.
    É preciso que os políticos que verdadeiramente são oposição ao grupo que está no poder não se deixem levar por Flávio Dino. É preciso que haja uma união de todos os que querem o bem do Maranhão em torno de um nome que NUNCA PEDIU VOTOS para candidata apoiada por Sarney.
    É preciso que aconteça uma mudança na políticia maranhense. Mas uma mudança para melhor. Não a simples troca de seis por meia dúzia.
    Quem não pode ser transparente nem nas passagens que usa não pode se arvorar em paladino da moral e dos bons costumes. Pode alguém assim criticar alguma coisa em alguém?
    Quem pediu votos para candidata apoiada por Sarney, candidata que no primeiro turno pediu votos para a filha de Sarney, pode se dizer oposição? Pode dizer que tem auto-estima, que tem amor próprio. Dilma no primeiro turno apoiou a adversária do Flávio Dino. Se Dilma não tivesse apoiado Roseana hoje o Maranhão teria um outro governo. Mas mesmo assim Flávio Dino agachou-se e foi pedir votos para Dilma.
    Um líder jamais teria um procedimento tão submisso, tão servil.
    Um líder é capaz de quebrar. Mas um líder jamais se deixa dobrar.
    Que os verdadeiramente oposicionistas pensem nisto.

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