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Maranhão concentra o maior nº de escolas improvisadas

PAULO SALDAÑA – Agência Estado

O caso da capital paulista não é isolado. A adequação da infraestrutura escolar ainda é um desafio do Brasil, que passou por um grande esforço para universalizar o acesso à educação. Segundo levantamento feito pela Meritt, empresa de informação educacional, há 10.838 escolas no País instaladas de modo improvisado. São unidades que funcionam em barracões, paióis, galpões, igrejas e na casa de professores – mas não em um prédio escolar. As informações são do Censo Escolar de 2011.

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Sala de aula improvisada na zona rural do município maranhense de Montes Altos

Essas escolas reúnem 756 mil alunos pelo País. O Estado com maior número de escolas improvisadas é o Maranhão, que concentra 23,3% dessas unidades.

O governo do Maranhão defende que investiu no ano passado R$ 3,7 milhões na construção ou reforma de 28 escolas. Para o ano que vem, promete construir 75 escolas com recursos próprios e do Ministério da Educação (MEC). Pouco se comparado às 2.533 escolas improvisadas.

Improvisações são a ponta de um sistema educacional mal acabado. Em busca de criar um indicador de infraestrutura que pudesse ter um quadro geral das condições das escolas e, sobretudo, das necessidades, pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e Federal de Santa Catarina (UFSC) descobriram que 44% das escolas brasileiras têm apenas o básico: água encanada, sanitário, energia elétrica, esgoto e cozinha.

Nada que, a princípio, configure o funcionamento de uma escola.

Alarmante – O estudo tem outras conclusões preocupantes. Só 0,6% das unidades de ensino do País têm prédios considerados completos, com biblioteca, quadra, laboratório e acessibilidade.

Um dos autores da pesquisa, o professor Joaquim Soares Neto, da UnB, afirma que os resultados “refletem a realidade nacional que a gente a todo momento se defronta”. Segundo ele, é certo que a precariedade afeta o desempenho do aluno. “Mas agora estamos tentando ver o quanto a infraestrutura impacta o aprendizado”, diz.

Estados e municípios podem pleitear recursos do MEC para obras. Segundo o ministério, o valor previsto para infraestrutura para a Educação Básica Nacional é de R$ 1,6 bilhão neste ano. O valor é contemplado no Plano de Ações Articuladas (PAR), planejamento multidimensional da política de educação das secretarias.

No programa, foram aprovadas 766 obras de construção, reforma ou ampliação, em 23 unidades da federação. O MEC mantém um foco específico em educação infantil. Está previsto R$ 1,9 bilhão para construção de creches e pré-escolas em todo o País.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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3 respostas para “Maranhão concentra o maior nº de escolas improvisadas”

  1. Macaça disse:

    Caro blogueiro, esse é um retrato da falta de educAÇÃO em nosso país. Mas como estamos falando de Maranhão, a coisa fica um pouco sem saída, veja bem, o nosso governo quer construir 75 novas escolas, isso equivale dizer em percentual aproximadamente 2,97%, da precariedade que temos, ou seja, vamos continuar debaixo de barracos de palha. Dinheiro tenho certeza que não falta, o que falta são diagnóstico da doença, para elaboração de um “remédio” projeto piloto que leve ao povo o seu verdadeiro desejo de um dia sair da mais completa cegueira humano, que é o analfabetismo. Aí alguém diz, estamos valorizando o professor, só o salário é valorização para aplicar conhecimento? se lá falta o básico do básico o GIZ. Se formos mais longe, veremos que o problema não é recurso e sim desprezo pelos menos favorecidos, ou seja, diz que te ensino você diz que aprende. Exemplo gritante foi o que aconteceu em Altamira, na reforma de um casebre foi gasto o que daria para construir no mínimo uma escola digna. Mais o povo também tem culpa, porque deixa a coisa como está, só palha.

  2. ribamar disse:

    Caro John, queria fazer protesto com a Governadora Roseana, que em Vitorino Freire tem um prédio construido na Administração do Governador Jackson Lago, que seria designado para abrigar alunos de um polo da UEMA na cidade, para servir a alunos de toda a região e que quando a filha do Sarney assumiu o governo, não cedeu o prédio para UEMA implantar o polo em Vitorino Freire, preferiu ceder o referido prédio para o Municipio, deixando várias turmas do Programa Darcy Ribeiro da Univeridade Estadual do Maranhão, sem sala de aula para estudarem, tendo os mesmo que estudarem em salas cedidas pelo municipio em diversas escolas da cidade.

  3. assessoria de comunicacao seduc disse:

    Meu caro John Cutrim
    Fomos procurados pelo Jornal Estado de São Paulo para falar sobre a situação das escolas no Estado. Das 1.233 escolas e anexos da rede estadual 182 foram identificadas como inadequadas. Informamos ao repórter sobre a programação que temos no sentido de construir e recuperar escolas em todo o Estado com recursos do MEC e BNDES.
    As demais escolas citadas na matéria são da rede municipal. Na solução desta situação o Estado tem trabalhado junto ao MEC e UEMA no sentido de ajudar os municípios a aderirem ao PAR (Programa de Ações Articuladas) do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Louvamos neste sentido o trabalho desenvolvido pela equipe da UEMA coordenada pela professora Elisa Flora.

    Estamos fazendo também um levantamento em toda nossa rede que proporcionará junto ao MEC ações de curto, médio e longo prazo, pois assim poderemos estabelecer um padrão mínimo de construção nas escolas do Estado do Maranhão.
    Finalizamos agora, em parceria com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), a capacitação de nossa equipe em micro planejamento. Desta forma poderemos identificar as prioridades e demandas de futuras escolas.

    Cordialmente

    Pedro Fernandes

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