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O dinheiro era do Governo

Do blog do JM Cunha Santos

A denúncia do deputado Roberto Costa de que R$ 73,5 milhões da Prefeitura sumiram depois de serem sacados na boca do caixa não é apenas um caso de denuncismo irresponsável. Deixa a impressão de que o próprio Governo do Estado quer se proteger da responsabilidade pelo sumiço desses recursos.

Ora, se um juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública, Megbel Abdalla, determinou a devolução do dinheiro aos cofres do Estado e nessa condição foi depositado no Banco do Brasil, ele já não estava sob administração do município. Transferido ou não de uma conta do Banco do Brasil para a Caixa Econômica Federal qualquer anuência sobre esse dinheiro, como saques e transferências, por exclusiva determinação judicial, cabia ao Governo e não à Prefeitura. Como poderia o prefeito João Castelo aplicar no mercado financeiro recursos sobre os quais a Prefeitura não tinha mais domínio?

É preciso entender que quando sumiu o dinheiro, o convênio firmado com o então governador Jackson Lago já não estava sub judice. Houve uma decisão judicial que repatriou os recursos para o Estado. O dinheiro pertencia ao Governo do Maranhão e foi como propriedade do Governo do Maranhão que ele desapareceu.

Não dá para esperar que todo mundo seja idiota e não consiga ver nesse escândalo produzido e dirigido qual uma ópera bufa a antecipação de fatos que poderiam complicar a governadora Roseana Sarney. Se alguém saiu do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal com um container entupido de dinheiro na cabeça, o fez com a assinatura do Governo do Maranhão e não da Prefeitura de São Luís.

A Prefeitura, repetimos, por determinação da Justiça, não podia mais movimentar qualquer centavo oriundo do convênio. Só o governo do Maranhão podia fazer isso. E parece que fez.

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3 respostas para “O dinheiro era do Governo”

  1. Luis Felipe disse:

    Toma vergonha na cara, Cunha Santos. Para com esse papel ridículo de defender o indefensável. Esse dinheiro sumiu mesmo porque Castelo é o sujeito mais corrupto do Maranhão.

  2. Scillas disse:

    John, esse “desgoverno” está só usando esse “pau mandado”do Roberto Costa pra criar factóide com essa cantilena. Eles são “mestres” nessa arte. Quem não se lembra do vereador Pedro Celestino que era da cozinha do palácio e foi usado pelo então presidente da Câmara Ivan Sarney??
    “A glória é passageira, mas a obscuridade dura para sempre. – Napoleão Bonaparte”

  3. Túlio disse:

    Nao explicou absolutamente nada! Quando o juiz determinou a indisponibilidade, o Município já havia sacado o dinheiro.

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