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Lula quer que Dilma deixe de ser refém de Sarney e Renan

Do blog do Augusto Nunes

Escolhido para substituir Romero Jucá, inventor da profissão de líder de qualquer governo no Senado, o amazonense Eduardo Braga jura que Lula o transformou em testemunha solitária da mais assombrosa guinada da metamorfose ambulante. Durante a visita de Braga ao escritório político montado no Hospital Sírio-Libanês, o chefe da seita infestada de pecadores teria comunicado que apoia a excomunhão dos cardeais sem chances no Dia do Juízo Final. Trata-se da mais recente cruzada imaginária atribuída a Dilma Rousseff por jornalistas federais.

Segundo o visitante, o padrinho gostou de saber que a afilhada quer deixar de ser refém de gente como José Sarney e Renan Calheiros, e também está decidida a livrar-se das algemas impostas por contratos de aluguel. “Vale a pena essa luta, porque é uma boa luta”, Braga diz que Lula disse. O que deu na cabeça do chefe supremo para decidir que Dilma deve fazer o contrário do que ele faz desde 1° de janeiro de 2003? “O momento é de transformação”, Braga diz que Lula disse. “O país vive uma nova realidade econômica e social, por isso é fundamental a renovação e a instituição de novos métodos e práticas políticas”.

Na forma, o palavrório não tem parentesco com a retórica tosca do palanqueiro. E o conteúdo não rima com a folha corrida de quem ensinou que Jesus Cristo, se ressuscitar no Brasil, teria de fechar imediatamente um acordo com Judas Iscariotes. Eduardo Braga acredita ter presenciado um milagre. É só a vítima mais recente de um defeito de fabricação do ex-presidente: como não tem compromisso com o que diz, sempre diz o que o interlocutor gostaria de ouvir. E faz o que quer.

Antes que os jornalistas federais apressem o processo de canonização do candidato a santo iluminado pela descoberta de que é mortal, convém revisitar o discurso de posse pronunciado no Congresso pelo sucessor de Fernando Henrique. Os três minutos documentados no vídeo abaixo bastam para reafirmar que Lula merece tanta confiança quanto um álibi recitado por Fernando Pimentel. Transcrevo em itálico cinco trechos, escoltados por curtas constatações entre parênteses:

Constituí o meu ministério com alguns dos melhores líderes de cada segmento econômico e social brasileiro. E vamos trabalhar em equipe, sem personalismo, pelo bem do Brasil. E vamos adotar um novo estilo de governo, com absoluta transparência e permanente estímulo à participação popular

(Antonio Palocci era o craque do time liderado pelo capitão José Dirceu. Foi o pior ministério da história até o advento do primeiro escalão nomeado por Dilma Rousseff)

O combate à corrupção e a defesa da ética no trato da coisa pública serão objetivos centrais e permanentes do meu governo

(Lula absolveu liminarmente todos os companheiros culpados e virou coiteiro de candidatos à cadeia)

É preciso enfrentar com determinação e derrotar a verdadeira cultura da impunidade, que prevalece em certos setores da vida brasileira

(Lula continua a dizer que o mensalão não existiu e foi testemunha de defesa de José Dirceu)

Não permitiremos que a corrupção, a sonegação e o desperdício continuem privando a população de recursos que são seus

(Lula institucionalizou a corrupção impune. Como a quadrilha do mensalão foi desbaratada, valeu-se de contratos de aluguel para preservar a aliança governista)

Faremos a reforma da Previdência, a reforma tributária, a reforma política e a reforma da legislação trabalhista, além da reforma agrária”.

(Não fez nenhuma)

Eduardo Braga está no segundo ano do primeiro mandato. Logo saberá quem manda na Casa do Espanto. Substituiu Jucá há uma semana. Logo saberá o que é a vida de um líder do governo monitorado por Ideli Salvatti e Gilberto Carvalho, e permanentemente exposto a pitos e surtos de cólera da chefe. Ele acredita no que Lula diz. Logo saberá que a palavra do mestre tem tanto valor quanto uma cédula de três reais, é tão consistente quanto o Brasil Maravilha registrado em cartório. Uma conversa a sós com Lula tem a mesma relevância de qualquer conversa sobre futebol com a turma do botequim da esquina.

