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Eis o Sarneyquistão

“A terminação “istão”, em algumas das línguas faladas na Ásia Central, significa “lugar de morada” ou “território”. Assim, o Quirguistão é o lugar de morada dos quirguizes. O Cazaquistão, o território dos cazaques, e o Tadjiquistão, dos tadjiques. Também por esse motivo, o estado do Maranhão – tão miserável quanto as antigas repúblicas da extinta União Soviética e igualmente terminado em “ão” – poderia muito bem ser rebatizado de Sarneyquistão. Há 46 anos, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), abriga 32 dos cinqüenta municípios mais miseráveis do país. Quando Sarney chegou pela primeira vez ao poder, no longínquo ano de 1965, o Maranhão ocupava as últimas posições do ranking nacional de desenvolvimento. A partir de então, seu grupo venceu dez eleições para governador, chefiou o Executivo local por 41 anos e… conseguiu o feito de nada mudar. O “Sarneyquístão” continua ostentando os indicadores sociais mais vexatórios do país, comparáveis aos das nações mais desvalidas do planeta (veja o quadro). Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) concluído há duas semanas mostra que a pobreza extrema atinge 14% da população. Em 82 das cidades do estado, a renda média é inferior ao que o Bolsa Família paga em benefícios. Outro estudo afirma que 78% dos maranhenses dependem de algum programa oficial de transferência de renda. E não foi a natureza que condenou os maranhenses à miséria.”

Então foi o quê? Leiam a reportagem de Leonardo Coutinho na VEJA desta semana. (Por Reinaldo Azevedo)

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3 respostas para “Eis o Sarneyquistão”

  1. Inácio Augusto de Almeida disse:

    Isto é simplesmente o resultado de uma política dirigida única e exclusivamente para manter sempre e sempre o Maranhão nesta triste condição. O desleixo proposital com a educação tem como objetivo manter o povo sujigado ao grupo que há mais de 50 anos domina a política maranhense. E sem educação não existe desenvolvimento.
    O Maranhão é um estado potencialmente rico. Riquíssimo. Mas com um povo mergulhado na mais extrema miséria.
    Até quando este estado de coisas vai perdurar?
    O pior é que as opções que surgem sempre estão vinculadas a grupos que estão animados pelos mesmos objetivo do atual grupo dominante. Não se percebe o desejo de uma mudança na forma de gerir a economia maranhense. Não se percebe o desejo de mudar o modelo educacional que aí está, onde os jovens concluem o ensino médio sem saber interpretar um texto ou fazer uma simples operação de mutiplicar.
    Nota-se que buscam o poder já pensando em se perpeturarem no domínio da política maranhense por séculos e séculos. Deixam perceber claramente que este é o único objetivo. E talvez seja por este excesso de ambição que não conseguem unir-se e formar um grupo monolítico, já que cada uma das partes quer para si o poder. Não pensam na solução dos problemas maranhenses, pensam apenas em si próprios.
    E assim, o rico estado está fadado a permanecer ainda por muito tempo com o seu povo mergulhado na pobreza.
    Mas dia chegará em que um líder, vindo do povo, livre dos vícios dos que nasceram em berço de ouro, levará o Maranhão ao seu grande destino.
    E talvez isto esteja perto de acontecer. Talvez, muito perto.

  2. ricardo da cohab. disse:

    a miseria e identica o sofrimento tambem e tendencia e so piorar com essa familia sarney no poder e agora nao e so no maranhao e sim no brasil com sarney mandando e desmandando em tudo e o brasil esta so piorando e popularidade da dilma ja esta caindo.quem com porco se junta farelo come.

  3. lucia da liberdade. disse:

    E realmente uma tristesa esses idh sao os piores nao so o brasil mais sim do mundo ,e a familia maldita sarney ja fez do maranhao o mais pobre,e assim e realmente um titulo que neum estado que o mais pobre o mais miseravel e tem a familia mais rica do brasil .

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