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Instalações precárias de terminais rodoviários do MA é destaque no JN

http://youtu.be/27uQuIbACus

O Jornal Nacional iniciou nesta segunda-feira uma série especial sobre o universo dos terminais rodoviários e das viagens de ônibus pelo Brasil. Em mais de 6 mil quilômetros de viagens, os repórteres Rodrigo Alvarez, Wilson Araújo e Moisés Lima encontraram muitas instalações precárias, imundície, desconforto, desrespeito, mas também algumas exceções.

No lamento solitário, a melancolia da rodoviária maranhense. Peritoró recebe os visitantes com uma montanha de lixo e com a simpatia da vendedora Raimundinha.

“O cartão postal é a sujeira e a lameira”, afirma a mulher.

Reze para não passar por um pátio esburacado e ainda precisar de um banheiro.

“Não tem nada muito inteiro”, diz um homem.

Ou de qualquer outro sanitário pelos terminais do Brasil. O cheiro é terrível e os locais bem sujos.

A equipe do Jornal Nacional rodou 6,1 mil quilômetros. O gigantesco terminal que recebe mais de 60 mil pessoas por dia em São Paulo foi o ponto de partida. Quinze dias e 15 estados, mais o Distrito Federal. O grupo foi passageiro em ônibus de nove empresas.

Para mostrar o que brasileiros enfrentam diariamente em ônibus, estradas, rodoviárias, paradas, a equipe viu de tudo e descobriu que rodoviária, no Brasil, é loteria. Sem sorte, o passageiro fica horas esperando por um ônibus atrasado em Rio Verde, em Goiás.

“Não tem uma polícia, não tem guarda, não tem nada. Simplesmente os passageiros e o Cristo”, conta a desempregada Josi Sales.

Com sorte, o passageiro chega a um terminal ajeitado como o de Itajaí. O terminal é um dos mais limpos e a chuveirada de R$ 9,45 uma das mais caras do Brasil. Mas como ninguém escolhe o destino pela rodoviária, uma hora o passageiro embarca na maior confusão.

A equipe chegou à rodoviária de Salvador por um dos acessos que os pedestres usam quando vão de ônibus à cidade ou para a rodoviária. Eles fizeram no caminho o que a população enfrenta, o que o usuário de ônibus enfrenta quando vai para a rodoviária a qualquer hora do dia. Camelôs por todos os lados em uma das entradas principais da rodoviária de Salvador.

Lá não tem luxo, nem muito conforto e tem banheiro para deficiente, mas de porta trancada, o que obriga seu Raimundo a pedir ajuda no banheiro comum.

“O rapaz falou que tinha a chave, mas ele não tava aí. Não tinha ninguém”, diz um homem.

Nas capitais brasileiras, grande parte das rodoviárias nasceu entre os anos 70 e 80, mas mesmo que tenham sido belos projetos, envelheceram. Faltam investimentos em infraestrutura e manutenção.

Em Florianópolis, no começo de 2012, uma canaleta caiu do teto no meio do terminal e deu um susto nos passageiros. Em Belo Horizonte, o tempo e o vento fizeram toda a diferença. Era para ser sinônimo de luxo e conforto para os passageiros, mas virou um monumento estranho no meio da rodoviária de Belo Horizonte: escadas rolantes desativadas há mais de 20 anos. Foi mantida toda a estrutura metálica, os corrimões de borracha e os botõezinhos que um dia, muito tempo atrás, fizeram com que as escadas funcionassem. E o prédio que agora tem goteira para todo lado já ganhou prêmio de arquitetura.

Já a rodoviária de Porto Alegre também mereceria um prêmio de arquitetura, no mínimo, pelo inusitado da construção. O terminal gaúcho é de 1970. Para usar o único banheiro, que é de graça, só fazendo peregrinação pelo meio dos ônibus.

De Porto Alegre a Brasília, foi um dia inteiro na estrada e a sensação da equipe era de que a viagem foi para outro Brasil. Eram 9h10 de uma manhã e o grupo se impressionou com a rodoviária, bem diferente do que foi visto no resto do país. Alguns dizem que certos aeroportos são tão ruins que parecem rodoviárias, mas a rodoviária é tão moderna que é melhor que muito aeroporto.