O conteúdo deste blog é livre e seus editores não têm ressalvas na reprodução do conteúdo em outros canais, desde que dados os devidos créditos.

5 respostas para “Lula quer que Dilma deixe de ser refém de Sarney e Renan”

  1. ex-Deputado 2 disse:

    dilma se for inteligente dá ouvido a lula…….. até prq ela já provou das garras do “de bigode”

  2. joao pereira disse:

    Muito me admira esse incoerente A> Nunes, deve ter-se esquecido que Sarney, Renan , Jader e de quebra ACM foram poderosissimos no Governo Fernando Henrique. Essa imprensa é assim … aposta na ignorância e falta de memória da maioria da população.

  3. CasteloBranco disse:

    Não dá pra engolir o Lula aconselhando alguém, falando em ética e combate à corrupção,……
    Se o que ele mais fez desde chegou ao até hoje, foi aliar-se e proteger corruptos,……
    Haja óleo de peroba,……

  4. lisa disse:

    Esse Lulla é um FANFARRÃO…………….. que moral ele tem para querer isso, se foi ele mesmo que entregou o país para essa turma……….agora é tarde……..tem que ir até o fim……….olha que se a Dilma ousar fazer isso, pode perder o mandato!!!!!!!!!!!!!!!! Essa turma do mal, é capaz de tudo pelo poder……….

  5. “CAMPANHA DEVOLVAM O HOSPITAL IVAN RUI PRA O POVO ” conhea mais, HOSPITAL CORONEL IVAN RUI: Sempre foi do conhecimento de todos que hospital sempre foi sinônimo de renda para esta tradicional família do nosso município, porém, o que nunca aconteceu foi cumprir a que foi proposto, que era tratar da saúde de quem precisava e hoje tenta ressurgir com o mesmo fim; beneficiar quem nunca se preocupou com bem estar de quem precisa, mais sim, de sua própria família tentando usar como bandeira de campanha, unindo forças do mal propondo um bem que nunca existiu e se depender destas pessoas jamais existira.

    É preciso que tenhamos a consciência de o que chega nesta época não passa de especulação e nada de real para quem de fato quer ajudar; é notório que toda concorrência é sempre bem vinda, porém não é do feitio destas pessoas trabalharem ou se preocuparem com quem precisa, mais usar como subterfúgio uma necessidade e um problema que é nacional prometendo resolver o que para o momento não depende de nós, mais sim de uma reforma nacional no sistema de saúde, porém enquanto não acontece; estamos fazendo o melhor que o SUS permite e sempre procurando mesmo consciente que ainda falta muito, continuarmos fazendo o que estes que falam hoje, tiveram oportunidade e não fizeram.

    Hospital Ivan Rui, foi tentado pelo EX-PREFEITO Magno Bacelar, que voltasse para o patrimônio público e assim podendo ter assistência e dar assistência que se proponhe mais foi impedido pela ex-prefeita Márcia Bacelar, que hoje tenta achar culpado para sua prepotência que por um ato de vingança é capaz de se unir até com o próprio capeta, só para impor sua opinião.

    O prefeito Soliney também tentou devolver o Hospital coronel Ivan Rui para o patrimônio do município, porém, foi impedido pela ex-prefeita, que travou uma batalha judicial e até hoje se nega a autorizar que o prefeito Soliney possa buscar meios para que o hospital volte a funcionar o impedindo; e depois vão para a radio pirata tentar justificar o injustificável.

    Se a Ex-prefeita Márcia Bacelar, mostrar as certidões que a habilita a funcionar este hospital, e assinar uma procuração junto com a Diretoria do Hospital autorizando o prefeito Soliney a passar o hospital para o patrimônio do município fazendo justiça e devolvendo para o povo o QUE É DO POVO, eu vereador VAL, me comprometo a fazer campanha junto à comunidade para que possamos resgatar este importante bem público que ao longo dos anos tem servido de bandeira pra tudo, menos cumprir com a finalidade a que foi criado.

    Se puder me responda? quantas ambulância nos tinhamos e quantas nós temos?
    Quantos medicos nós tinhamos, e quanto nós temos?
    Existia farmácia popular? hoje existe.
    Sem contar com um centro de imagem que será inaugurado ainda este ano, resolvendo de vez a questão de exame de toda ordem. E Como era antes?

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