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Gestão José Sarney omite alta de gastos em balanço

Material publicado em jornal oficial não inclui dados desfavoráveis à gestão de José Sarney, como aumento de despesas com pessoal

O Estado de São Paulo

O Senado decidiu ignorar o crescente aumento de gastos na Casa puxado pelas despesas com pessoal e publicou na quarta-feira, 21, um balanço da gestão José Sarney (PMDB-AP) sob o título “Mais econômico, mais ágil e mais transparente”. Publicado no jornal oficial da Casa, o material de 12 páginas oculta que até o início de dezembro o Senado já tinha alcançado o mesmo volume de despesas de todo o ano de 2010 e que os gastos com pessoal vêm crescendo em ritmo acelerado desde 2009.

Texto publicado pelo Senado destacou a redução do pagamento de horas extras

Segundo dados do próprio Portal da Transparência da Casa, até o dia 14 de dezembro já foram empenhados R$ 2,97 bilhões em despesas, superando em R$ 31 milhões o que foi gasto em 2010. O orçamento total da Casa para 2011 é de R$ 3,3 bilhões.

O crescimento constante dos gastos no Senado é puxado pelas despesas com pessoal. Até a mesma data, na qual não está inclusa ainda integralmente a folha de pagamentos de dezembro, já foram despendidos R$ 2,55 bilhões, valor R$ 7 milhões maior do que os gastos de todo o ano passado. O crescimento não é exclusividade de 2011, visto que em 2009, primeiro ano da atual passagem de Sarney pela Presidência, as despesas com pessoal foram de R$ 2,22 bilhões. Segundo a administração do Senado, até o fim de 2011 os gastos com a folha de pagamento vão bater em R$ 2,76 bilhões.

O maior aumento de gastos é com aposentadorias e pensões. A Casa já superou em 2011 a marca de R$ 1 bilhão em despesas na área. No ano passado, esses gastos ficaram em R$ 937 milhões, enquanto em 2009 representaram R$ 730 milhões. Até o fim do ano, a Casa vai gastar mais R$ 112 milhões nessa rubrica.

As despesas com funcionários terceirizados também seguem crescendo em 2011. Foram R$ 62,8 milhões despendidos até o início de dezembro, montante igual ao gasto com locação de mão de obra durante 2010. Estão ainda previstos mais cerca de R$ 9 milhões em pagamentos nesta área relativas a serviços prestados em 2011.

‘Boas notícias’. Os números descritos acima não estão no balanço divulgado pelo Senado. A Casa procurou enfatizar só as “boas notícias”. Destacou a redução do pagamento de horas extras que caíram de R$ 37,8 milhões em 2010 para R$ 5,8 milhões neste ano e medidas como pregões eletrônicos e reformulação do sistema de plano de saúde dos servidores. No material, que tem na capa uma foto de Sarney ao lado de estudantes, parece não ser necessária a reforma administrativa que a Casa mais uma vez deixou para depois.

O Senado mais uma vez promete mudanças somente para o futuro. A proposta para o orçamento do próximo ano prevê que as despesas sejam mantidas nos mesmos patamares de 2011. Mesmo com este objetivo, a Casa já anunciou um novo concurso para a contratação de mais 246 funcionários.

Atualmente, o Senado conta com 3,2 mil servidores efetivos, 3 mil funcionários de indicação política, além de mais de 3 mil terceirizados.

A administração da Casa justifica o aumento da folha salarial na administração de Sarney pela aprovação de um plano de carreira no ano passado. Parte do impacto já recaiu sobre a folha de 2010 e o aumento restante foi dado aos funcionários em janeiro de 2011. Foram contratados ainda outros 77 servidores efetivos aprovados em concurso público ao longo deste ano.

Em relação ao crescimento dos gastos com inativos, a Casa vive um momento de aposentadorias em série. Somente neste ano, mais de 410 servidores requereram aposentadoria. Em 2010, esse número foi de 171 funcionários. Ao todo, o Senado paga aposentadorias e pensões a mais de 3,1 mil pessoas, segundo a administração.

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3 respostas para “Gestão José Sarney omite alta de gastos em balanço”

  1. Inácio Augusto de Almeida disse:

    Só assessores que nunca foram a Brasília são quantos? Tem até pastor de Igreja metido nesta malandragem.
    Tem que acabar com esta asponaria. Gente que recebe dinheiro e mora a maus de 4 mil Kms do local de trabalho.
    E tudo salário de 10 a 15 mil reais.
    Enquanto isto os militares ficam sem aumento.
    Enquanto isto os funcionários do executivo ficam sem aumento.
    Será que é porque os militares e os funcion´rios do executivo prestaram conurso para ingressar no serviço público? Enquanto que estes ASSESSORES DE PORRA NENHUMA entraram por indicação de políticos?
    Esta pouca vergonha nunca vai ter fim?

  2. CARLOS OCIRAN disse:

    Sarney é o Rei Midas às avessas. Em tudo que põe a mão desanda, desregula, perde qualidade, valor, vira pó ou lama. É uma marca da família a incompetência para administrar. Se tivessem que gerir a própria cozinha, passariam fome. A única coisa que produziram com extrema competência foi a miséria do Maranhão.
    O custo-benefício do congresso é extremamente negativo e custoso para o povo brasileiro. Não se trata somente dos danos materiais. Quando será que ele vai pôr a mão sobre a cabeça?

  3. José do Rêgo disse:

    CORRUPÇÕ!… CORRUPÇÃO!… UM GRANDE DRAGÃO ATUAL. Este foi o tema escolhido pelo PTB de GETÚLIO VARGAS, que deu aos trabalhadores e as empresas a segurança de trabalharem em defesa do crescimento do BRASIL. De lá para cá a CORRUPÇÃO tem sido moda neste pais. No governo atual 7 MINISTROS foram exonerados acusados deserem CORRUPTOS. De onde vieram?… Do governo LULAque passou uma herança maldita a DILMA ROUSSEFF. Surpreende-me agora que o PRESIDENTE DO SENADO tenha omitido despesas de seu balanço. A FOLHA DE SÃO publica: 2,97 milhões foram empenhados em 2011, superando em muito os gastos de 2010. Mais uma vez assistimos a maldade que nós pobres mortais somos tratados e enganados por aqueles que supostamente tinham o direito de defender-nos.

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