A rodoviária nova de Brasília não é só jovem, bonita e bem sinalizada. Tem carrinho de bagagem para todo mundo, espaço de sobra e um cuidado que os passageiros merecem em qualquer lugar do Brasil.

Por falta de ônibus em quantidade e horários suficientes para atender às necessidades da população, o terminal rodoviário de Santa Luzia do Pará acabou virando uma grande central de transportes e o que mais tem não é ônibus.

“São R$ 35 para andar 200 quilômetros e deixar em casa, mas vai lotação. Vão outras pessoas junto, são quatro. É o frete”, diz a motorista Ivonete Araújo.

A 200 quilômetros do lugar, uma cidade com nome muito parecido: Santa Luzia do Paruá, no Maranhão. Depois de tudo o que a equipe viu, só faltava uma rodoviária sem ônibus.

“Aqui passa ônibus, mas só não para aqui. Não para na rodoviária. Não sei o porquê chama rodoviária, é só para enfeitar. Suponho que seja, né?”, fala um homem.

Nota: Uma tarja da reportagem exibida na TV dizia que Caxias ficava no Piauí. Na verdade, fica no Maranhão. A informação foi corrigida no vídeo publicado nesta página.

O conteúdo deste blog é livre e seus editores não têm ressalvas na reprodução do conteúdo em outros canais, desde que dados os devidos créditos.

6 respostas para “Instalações precárias de terminais rodoviários do MA é destaque no JN”

  1. saraiva disse:

    Se o AEROPORTO de São Luís, por onde passam os NOBRES, está nas condições que
    está, imaginem vocês o TERMINAL Rodoviário.No de São Luís, quem precisar usar o BANHEIRO , terá que pagar R$=0,50(cinquenta centavos),essa é a realidade nua e crua.
    Agora,isso não é só no MARANHÃO.

  2. Ivan da Cultura disse:

    Favor postar

    Aonde chegou a cultura em nosso Estado

    Infelizmente, há muito pouco para se falar das políticas públicas culturais no Maranhão em virtude da opção política por nada fazer. Nos últimos 6 anos o Maranhão sequer conseguiu manter funcionando o Conselho Estadual de Cultura, o Fundo Estadual de Cultura nunca fora implementado pela SECMA por falta de pessoas competentes e capacitadas para tal e a Lei Estadual de Incentivo a Cultura, que embora tenha maior apelo comercial, ficou apenas na letra morta do papel e não funciona porque os atuais conselheiros de cultura do Maranhão que foram eleitos no mês de dezembro de 2011, até o momento não tomaram posse. Embora o Ministério da Cultura tenha oferecido todas as condições para a implantação e implementação do Sistema Estadual de Cultura, o Estado do Maranhão é um dos poucos que ainda não aderiram a tal enquanto temos hoje cerca de 90 municípios maranhenses que já fazem parte do referido sistema. Esse descaso com a cultura demonstra a falta de visão estratégica dos governantes, além de comprometer os direitos culturais e a cidadania dos Maranhenses. Se no cenário nacional, o Sistema Nacional de Cultura vem invertendo as distorções do setor no que tange a ampliação do investimento em políticas culturais, no cenário estadual falta muito a ser feito.
    No Maranhão, portanto, mesmo quando o governo apoia a cultura (só festas), incorre em problemas, pois ela não faz parte da agenda pública dos políticos e governantes. Faltam critérios objetivos, uma política cultural ampla que inclua os fazedores culturais dos pequenos municípios, assim como acaba-se institucionalizando filtros arbitrários na hora de distribuir os recursos públicos.
    Por último com a saída do secretário Luís Bulcão para concorrer a uma vaga na câmara de São Luís (coisa que acho difícil acontecer), a SECMA ficou acéfala (sem rumo sem direção) assumindo interinamente a sua adjunta Marlildes Mendonça, que apesar de ter boas intenções, não consegui dar ritmo a secretaria devido a termos ainda ali pessoas viciadas e que pensam que por serem “amigos pessoais” da governadora (como os próprios falam), deixam a incompetência e inoperância reinar naquela secretaria a exemplo do Mais Cultura que caio no descredito até mesmo do MINC. E agora me a pior notícia que poderia ser me dada nos últimos tempos, Olga Simão assumirá a SECMA. Nunca pensei que a cultura do meu estado fosse chegar a tal ponto e ai deixo algumas perguntas (inquietações) para a Governadora Roseana Sarney (a qual eu votei) possa tentar responder para os fazedores de cultura do Maranhão:
    Quais as perspectivas de futuro para a Cultura do Maranhão? É possível superar a instabilidade política da gestão pública da cultura? Como se relacionar com as instâncias federal, estadual e municipal da cultura? Bom, o futuro é desafiador (e promissor!) mas precisamos nos reposicionar frente a nova conjuntura cultural. Vale constatar que somos instados constantemente a buscar parcerias na iniciativa privada, bem como flexibilizar o conteúdo apresentado, ainda que o principal apoiador dessas ações culturais siga sendo o Estado. Mais estratégico, talvez, nesse momento, seja diversificar as fontes de financiamento e ampliar as parcerias com os demais coletivos em prol da consolidação de um conselho gestor horizontal, bem como profissionalizar sua produção para seguir criando alternativas reais para o circuito da cultura local no Maranhão.

