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Escassez de respiradores desafia atendimento aos casos graves da pandemia; no MA são 1.064

A rapidez com que o novo coronavírus se multiplica no país acende o alerta para a incapacidade do sistema de saúde brasileiro atender, no curto prazo, a todos os casos graves decorrentes da epidemia.

A corrida dos governos estaduais e do Ministério da Saúde para aumentar a disponibilidade de leitos de UTIs tem obstáculos adicionais, já enfrentados por países com aumento exponencial de infecções: conseguir, em tempo recorde, os insumos e equipamentos necessários para o atendimento, principalmente ventiladores mecânicos.

O temor é faltar velocidade na aquisição de novos respiradores — considerados essenciais no tratamento de uma doença que ataca os pulmões e provoca insuficiência respiratória — e na compra de equipamentos de proteção individual, como máscaras.

No país, há 65 mil ventiladores, segundo dados do Ministério da Saúde, o que equivale a três equipamentos para cada dez mil habitantes. Desse total, 46,6 mil estão no SUS.

A distribuição não é homogênea: o Distrito Federal e estados das regiões Sudeste e Sul — que concentram o maior número de casos — contam com uma proporção de respiradores acima da média nacional.

Ministério pretende distribuir 10 milhões de testes do novo coronavírus

Além disso, parte deles já é usada para atender a outros casos. Segundo dados da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, a taxa de ocupação dos ventiladores disponíveis nos hospitais particulares é de 20%. No SUS, é de 50% a 60%.

Tempo em ventilação
Sem os ventiladores, e a considerar a evolução de infecções no Brasil similar à de países como Itália e Espanha, equipes de emergência poderão se ver obrigadas a escolher, em um futuro não tão distante, quais pacientes ocuparão os leitos disponíveis com ventilador mecânico — enquanto outros acabarão deixados com cuidados paliativos ou à própria sorte.

— É a maior preocupação. O mundo inteiro está comprando respirador neste momento — diz o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência de Coronavírus em São Paulo.

Da primeira leva de 1.400 novos leitos de emergência que o governo de São Paulo estimou como necessários para receber casos graves, o estado conseguiu verba para pouco mais de mil. A lei brasileira diz que, para entrar em funcionamento, cada leito de UTI deve ter ao menos um ventilador mecânico.

— Desses novos leitos, 500 já estão prontos para, havendo necessidade, serem abertos em uma semana — diz o secretário de estado da Saúde, José Henrique Germann.

O estado de São Paulo concentra a maior parte dos casos de coronavírus. O prefeito da capital, Bruno Covas, anunciou que a prefeitura vai criar mais duas mil vagas de UTI. Será necessário correr para providenciar leitos, ventiladores e pessoal para operá-los no prazo anunciado por ele, de duas semanas.

— O problema é que esses pacientes permanecem longo tempo em ventilação. Um paciente fica em média seis dias na UTI; o com Covid-19 fica duas semanas, chegando a até 20 dias em alguns casos. Vai chegar uma hora em que esse recurso pode se exaurir — explica Suzana Lobo, presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).

Apenas quatro empresas fabricam esses equipamentos no Brasil: Vyaire, Takaoka, Leistung e Magnamed. Além delas, multinacionais como GE, Philips e Medtronic distribuem aparelhos importados — pouco acessíveis por causa da demanda global.

— Os ventiladores são, sem dúvida, o maior gargalo — diz Fernando Silveira Filho, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed).

Antes da crise, a demanda brasileira por ventiladores era de duas mil unidades por ano, número irrisório frente à explosão na demanda por causa do coronavírus.

Nesta semana, autoridades médicas da Itália pediram quatro mil unidades a fabricantes internacionais, mas só conseguiram 400. Cada aparelho custava antes da crise entre R$ 40 mil e R$ 200 mil, nas contas do consultor em gestão da saúde Carlos Suslik, que tem experiência na administração de unidades importantes, como o Hospital das Clínicas, em São Paulo.

— Esses aparelhos não tinham uso tão intenso numa UTI como têm, por exemplo, os aparelhos de reanimação cardíaca. Por isso, o comércio tinha pouca escala antes da epidemia — diz Suslik.

Na última sexta, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reconheceu o problema e afirmou que o governo estava em contato “com três iniciativas privadas associadas para aumentar a linha de produção, porque ele (o respirador) tem que ser um equipamento preciso”. O Globo

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3 respostas para “Escassez de respiradores desafia atendimento aos casos graves da pandemia; no MA são 1.064”

  1. Aston Beckman disse:

    Tem sentido e faz se sentir! Muito especialmente, em se tratando de um povo irresponsável do tipo brasileiro; o qual tem uma tradição viciosa e perigosa de desacatar normas e leis.
    E, dentre nosso pedigree, há um animal afalado pior do que os irresponsáveis: é o FIDEÍSTA: aquele crendeiro que troca a RAZÃO pela FÉ. Essa mula busca nesta frase um fundamento para descumprir determinações: “Ah, tô lá ligando, entrego tudo nas mãos de Deus!”
    Infeliz é uma multidão, quando sua segurança depende de poucos!

  2. EDU disse:

    ESTÁ NA HORA=== da OLIGARQUIA CLEPTOCLÃ BILIONÁRIOS X MARANHÃO NA MISÉRIA demonstrar seu AMOR pelo MARANHÃO ……kkkk…..fazendo DOAÇÃO DE RESPIRADORES MECÂNICOS— devolvendo um grão de areia das montanhas roubadas do povo maranhense durante meio século de rapinagens de bilhões.. VÃO ESPERANDO MARANHENSES……..sentados ….. e tomando água de coco —- NUNCA ISSO VAI ACONTECER— ROUBARAM PARA SI E SUAS FAMIGLIAS—-o MARANHÃO e seu povo que ………. ( só serviram e servem para votar ……NELES.) ACORDAM —ACORDAM—ACORDAM.

  3. Helton disse:

    As 3 FAMIGLIAS BILIONÁRIOS do Maranhão poderiam DOAR respiradores mecânicos para o MARANHÃO roubado em bilhões durante 50 anos de IMPÉRIO. Poderia diminuir em uma GOTA a condenação a espera nas TREVAS do INFERNO.PLANTOU TERA QUE COLHER.

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