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Com 18 homicídios, final de semana é o mais violento deste ano na Grande São Luís

POR VALQUÍRIA FERREIRA (JP)

Dezoito homicídios marcam o fim de semana na Grande São Luís. Os casos foram registrados da noite de sexta-feira (24) até a madrugada de ontem e superam os dos finais de semana considerados mais violentos em 2012, nos dias 25 e 26 de fevereiro e 14 e 15 de abril, nos quais foram registrados nove homicídios, em cada um. Das 18 mortes, 14 foram ocasionadas por arma de fogo e quatro por golpes de arma branca.

Na noite de sexta-feira (24), um homicídio com uso de arma de fogo vitimou João Oliveira Soares Neto, de 27 anos, na Vila Romário, no Bairro da Santa Bárbara. João morreu no local. Ele morava na Avenida da Saudade, n° 6, no Cajupe – Santa Bárbara.

Por volta das 2h, do último sábado (25), o corpo de Armando Vieira Lopes, de 31 anos, chegou à sala de necropsia. Ele foi assassinado a tiros, na Avenida Brasil, cujo bairro não constava do livro do IML. Armando residia na Travessa da Rua 15, nº 3, na Vila Jota Lima. Jonas Mendes da Silva, 22, que morava na Rua Alto da Paz, nº 20, na Aurora, também foi levado ao IML às 2h. Ele morreu no Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão 2), por causa de ferimentos ocasionados por arma de fogo.

Às 3h30, chegou ao IML o corpo de Pablo Ferreira Castro, de 18 anos, vítima de golpes de arma branca, que morreu no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão 1). Pablo residia na Rua da Palma, n° 624, no Centro. Wenderson Ferreira Pereira, 20, foi executado a tiros na Rua dos Frades, no Coroadinho. O homicídio aconteceu durante a madrugada, por volta das 4h. Ele morava na Rua São Jorge, n° 40, no mesmo bairro onde foi assassinado.

Na manhã de sábado, Cristiano Sousa da Paixão, de 17 anos, foi encontrado morto na Rua da Piçarreira, no Bairro da Mata de Itapera – zona rural de São Luís. O jovem estava com várias perfurações no corpo. Segundo os peritos criminais Jucy Ericeira e Michele Almeida, a vítima apresentava 11 perfurações (uma na mão esquerda, outra no punho direito, uma na axila uma no pescoço, seis na região do tórax e uma no braço direito), e pode ter sido assassinada na madrugada de sábado, devido à rigidez do corpo.

O ex-presidiário Kelson Diones Carvalho Santiago, de 31 anos, foi assassinado a tiros, por volta das 9h30, de sábado, próximo à sua casa, na Rua Bom Jesus, no Bairro do São Bernardo. Ele foi morto com cinco tiros, sendo dois na cabeça, dois nas costas e um no braço. De acordo com a polícia, a vítima foi assassinada por dois homens que estavam em uma motocicleta. Kelson estava há quatro meses em liberdade condicional e respondia pelos crimes de tráfico de drogas e roubo.

Ex-presidiário Kelson Diones Carvalho Santiago, de 31 anos, foi assassinado a tiros.

Outro homicídio foi registrado na tarde de sábado, tendo como vítima Amelson Martins dos Santos, de 21 anos, que após ser ferido com golpes de arma branca foi conduzido ao Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão 2). A vítima não resistiu aos ferimentos durante a tarde.

No domingo (26), ocorreram três mortes violentas durante a madrugada. Ginaldo José da Silva, de 46 anos, morreu após ser atingido com vários tiros. Ele foi socorrido e faleceu na Unidade de Pronto Atendimento do Cohatrac, mais conhecido como “Socorrinho 1”. Ginaldo morava na Rua 3, quadra 6, casa 9-A, no Cohabiano.