    Ivan da Cultura

  3. jean vale disse:

    Pra mim não é novidade o pior que este trabalho que é direcionado aos que tem coragem de usar estes tipo de serviço é tdo pago, essa de Peritoro kd a vigilancia sanitaria, em Timon pelo o amor de Deus esta virando no período noturno um prostibulo e sendo ocupado pela a maioria de dependentes de crak, pois por falta de denuncia aos poderes competentes não é não. Até hoje niguem fez nada e cada dia é pior. pois por falta de guardas municipal não é pois timon tem só faltam serem usados em logradouros pulblico do municipio, kd.

  4. JOSÉ DE RIBAMAR PRAZERES disse:

    AMIGO JHON CUTRIM, AQUI EM BARRA DO CORDA, A SITUAÇÃO NÃO É DIFERENTE DAS OUTRAS, POIS A RODOVIÁRIA DAQUI, OS BANHEIROS ESTÃO ABSOLUTAMENTE IMPRÓPRIOS PARA O SEU USO, CONSIDERANDO QUE A LAMA MISTURADA A URINA E FEZES JÁ TOMARAM DE CONTA DO ESPAÇO. E SÓ PRA VOCÊ TER UMA IDEIA DA SITUAÇÃO, A MESMA VEM SE ARRASTANDO POR VÁRIOS ANOS, SENDO IGNORADA PELA ATUAL GESTÃO MUNICIPAL. AFINAL DE CONTAS, O PREFEITO, FAMILIARES E AMIGOS NÃO UTILIZAM DA RODOVIÁRIA EM TELA, SERIA PRECISO CITAR, POIS TODOS SABEM!!

  5. Mario Bacelar disse:

    de novo?????O diretório do PSTU não tem mais ninguém pra se lañçar candidato?Nada contra o Marcos Silva que,por sinal é simpático mas,já sei até de “cor” o q ele vai dizer.Parece que sua luta sequer muda a vida do seu partido.

  6. aeudes ericeira disse:

    CARO JC SOU ADORO SEU BLOG E SUAS POSTAGEM A REPORTAGEM MOSTRADA NA SEGUNDA MOSTRA REALMENTE A REALIDADE DO Q ACONTECE NO BRASIL E ESPECIFICAMENTE DO MA, MAIS ALGO QUE DEIXOU OS MORADORES DE SANTA LUZIA DO PARUÁ PROFUNDAMENTE TRISTE COM O JN FOI O FATO DE TERREM MOSTRADO UM TERMINAL RODOVIÁRIO DO POVOADO DE ALTO DO ABEL A QUASE 5 KM DA SEDE DO MUNICÍPIO ONDE TEM UMA RODOVIÁRIA MAIOR E MAIS ESTRUTURADA QUE NÃO É A OITAVA MARAVILHA DO MUNDO MAS É SIM BEM MELHOR QUE A MOSTRADA, A GLOBO ATRAVÉS DE SEU CONCEITUADO JN NÃO DEVERIA USAR DE ARTIFÍCIOS TAL BAIXOS E SEM ETICA PARA TRANSMITIR A CONDIÇÃO DE MISÉRIA QUE O MARANHENSE VIVE. SERIA DIGNO QUE A MESMA SE RETRATASSE MOSTRANDO O VERDADEIRO TERMINAL RODOVIÁRIO DE SANTA LUZIA DO PARUÁ.

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