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Atropelador negou estar fazendo ‘pega’ ou ‘racha’ quando matou menina

POR OSWALDO VIVIANI (JP)

O delegado Sebastião Uchoa, titular da Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), esclareceu, na manhã de hoje (21), ao Jornal Pequeno, que o funcionário público municipal Jhon Willys Sousa de Lima, de 31 anos, negou, em seu depoimento à polícia, estar participando de um “pega” ou “racha” no momento em que atropelou e matou Larissa Pamelma Alves dos Santos, de 12 anos, e feriu outras duas pessoas, na praia do Olho d’Água, na madrugada do domingo (18). Sebastião Uchoa afirmou que Jhon Willys admitiu apenas que já participou de disputas de velocidade com outros veículos (“rachas” ou “pegas”) “umas cinco ou seis vezes”, mas em outras ocasiões e locais, não na madrugada em que atropelou a menina Larissa.

O acusado teria informado o delegado Uchoa que sua preferência são eventos de velocidade, como competições de “arrancadas” e “cavalos de pau”. Uma dessas competições, da qual Jhon Willys admitiu ter participado, acontece em Paço do Lumiar. O evento é regularizado.

Foto: Alessandro Silva. Carro de Jhon Willys foi levado ao Icrim para ser periciado

Apesar de, em princípio, acreditar que Jhon Willys não estava disputando “racha” ou “pega” com outro veículo no momento do atropelamento, a polícia não tem dúvida de que ele desenvolvia alta velocidade na areia com seu Ômega preto – muito acima dos “60 ou 70” quilômetros por hora que declarou no depoimento.

“Temos uma testemunha que afirma que o carro vinha a uns 140 ou 150 por hora”, disse Sebastião Uchoa ao JP. O delegado acredita que a perícia no Ômega pode apontar a real velocidade desenvolvida pelo carro quando se deu o choque com a vítima.

“Pelas condições em que ficou o Ômega, com o para-brisa destroçado e a lataria toda amassada na parte que atingiu a menina, e ainda com pedaços de pele da vítima, já dá para se concluir que o veículo estava em velocidade bem maior do que 60 ou 70 quilômetros por hora”, afirmou o delegado Uchoa.

A perícia no Ômega – que, após o atropelamento, foi escondido por John Willys na casa de um amigo, de nome Marcelo, no Olho d’Água – deve ser realizada nos próximos dias pelo Instituto de Criminalística (Icrim).

O superintendente da SPCC, Sebastião Uchoa, voltou a afirmar ao JP que o indiciamento do acusado – que trabalha na Secretaria de Administração (Semad) de São Luís – pode se dar por homicídio doloso (com a intenção de matar).

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