Na Rua O, na Vila do Povo, Domingas Rodrigues Fonseca, 23, foi morta a golpes de arma branca. Na mesma madrugada, foi assassinado a tiros o jovem Rafael Pereira Rocha, 20. Ele morava na Rua 2, quadra 8, casa 57, no Bairro Residencial José Reinaldo Tavares.

Na tarde de domingo, o comerciante José de Ribamar Sousa Coelho, de 49 anos, mais conhecido como “Zequinha”, foi eliminado com cinco tiros, na porta de sua residência, localizada na Primeira Travessa Presidente Médici, no Bairro de Fátima. O crime aconteceu por volta das 13h30, no momento em que dois rapazes, utilizando uma bicicleta, abordaram a vítima e foram logo efetuando os disparos.

Zequinha tinha diversas passagens pela polícia por crimes como assalto, furto, estupro e chegou a ficar preso durante alguns meses na Central de Custódias de Presos de Justiça (CCPJ), suspeito de envolvimento na morte de uma professora de uma escola na Cidade Operária. A polícia suspeita que o crime tenha sido um acerto de contas.

O corpo de João da Cruz Pereira Nascimento, de 33 anos, chegou ao IML, às 18h. Ele morreu no Socorrão 2, na Cidade Operária, vítima de homicídio por arma de fogo. João da Cruz morava na Rua da Alegria, n° 15, na Vila Conceição.

Durante a noite de domingo, foram registrados mais três homicídios, os corpos chegaram por volta da 0h, na sala de necropsia do IML. Rawlison Clifison Sá Lemos, de 57 anos, morto a tiros. Ele residia na Rua Tomé de Sousa, nº 411, na Liberdade. Hailton Silva Sá, 25, morreu no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão 1), vítima de homicídio por arma de fogo. Hailton residia na Rua 23, casa 25, na Vila Embratel.

Jean Carlos Santos Cruz, 30, foi outra vítima de arma de fogo. Ele morava na Rua 4, quadra 11, casa 16, na Vila Mauro Fecury 2. O autor do crime, identificado como Edvaldo Padilha, 45, foi localizado pela Polícia Civil, no Socorrão 1 – Centro, quando recebia atendimento médico, por ter sido ferido durante a briga, que vitimou Jean Carlos. O acusado foi autuado em flagrante por homicídio e continua internado, sem previsão para receber alta.

Na madrugada de ontem (27), foram registrados três outros homicídios ocasionados por uso de arma de fogo. No Cohatrac IV, Fábio de Sousa Lima, de 45 anos, foi assassinado. Ele morava na Avenida do Fio, casa 7, no Cohatrac IV. Valdenir Azevedo Serra, 23, morreu na Travessa Hugo da Cunha Machado, de um bairro não informado pelo IML.

Alan Evangelista da Silva e Silva, 24, foi morto por homens que passaram em um táxi e desferiram vários tiros na vítima, que estava numa casa de pagode, na Avenida Guajajaras, em frente à Clínica Paulo VI. Ele residia na Rua Projetada, nº 125, no Bairro do Novo Angelim.

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2 respostas para “Com 18 homicídios, final de semana é o mais violento deste ano na Grande São Luís”

  1. isarel pereira disse:

    o secretario e a mirante nao fala sobre isso…..mais quando jackson era governador a mirante falava todo dia da criminalidade……….ate quando

  2. Leo disse:

    John,
    As delegacias da capital estão trabalhando com dois investigadores e um Delegado, o restante dos policiais esta fazendo plantão de combate ao som e fazendo ronda. A falta de investigação nos crimes de Homicidio também e motivo para aumento da criminalidade. Verifique quantos Homicidios ocorreram depois do caso Decio Sá e quantos tem investigação e foram encaminhados para a justiça. Ocorre que a policia civil esta fazendo o papel da Pm indo fazer ronda e a Pm esta fazendo a investigação que e dever constitucional da policia civil. A Pm e que deve estar na rua para EVITAR que o crime ocorra e nao correr atras após acontecido. Esse e o melhor governo da vida dela.

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